Header image

Transporte em Berlim

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quinta-feira, 29 de setembro de 2016 Marcadores: , , 0 comentários

Checkpoint Berlim: Um caso de amor - Sistema de transporte público de Berlim é um dos mais eficientes do mundo. Mesmo assim, empresa quer atrair mais usuários com propagandas que não economizam em brincadeiras.

"Porque nós te amamos!", poderia muito bem ter saído de alguma propaganda de produtos de beleza ou algum tipo de alimento saudável, mas este é o slogan da empresa de transporte público de Berlim. E como ignorar a simpatia da BVG, que deseja conquistar seus usuários com comerciais criativos que pregam o amor. Ao oferecer um serviço eficiente, ela nem precisa disso para ser estimada.

O sistema de transporte público da capital alemã é o melhor que já tive a oportunidade de conhecer, e nem se compara ao oferecido nas cidades brasileiras, mesmo naquelas consideradas exemplo. A rede berlinense possui dez linhas de metrô, doze de bonde e mais de 150 de ônibus. Os pontos são sinalizados com as informações sobre linhas que passam por ali e horários previstos.

Com toda essa estrutura, aqui não cola a desculpa de que não havia como ir para faltar a algum convite chato. É possível chegar a qualquer canto de Berlim, não importa a hora do dia ou noite. É claro que durante a semana o percurso nas madrugadas leva mais tempo, pois o metrô fecha durante algumas horas, e a frota de ônibus é reduzida.

Há alguns problemas: como atrasos, ônibus "sauna" – nos quais as janelas não podem ser abertas, e no verão o ar condicionado modesto não dá conta do calor –, e o preço da passagem, relativamente salgado e que sobe ano após ano.

A BVG reconhece que tem problemas. Agora, toda irreverente, resolveu rir dos próprios deslizes. Num vídeo lançado nas redes sociais, ao comprar a passagem, um jovem afirma que o preço é caro, o funcionário da empresa explica, então, que nele está incluindo tudo o que os clientes esperam: atrasos controlados por um esquilo, a competição de boliche em ônibus, cujo objetivo é derrubar o maior número de pessoas, e ainda um simulador onde motoristas aprendem o momento exato para fechar a porta na cara de passageiros atrasados que correm para pegar o ônibus.

Com o comercial, a empresa quer alcançar o mesmo sucesso da campanha "Para mim tanto faz", na qual um rapper vestido com o uniforme da BVG cantava sobre situações inusitadas de passageiros em veículos da empresa e afirmava que tudo é permitido, contanto que a passagem esteja paga. Alguns desses episódios realmente acontecem, já peguei um ônibus de madrugada com um jovem que levava consigo um barco inflável.

A fofura da BVG é tanta que ela chegou até a lançar uma coleção de roupas com a estampa dos bancos dos metrôs para aqueles usuários que desejam corresponder todo esse amor e mostrar esse afeto ao mundo. As peças, para quem têm interesse, são vendidas no site da empresa. Apesar de tanta irreverência, o diferencial da empresa continua mesmo sendo o serviço oferecido.

(Fonte: Clarissa Neher / DW)

Eventos de Grupos Folclóricos

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quarta-feira, 21 de setembro de 2016 Marcadores: , , 0 comentários



- 01 de outubro Colinas / RS C. C. Morgenstern Encontro Infanto-Juvenil
- 07 a 09 de outubro Itapiranga / SC Grupos de Itapiranga 38ª Oktoberfest
- 08 e 09 de outubro Rolândia / PR Weisser Schwan 1. Deutsches Treffen
- 05 de novembro Marques de Souza / RS Schön ist die Jugend Encontro de Grupos
- 12 de novembro Aratiba / RS Wahre Freundschaft Encontro de Grupos
- 19 de novembro Bom Princípio / RS Meine Freunde 16º Encontro de Grupos
- 26 de novembro Lajeado / RS Tanzen macht Freunde Volkstanzfest
- 26 de novembro Santa Maria do Herval / RS Teewald 26. Volkstanztreffen in Teewald
- 03 de dezembro Presidente Lucena / RS Verbunden durch den Tanz Encontro de Grupos

Refugiados nas Escolas Alemãs

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 13 de setembro de 2016 Marcadores: 0 comentários

São 11h45, e no colégio Allee, em Hamburgo, no norte da Alemanha, o recreio está prestes a acabar. Em meio aos alunos que fervem pelos corredores, 13 pré-adolescentes voltam para a classe da senhora Vogel. Somam entre si sete nacionalidades, e mais que o dobro disso em número de idiomas. A tarefa hoje consiste em reescrever uma redação procurando fórmulas mais compatíveis com a rigorosa estrutura do alemão. Nargues, uma menina de 13 anos, há apenas dois meses nesta escola, vinda do Afeganistão, se oferece para ler o seu exercício. “Muito bem. Você foi ótima”, parabeniza a professora. A tímida menina parece se esconder sob seu lenço islâmico.

Há um ano, esta classe não existia. Este colégio num bairro de classe média havia décadas já estava habitado à diversidade de fluxos migratórios, mas nada que se parecesse com a situação atual. Diante da emergência provocada pela chegada maciça de refugiados, os responsáveis pela escola se ofereceram no ano passado para criar uma classe de acolhida. “Todos estávamos muito comovidos. Os alunos também queriam participar. Mas a euforia inicial desapareceu”, explica o diretor, Ulf Nebe. Talvez a comoção dos primeiros dias tenha dado lugar a uma atitude mais pragmática: com vontade de ir em frente, mas ao mesmo tempo consciente das imensas dificuldades.

Uma menina de 14 anos não consegue parar de chorar o dia todo porque sente saudade da família. Chegou sozinha do Afeganistão, fazendo grande parte da viagem a pé. Outra foi atropelada por militantes do Taliban. Jovens traumatizados por experiências que muitas vezes não revelam. “Vemos casos que antes não podíamos nem imaginar”, diz Susana Pérez Caballero, uma professora espanhola que não consegue conter a emoção ao contar os avanços que observa. Como o da menina que acaba de lhe dar um desenho onde se lê: “Eu gosto de brincar, cantar, pintar e escrever. Aqui estou bem”.

O choque afetou todo o país. Não existem dados concretos, mas se estima que o sistema educacional alemão tenha incorporado no último ano cerca de 250.000 alunos. Cada Estado da federação pode se organizar da maneira que preferir, mas o primeiro objetivo é o mesmo para todos: que as crianças e adolescentes aprendam o idioma alemão o quanto antes. Hamburgo optou por estabelecer um período de integração com duração de um ano, no qual são oferecidas aulas exclusivas para os recém-chegados, de forma a atender suas necessidades específicas. Outros Länder preferem misturar assim que possível os refugiados com os alunos locais.

“Acredito que o nosso sistema funcione bem. É positivo que, a princípio, estejam mais protegidos. Desenvolvem um sentimento de solidariedade entre eles, já que todos estão passando pela mesma situação e sabem como se sentem”, diz Pérez Caballero. Durante as aulas, não aprendem apenas alemão, mas também coisas como pedir um cartão da biblioteca e o passe de transporte. São coisas básicas que muitos nunca fizeram. No entanto, Andreas Schleicher, especialista educacional da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento na Europa (OCDE), não está muito convencido das boas intenções desse curso. “Se os alunos aprendem desde cedo matérias como matemática e história, também podem assimilar o alemão muito mais rápido”, afirmou durante uma conferência há alguns meses.

O desafio é grande. As autoridades da área da educação calcularam, há alguns meses, que precisariam de 20.000 novos professores. Os sindicatos elevaram o número a 24.000. Apenas em Hamburgo, 600 profissionais já foram contratados. “O problema não era tanto o dinheiro, e sim a estrutura. De repente, nos vimos obrigados a buscar espaços de improviso para dar aulas. No ápice da crise, nos ligavam de abrigos de refugiados para dizer que tinham usado as salas de aula para colocar mais camas. Então tínhamos que encontrar uma solução urgente”, diz Peter Albrecht, assessor do ministro de Educação do Estado de Hamburgo.

Diante da magnitude da situação, alguns dos professores que já estavam aposentados abandonaram seu tranquilo período de descanso. Klaus-Peter Göke-Hillmann é um deles. Prestes a completar 70 anos de idade, vai à escola de bicicleta e exibe uma vitalidade invejável. Nunca havia passado por sua cabeça voltar à vida docente. Ganha uma boa pensão e tem muitos planos paralelos ao colégio. Mas, em 2015, ao ver nos telejornais as enormes levas de refugiados que chegavam à Alemanha, achou que deveria ajudar.

“Foi mais difícil do que eu pensava”, reconheceu o professor logo no começo da conversa. Estava feliz. O curso já está terminando, e os alunos editaram um catálogo no qual se apresentavam. “Na Síria existem escolas que usam livros muito bons. Mas, apesar de ser proibido, os professores aplicam castigos físicos aos alunos. Batem na mão com palmatória, por exemplo”, escreveu Ahmad, um dos estudantes, no trabalho que apresentou.

Göke-Hillmann gostou bastante do desafio de começar do zero. Ele é professor de matemática de um centro de acolhida a refugiados recém-chegados e teve que improvisar o material escolar, tanto para os que já eram bons alunos em seus países quanto para os que não sabiam nem escrever os números. As diferenças culturais também geraram mais atritos. Como no caso da família de uma menina síria que não permitia que ela fizesse aulas de natação, ou do menino que se negava a dar a mão para uma professora por ser mulher. “Eu o acompanhei até uma janela e disse: ‘Olhe, isto é a Alemanha. Aqui não importa se você é homem e ela e é mulher. O importante é que você é o aluno e ela é a sua professora’”, contou Göke-Hillmann.

O dia de aulas já terminou no instituto Allee. Os alunos carregam suas mochilas de volta para casa. Nargues, a afegã que tinha lido sua redação em classe, caminha com seus colegas. De um lado vão os alunos convencionais, de outro, os novatos. Agora não se misturam. Talvez possam estar juntos no próximo ano, quando o curso de integração terminar. Então, Nargues poderá estar rodeada de amigos alemães.

(Fonte: DW)

Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sábado, 3 de setembro de 2016 Marcadores: , , , 0 comentários

O Seminário Brasil-Alemanha de Inovação apresenta anualmente as principais tendências em inovação e tecnologia. Contando com a parceria institucional de diversas entidades públicas e privadas do Brasil e da Alemanha e com o patrocínio das empresas BASF, Bayer, SAP e Siemens, além do apoio do Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH) e do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), o tema escolhido para sua quarta edição é Indústria 4.0 (Manufatura Avançada).

Sua abordagem será feita a partir de diferentes perspectivas, considerando, além das visões de empresas de grande porte e das tendências para o futuro, o ponto de vista das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e o atual cenário da indústria automatizada.

Entre os palestrantes estarão presentes renomados executivos e convidados do governo e de instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICTIs), brasileiros e alemães, incluindo o Instituto Fraunhofer de Engenharia de Software Experimental, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre outros representantes do setor privado.

Simultaneamente ao Seminário, ocorre, no mesmo dia e local, a Feira de Carreiras para ex-bolsistas do DAAD e do Ciência sem Fronteiras (CsF), composta por um evento matchmaking e painéis temáticos (“Startups”, “Oportunidades da indústria 4.0” e “Competências para o futuro”).  Essa ação tem como objetivo fornecer ao estudante em fase final da sua graduação e aos recém-graduados ou pós-graduados instrumentos para se inserirem no mercado de trabalho com mais facilidade.

O final do dia é reservado para a cerimônia do IV Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação, que integra a iniciativa Startups Connected. Na premiação estarão presentes presidentes, CEOs e diretores de grandes empresas, como também representantes do governo e de ICTIs. A ocasião oferece aos participantes acesso a conteúdo de alto nível, além da oportunidade de networking em um ambiente propício para a geração de negócios e novas parcerias.

O Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação acontece desde 2013, tradicionalmente após o Seminário Brasil-Alemanha de Inovação. O prazo de inscrições para a edição deste ano já terminou e registrou um total de 222 startups inscritas nas seis categorias. Será premiada a startup brasileira com maior pontuação em cada categoria – Cidades do Futuro, Ciências da Vida, Cultura, Digitalização e Mobilidade –, e apenas uma alemã na categoria “Alemanha”. As três startups brasileiras finalistas em cada categoria concorrerão automaticamente a uma vaga no programa AHK Startups Accelerator.

O anúncio das vencedoras acontecerá no dia 12 de setembro.

Data: 29 de setembro de 2016, quinta-feira

Local: Espaço de Eventos Villa Blue Tree Rua Castro Verde, 266, Chácara Santo Antônio – São Paulo

Horário: 09:15h às 17:30

Inscrição: http://bit.ly/2bmVBEd