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Aprender Alemão é Necessidade

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 31 de janeiro de 2016 Marcadores: , 0 comentários

Em dezembro de 2015, a Ministra Federal da Educação e Pesquisa, Johanna Wanka, distribuiu livros e jogos para crianças de famílias de refugiados. “Com os pacotes de incentivo à leitura, filhos e pais poderão aprender alemão brincando e descobrir algo sobre a nossa cultura”, explicou a Ministra em um dos centros de acolhimento em Berlim.

As crianças ficaram muito entusiasmadas ao receberem os livros e imediatamente convidaram a Ministra a ler alguns trechos para eles. O objetivo da ação é ensinar o idioma alemão de forma divertida e, dessa forma, acelerar a integração social dos refugiados na Alemanha.

Cada Centro de Acolhimento receberá um pacote de incentivo à leitura, que é composto por 33 livros e jogos, assim como um CD de áudio. Para crianças de até 12 anos de idade, o pacote contém quadrinhos e livros temáticos. Contos de fada, músicas e livros interativos são destinados às crianças menores. Além disso, toda criança com menos de 5 anos de idade receberá um livro de desenhos.

O Ministério Federal do Ensino fomenta o programa de incentivo à leitura para famílias de refugiados com 2,2 bilhões de euros nos próximos três anos. “Estamos diante da grande tarefa de acolher centenas de milhares de refugiados na Alemanha e integrá-los rapidamente. O ensino é fundamental para a integração”, explica Wanka.

(Fonte: Embaixada e Consulados Gerais da Alemanha no Brasil )

Aplicativo para Refugiados

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 24 de janeiro de 2016 Marcadores: , , 0 comentários

A Alemanha ainda não se recompôs depois dos ataques de Colónia - onde ainda não se sabe ao certo quantas mulheres foram abusadas na noite de ano novo, num ataque em que as autoridades suspeitam do envolvimento de refugiados. Prova disso é o lançamento da aplicação Ankommen, que ensina aos refugiados os costumes, hábitos e até horários alemães

Na Alemanha, não se dá palmadas em mulheres e tanto homens como mulheres podem escolher livremente o companheiro ou companheira, assim como a religião que seguem. Parece óbvio, mas estas duas informações fazem parte da lista que a nova aplicação para telemóvel criada pela Alemanha fornece aos refugiados que chegam, como relata o "El Mundo".

A iniciativa é uma parceria da Oficina Federal de Migração e Refugiados, do Goethe Institut e da Radiotelevisão Bávara. Objetivo: orientar os refugiados que chegaram e continuam a chegar à Alemanha para minimizar o choque cultural e, provavelmente, evitar que situações como a de Colónia.

Os refugiados que se instalarem no país de Merkel ficarão também a saber que a roupa de uma mulher alemã não traduz a sua vontade de se envolver sexualmente com alguém, mas o guia, batizado "Ankommen" (Chegar, em alemão) não fica por ali: as instruções abrangem outras temáticas que não a das relações entre homem e mulher. A aplicação também lista, por exemplo, as obrigações que os pais devem cumprir relativamente à escolarização e cuidados de saúde dos filhos.

Os migrantes poderão ainda aprender conhecimentos básicos de alemão com a aplicação, que está disponível em árabe, inglês, farsi, francês e alemão e se apresenta como "a companhia para as primeiras semanas na Alemanha", explica a Reuters.

A Ankommen também fornece informações tanto sobre os direitos dos migrantes como sobre as consequências de cometerem delitos na Alemanha, arriscando-se a perder o direito ao asilo - um discussão que se tornou central no país depois dos incidentes de Colónia, que resultaram na intensificação dos discursos anti-refugiados dos partidos e movimentos de extrema direita.

A Alemanha é o país europeu que já acolheu mais requerentes de asilo desde o início da atual crise dos refugiados. Os 1,1 milhões de refugiados que chegaram ao país no último ano vêm maioritariamente da Síria, mas também da Eritreia, Afeganistão e Iraque.

(Fonte: Expresso)

Cervejas de Trigo

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 17 de janeiro de 2016 Marcadores: 0 comentários

Elas são servidas à mesa no maior copo do bar – em formato de tulipa, de corpo longo e sinuoso e com o diâmetro ampliado no topo. O líquido tem um tom amarelo opaco e preenche o copo em sua totalidade, sendo coroado por uma espessa espuma com aromas que vão do cravo à banana. A cerveja de trigo (em alemão Weizenbier ou Weissbier) tem alta fermentação e, por isso, deve ser derramada vagarosamente no copo, de modo a deixar o líquido homogêneo. Para que a espuma fique perfeitamente uniforme no topo, é necessário chacoalhar a levedura que fica no fundo da garrafa.
Bastante fermentadas, as cervejas de trigo não pertencem à Escola Alemã: as que se enquadram nessa categoria são todas do tipo Lager (no Brasil, conhecidas como Pilsen), mais leves e de baixa fermentação. Muito populares no sul da Alemanha, as Weizenbiere pertencem ao tipo Ale, e são consumidas até no café da manhã.

Acredita-se que elas tenham nascido na região da Boêmia, onde hoje é a República Tcheca, mas é possível que as primeiras tenham sido experimentadas por volta de 6000 a.C., na mesma época em que surgia o pão e a tradicional cerveja feita com malte de cevada. A Weihenstephan, uma das primeiras cervejarias do mundo, está em funcionamento desde o ano 1040 na Baviera, no sul da Alemanha. Hoje, ela é reconhecida internacionalmente como o maior centro formador de mestres cervejeiros.
Por cerca de 200 anos, a Baviera deteve o monopólio sobre a produção das cervejas de trigo – na época, elas eram consideradas bebidas da nobreza – até se espalharem por outras regiões do país e do mundo. Segundo dados de 2014, a Alemanha é o quinto maior produtor e o terceiro maior consumidor de cerveja – de todos os tipos.

No princípio, as Weizenbiere não faziam parte das cervejas consideradas "verdadeiramente alemãs". Isso porque no ano de 1516 o duque da Baviera Guilherme 5º criou a Reinheitsgebot, ou Lei de Pureza da cerveja alemã: bastante simples e direta, ela afirmava que todas as cervejas "puras" deveriam ser feitas somente com água, malte de cevada e lúpulo. Com isso, pretendia-se que cereais não maltados, como o arroz e o milho, que tornam a bebida mais leve, não fossem utilizados para "enfraquecê-la". Além disso, pretendia-se conter a produção das cervejas de trigo, já muito populares, que estavam limitando a produção de pão. A levedura ainda não era conhecida na época, e entrou para a lista dos ingredientes permitidos somente mais tarde, quando a lei foi revisada e passou a permitir também o malte de trigo. Em 1987 a União Europeia acabou por anular a Lei da Pureza. Mesmo assim, até hoje muitas cervejas ainda levam no rótulo um símbolo afirmando seguir a Reinheitsgebot.

Atualmente, o trigo não só está liberado na confecção das cervejas "típicas alemãs", como é no país da Oktoberfest que as mais tradicionais Weizenbiere são produzidas.

Para ser considerada uma verdadeira Weizenbier, as cervejas precisam ter, além do malte de cevada, pelo menos 50% de malte de trigo – algumas delas, no entanto, chegam a ter mais de 70% de trigo na composição. A temperatura ideal para uma Weizenbier tradicional varia entre 4°C e 6°C. Dentro da categoria de cervejas de trigo, há as seguintes variações: - Weizenbier: a tradicional, com baixo amargor, por vezes imperceptível. Dentro dessa categoria, existem as cervejas não filtradas (Hefeweizen/Naturtrüb), e as filtradas (Kristallweizen), mais leves, menos turvas e de cor mais clara que as primeiras. O teor alcoólico varia entre 4% e 6%. - Dunkelweizen: é a Weizenbier escura, amarronzada e com notas de caramelo, castanhas e chocolate. Há nesse tipo de cerveja um equilíbrio entre malte e lúpulo - a flor que confere o sabor amargo e doce à cerveja. O teor alcoólico aqui varia entre 5% e 7%. Elas são diferentes das Schwarzenbiere (cervejas pretas), as mais consumidas até a metade do século passado. Sem trigo na composição, as Schwarzenbiere são bastante maltadas, e o sabor pode lembrar café, castanha torrada e chocolate. - Weizenbock ou Weizenstarkbier: cerveja do tipo bock feita com trigo – entre as três, é a mais forte e de maior teor alcoólico, que varia entre 6% e 12%. A temperatura ideal, assim como para as Dunkelweizen, está entre 8°C e 12°C. Além das variações principais, há outras, como a Witbier (bastante comum na Bélgica, feita com diferentes lúpulos frutados) e a Rauchweinzen (Weizenbier de leve acidez, feita com malte defumado).

Entre rótulos conhecidos e garrafas incomuns, aromas cítricos, sabores mais ou menos amargos e diferentes teores alcoólicos, selecionamos dez cervejas de trigo feitas na Alemanha e disseminadas mundo afora. Prost!

(Fonte: DW)

Alemanha é o Melhor País

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 10 de janeiro de 2016 Marcadores: , 0 comentários

Apresentado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, estudo tenta espelhar como nações são percebidas em todo o mundo e consultou 16 mil pessoas. Brasil é o primeiro colocado no ranking Aventura.

A Alemanha é considerada o melhor país do mundo, segundo um ranking elaborado pela revista americana U.S. News & World Report, pela consultoria BAV Consulting e pela Wharton School, a faculdade de economia da Universidade da Pensilvânia.

O novo ranking tenta espelhar como as nações são percebidas em todo o mundo e foi apresentado nesta quarta-feira (20/01) em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial. Canadá e Reino Unido ocupam a segunda e a terceira posições, seguidos de Estados Unidos e Suécia.

São, na verdade, 24 rankings, sendo que a Alemanha lidera o ranking geral. Os rankings avaliam 60 nações em 24 categorias e levam em conta 65 atributos que podem ser associados a um país, como sustentabilidade, influência econômica, qualidade de vida, respeito aos direitos humanos e qualidade da comida, entre vários outros.

O Brasil é o primeiro colocado no ranking Aventura, que reúne os países que uma pessoa deveria conhecer para satisfazer seu prazer de viajar, e o sexto no ranking de influência cultural. As piores colocações do Brasil foram nos rankings de transparência (48º colocado) e qualidade de vida (43º colocado).

Por outro lado, a Suíça é o país mais feliz do mundo. País centro-europeu desbancou a Dinamarca, que havia vencido na edição anterior do Relatório Mundial da Felicidade. Estudo busca influenciar políticas governamentais. Brasil é o mais feliz da América do Sul. Nem só de praia, sol e carnaval vive a felicidade. Ao que parece, ela está mais voltada para as montanhas, os chocolates, os queijos e os relógios pontuais. Na terceira edição do Relatório Mundial da Felicidade de 2015, quem aparece na liderança como país mais feliz do mundo é a Suíça, seguida por Islândia, Dinamarca, Noruega e Canadá.

Finlândia, Holanda, Suécia, Nova Zelândia e Austrália completam o top 10. O Brasil é o 16º da lista — o mais feliz da América do Sul —, atrás dos Estados Unidos (15º), mas à frente da Alemanha (26º) e da Inglaterra (21º), entre 160 países. Entre os 20 menos felizes constam países asiáticos e africanos, alguns dos mais pobres do planeta. A República Democrática do Congo aparece como o mais infeliz de todos os pesquisados. O ranking é baseado em diversos fatores, como o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, expectativa de vida saudável, sistema de ajuda social e percepção de corrupção ou a ausência dela no governo.

Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, comandou a pesquisa em nome da Organização das Nações Unidas (ONU) e destacou que os 13 primeiros países da lista são os mesmos da amostragem anterior, apenas com mudanças na posição. Para ele, a fórmula vencedora dessas nações é a relativa riqueza combinada com um forte sistema social e governos responsáveis. "Países abaixo desse grupo de elite estão aquém tanto nas questões econômicas quanto no suporte social", declarou Sachs, que espera que os governantes de todo o mundo leiam o relatório com a devida atenção. "Falando abertamente, queremos que [o relatório] tenha um impacto nas deliberações a respeito do desenvolvimento sustentável, porque acreditamos que isso realmente importa", disse.

Lutero

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 3 de janeiro de 2016 Marcadores: 0 comentários

Em 3 de janeiro de 1521, o papa Leão 10 excomungava o teólogo alemão Martinho Lutero. Era o clímax do conflito entre duas visões da religião cristã que acabaria numa das mais importantes cisões do Cristianismo. 

Em 1514, o padre Martinho Lutero assume, aos 31 anos, a igreja de Wittenberg. Durante seu trabalho, ele constata que muitos dos cidadãos preferem comprar cartas de indulgência a confessar-se com ele. Essas indulgências são vendidas nas feiras livres, e, negociando com o pecado, a Igreja arrecada o capital de que precisa urgentemente. Conta-se que o monge dominicano Johann Tetzel anunciava: "Quando o dinheiro cair na caixinha, o Céu estará recebendo a sua alminha".

O jovem Lutero fica enojado com esse comércio. Ele crê na confissão, e que todos devem poder confiar na graça divina. Em outubro de 1517, envia 95 teses a seus superiores eclesiásticos. Conta a lenda que Lutero pregou as teses com estrondosos golpes de martelo na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. O documento é logo impresso e distribuído entre a gente de Leipzig, Nurembergue e da Basileia.

Em 1518, Roma abre um processo por heresia contra Lutero. Dois anos mais tarde, o papa Leão 10 ameaça puni-lo caso não revogue suas teses; em dezembro de 1520, o rebelde queima a bula papal em protesto, além de um livro de leis católicas e várias obras de seus opositores.

Agora Martinho Lutero rompera definitiva e irreversivelmente com Roma. Quando Leão 10 fica sabendo do escandaloso espetáculo de incineração, não hesita: em 3 de janeiro de 1521 lança sobre o reformador a maldição da excomunhão. O pregador das indulgências, Tetzel, pede a fogueira para Lutero.

Entretanto, alguns príncipes colocam-se do lado do líder protestante. Eles crêem que através dele será possível limitar o poder de Roma. E convencem o imperador a convidá-lo para ir à corte em Worms.

Em abril de 1521, Lutero põe-se a caminho e, ao contrário do que desejaria a Igreja Católica, é recebido com entusiasmo durante todo o trajeto. Ele prega em Erfurt, Gotha e Eisenach, antes de ser celebrado pelos habitantes de Worms.

Na corte, o imperador insiste em que o teólogo retire as suas críticas, porém este responde: "Através das passagens das Escrituras estou preso às palavras de Deus. Portanto, não voltarei atrás, pois agir contra a consciência não é seguro nem saudável. Que Deus me ajude. Amém".

Após deixar Worms, Martinho Lutero está protegido por um salvo-conduto que o resguarda de ser imediatamente preso. Porém, o imperador declara-o fora da lei e, portanto, exposto ao cárcere e à destruição de seus escritos.

Durante a viagem de volta, contudo, a firmeza de caráter do reformador é recompensada: o príncipe-eleitor da Saxônia, Frederico, o Sábio, manda seqüestrá-lo, conferindo-lhe guarida no isolado castelo de Wartburg.

Lá o ex-padre católico começa a traduzir a Bíblia para o alemão. A obra de Lutero não pode mais ser detida. Embora nenhum dos príncipes em Worms saiba disso, começa a Reforma, a Idade Média chega ao fim, desponta a Idade Moderna. E, do protesto do reformador, nasce a Igreja Protestante.

(Fonte: DW)