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Feliz Natal!

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sexta-feira, 23 de dezembro de 2016 Marcadores: 0 comentários

De repente num momento fugaz,
os fogos de artifício anunciam
que o ano novo está presente
e o ano velho ficou para trás.

De repente, num instante fugaz,
as taças se cruzam
e o champanhe borbulhante anuncia que o ano velho se foi e o ano novo chegou.

De repente, os olhos se cruzam,
as mãos se entrelaçam
e os seres humanos,
num abraço caloroso,
num só pensamento,
exprimem um só desejo
e uma só aspiração:
PAZ e AMOR.

De repente, não importa a nação;
não importa a língua,
não importa a cor,
não importa a origem,
porque sendo humanos e descendentes de um só Pai,
lembramo-nos apenas de um só verbo: AMOR.

De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio,
cantamos uma só canção,
um só hino:
o da LIBERDADE.

De repente, esquecemos e lembramos do futuro venturoso,
e de como é bom VIVER.

Feliz Natal e um excelente 2017 para todos!

Dinossauro do Ano

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 11 de dezembro de 2016 Marcadores: , 0 comentários

A organização ambientalista alemã Nabu concedeu nesta quarta-feira (28/12) ao presidente da Bayer, Werner Baumann, o desonroso prêmio Dinossauro do Ano 2016, dedicado a personalidades cujas atividades, na visão da ONG, são antiquadas em termos ambientais.

Em setembro, a Bayer anunciou a compra da empresa agroquímica americana Monsanto por 66 bilhões de dólares, "apesar dos protestos de ambientalistas e consumidores em todo o mundo que desejam uma agricultura livre de produtos tóxicos e tecnologias genéticas", afirmou o presidente da Nabu, Olaf Tschimpke.

A organização afirmou temer que o acúmulo de poder no mercado de sementes e pesticidas possa solidificar o predomínio da agricultura industrial, resultando em prejuízos à biodiversidade.

Segundo a Nabu, o modelo de negócios da Bayer-Monsanto se beneficia da agricultura industrial, com base em estruturas de subsídios mantidas artificialmente com recursos públicos. "Ao agir dessa forma, [a empresa] contribui para manter esses sistemas, que trazem consequências nefastas para os seres humanos e a natureza", afirmou a Nabu.

Em meados de dezembro, os acionistas da Monsanto votaram a favor da aquisição por parte da Bayer, a maior já feita por uma empresa alemã. O acordo ainda requer aprovação de autoridades em várias partes do mundo. Espera-se que o processo seja concluído no final de 2017.

Em outubro, Baumann havia dito que a Bayer não pretende introduzir sementes geneticamente modificadas no mercado europeu, ressaltando que a empresa aceita o fato de a sociedade rechaçar sementes transgênicas e não vai tentar impor algo diferente.

Ele se distanciou dos métodos usados pela Monsanto, afirmando que, na tentativa de introduzir plantas geneticamente modificadas na Europa, o tiro saiu pela culatra. "Nós, da Bayer, adotamos uma abordagem de parceria para lidar com nossos clientes e todos os grupos sociais", afirmou Baumann.

O Dinossauro do Ano é concedido desde 1993. Os "agraciados" recebem uma estatueta de metal com a escultura de um dinossauro.

(Fonte: RC/epd/dpa)

Tradições de Fim de Ano

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 4 de dezembro de 2016 Marcadores: , , , 0 comentários

Além de "Frohes neues Jahr" (Feliz Ano Novo), os alemães também desejam "Guten Rutsch": literalmente, "Boa escorregada". Alguns filólogos, no entanto, remetem "Rutsch" ao iídiche "Rosch", de Rosh Hashanah, o ano novo judaico. Outros argumentam que a origem seria o alemão antigo, em que a palavra significava "viagem".

Alguns podem achar bobagem, mas pequenos amuletos fazem parte do Ano Novo para muita gente. Por isso, familiares, vizinhos e amigos se presenteiam com trevos de quatro folhas enfeitados com pequenos limpadores de chaminé, ou ainda porquinhos, joaninhas ou cogumelos de marzipã. Todos representam um novo ano cheio de alegria e felicidade. Moedas de um centavo também são um amuleto de sorte.

Numa típica festa de réveillon na Alemanha não pode faltar o bowle, um tipo de ponche frio servido numa grande bacia de vidro, "bowl", em inglês. Entre as inúmeras receitas para a bebida, há tanto versões alcoólicas quanto sem álcool. 

Em festas de fim de ano costumam ser servidos canapés. Mas há também quem prefira saborear à mesa os pratos típicos de réveillon, como fondue ou raclete (foto), horas a fio, em ambiente descontraído.

Já os romanos se divertiam tentando adivinhar o futuro nas formas que se criam quando metal derretido cai na água. Na Alemanha, esta tradição existe há décadas. Tradicionalmente, usava-se chumbo, mas como esse metal é tóxico, hoje se dá preferência ao estanho ou mesmo à cera.

Outra tradição é assistir na TV à comédia britânica "Dinner for one", que desde 1963 faz parte da rotina de fim de ano de muitos alemães. No sketch de 18 minutos, a nonagenária Miss Sophie janta com velhos amigos. Mas, como eles já morreram, James, o mordomo, tem que representá-los, bebendo todos os brindes feitos pela patroa. Depois de trapalhadas de bêbado crescentes, o final traz uma surpresa.

Também este ano, a chefe de governo Angela Merkel terá seu discurso de Ano Novo transmitido pela TV em horário nobre, numa tradição mantida desde 1952. Em 1986 ocorreu uma pane: o pronunciamento de Helmut Kohl do ano anterior foi repetido. Só no dia seguinte transmitiu-se a mensagem de Ano Novo certa.

Nos últimos dez segundos do ano velho, é feita a contagem regressiva para a meia-noite. Em seguida, trocam-se abraços e desejos de "Frohes Neues!". A essa altura, muitos já estão na rua, e o brinde com sekt, o vinho espumante alemão, é feito assistindo-se aos fogos de artifício.

A abertura das garrafas de sekt ou champanha não faz tanto barulho quanto os fogos, mas faz parte da festa. Na Alemanha existe até um brinde especial para esta ocasião: "Prosit Neujahr". A palavra "prosit" vem do latim, correspondendo a "Saúde!".

Der Hut

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 27 de novembro de 2016 Marcadores: 0 comentários



Proteção Ambiental

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 20 de novembro de 2016 Marcadores: , 0 comentários

A coalizão de governo alemã aprovou um plano de proteção climática que visa reduzir substancialmente as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa nas próximas décadas. O anúncio foi feito em Berlim pelo vice-porta-voz do governo, Georg Streiter.

O Plano de Proteção Climática 2050, que vinha sido debatido há meses, estabelece uma redução gradual de emissões de gás carbônico na atmosfera em relação aos índices de 1990: de 40% até 2020; de 55% até 2030; e de 70% até 2040.

Tais objetivos, porém exigem uma reestruturação profunda em setores de energia e economia. E são esses caminhos para se alcançar a meta desejada que o plano deve indicar. Detalhes ainda não foram divulgados.

Segundo a agência de notícias Reuters, o acordo foi fechado após discussões entre a chanceler, Angela Merke,l da União Democrata Cristã (CDU), o ministro da Economia, Sigmar Gabriel, e a ministra do Meio Ambiente, Barbara Hendricks – ambos do parceiro de coalizão da CDU, o Partido Social-Democrata (SPD).

De início, Merkel e Gabriel haviam vetado o plano temendo que grandes empresas se vissem fortemente afetadas pelas limitações das emissões e colocassem postos de trabalho em risco. Segundo Streiter, os impactos para empregos e a sociedade serão revistos e eventualmente ajustados em 2018.

O plano foi aprovado justo a tempo de ser apresentado na 22ª Conferência da ONU sobre o Clima, a COP 22, que vai até o próximo dia 18, em Marrakesh.

"Estou feliz e aliviada diante deste acordo", disse Hendricks, que viajará à cidade marroquina para apresentar as boas novas. "Trata-se de uma demonstração importante da capacidade de ação que a Alemanha ainda tem no quesito alterações climáticas", avaliou.

(Fonte: DW)

Rock ao Piano

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sábado, 12 de novembro de 2016 Marcadores: , 0 comentários


Tatuagem Macabra

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quarta-feira, 2 de novembro de 2016 Marcadores: , 0 comentários

Um tribunal alemão condenou nesta segunda-feira (07/11) um político de extrema-direita a oito meses de prisão sem liberdade condicional por exibir uma tatuagem de conteúdo nazista em uma piscina pública na Alemanha. A sentença foi proferida em Neuruppin, norte da capital alemã, endurecendo uma pena de seis meses de prisão condicional anunciada em dezembro do ano passado, vista pelos promotores como muito branda.

Marcel Z., de 28 anos e membro do Partido Nacional Democrático da Alemanha (NPD), de extrema direita, foi considerado culpado por incitação ao ódio após ter sido fotografado sem camisa em novembro de 2015 numa piscina pública de Oranienburgo, cidade a cerca de 30 quilômetros de Berlim. Em suas costas, ele trazia uma imagem do campo de concentração de Auschwitz com os dizeres Jedem das Seine (A cada um, o seu) – inscrição que aparece no portão de entrada do campo de concentração de Buchenwald. Trata-se do maior campo de extermínio do regime nazista, em que, entre 1937 e 1945, ficaram confinados mais de 250 mil judeus, ciganos e oponentes políticos de Adolf Hitler.

Tatuagem mostra campo de concentração de Auschwitz e dizer "Jedem das Seine" (A cada um, o seu). Segundo o jornalista que fotografou o episódio e publicou a foto no Facebook, ninguém reclamou quando Zech tirou a camisa. Joern Kalbow, juiz que reavaliou o caso, achou procedente aumentar a pena de Zech e observou ainda que o país tem enfrentado uma onda de ataques xenófobos. Para ele, uma sentença mais branda poderia ser interpretada como "um recuo do Estado diante do radicalismo de direita". Durante o julgamento, o advogado de Zech, Wolfram Nahrath, informou que seu cliente alterou a tatuagem para poder continuar frequentando piscinas com seus filhos. De acordo com o promotor Torsten Lowitsch, a imagem de Auschwitz foi coberta por um desenho de Max e Moritz, personagens de contos infantis alemães, mas a frase permanece. A defesa já disse que pretende recorrer.

(Fonte: IP/afp/ap/epd)

Alemânico

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 23 de outubro de 2016 Marcadores: , 0 comentários

No sudoeste da Alemanha, sobretudo em certas partes do estado de Baden-Württemberg, pêssego é "Pfirschig" e não "Pfirsich". Em algumas comunidades de língua alemã na região francesa da Alsácia, a manteiga não é palavra feminina, mas masculina: "der Butter" em vez de "die Butter".

No principado de Liechtenstein e na região austríaca de Voralberg, por sua vez, as pessoas não conversam ("reden"), mas (diz-se que) tagarelam ("schwatzen"). E, na Suíça alemã e em alguns pontos da Itália, onde também se fala o dialeto alemânico (Alemannisch), como nos outros lugares já citados, diz-se "ne‘ schöne Sonntig!" para se desejar um bom domingo, em vez de "einen schönen Sonntag". Como se vê, o alemânico pode ser considerado um dialeto europeu.

Todo domingo, os feirantes armam suas barracas à sombra da Catedral de Freiburg, de manhã bem cedinho. Empilham suas caixas de legumes, frutas e verduras; penduram o toicinho e o presunto defumado nos ganchos; atraem os passantes com o aroma de pão fresco e queijo temperado. Aqui só se fala alemânico.

"Ich will des einfach au pflege. Aber je näher, dass d´ Leit bei Freiburg wohnet, desto stärker verlieret sie den Dialekt" ("Quero simplesmente cultivá-lo. Mas quanto mais perto de Freiburg as pessoas moram, mais vão perdendo o dialeto"), lamenta Christian Wisser (30), um alemão do Glottertal. Lá onde ele nasceu e vive, ainda se fala alemânico, assim como em certas áreas da Floresta Negra e da região de Kaiserstuhl. Nos centros urbanos, as pessoas ainda sabem apreciar as especialidades regionais, como a aguardente de cereja ou pêra, os pães assados em forno a lenha – todas essas coisas que os camponeses trazem toda semana às feiras da cidade. Mas, para Christian, cultivar a tradição é mais do que isso. "É só ver os meus afilhados que estão no jardim da infância, por exemplo. Já começaram a misturar elementos da língua padrão. Aí, fico pensando: 'Menino de Deus, você já não é mais dos meus: você fala alemão, e eu, dialeto'."

Mas como assim? Freiburg, Floresta Negra, Glottertal – tudo isso fica na região de Baden. E em Baden se fala um dialeto próprio, o Badisch, ou não? Que história é essa de alemânico? Para isso, só mesmo consultando um especialista.

"O alemânico é falado na Alsácia, na região ao sul de Karlsruhe até Lech, portanto na Suíça, além de Liechtenstein e da Áustria. Incluindo algumas pequenas ilhas linguísticas na Itália, são seis países ao todo", diz o linguista Rudolf Post, da Universidade de Freiburg.

De Karlsruhe até a fronteira suíça, em parte da Floresta Negra, ao leste até Villingen-Schwenningen, ao sul até o Lago Constança, as pessoas falam alemânico. Sendo assim, o alemão falado na Suíça (Schwyzerdytsch) também é alemânico. E, a bem da verdade, na Alsácia não se fala alsaciano, mas sim uma variação do alemânico.

Mas de onde vêm os alemânis, falantes deste dialeto? Na verdade, eles nunca constituíram um povo homogêneo, mas sim uma comunidade multiétnica que povoou a atual área de influência do dialeto nos primeiros séculos da nossa era.

"O alemânico é um dialeto relativamente antigo, que manteve algumas formas do médio alto alemão, como o 'u' longo em palavras como 'Huus' [Haus, casa] ou outras variantes igualmente antigas, como 'Bruader' para 'Bruder' [irmão]", explica Post.

Mas isso não quer dizer necessariamente que em Baden, na Alsácia, em Liechtenstein e na Suíça as pessoas se entendam perfeitamente. Muitas vezes elas têm dificuldades de compreensão. Inclusive dentro da própria Alemanha. Dependendo da região, a palavra "varrer" pode ser "fegen", "kehren" ou "schweifen". Uma verdura, como "Feldsalat", pode ter 12 nomes diferentes!

Diante da ameaça de extinção dos dialetos, há comunidades que se empenham em cultivá-los na escola. Na Alsácia, por exemplo, uma região disputada há séculos por franceses e alemães e desde a Segunda Guerra definitivamente pertencente à França, há municípios onde o dialeto faz parte do currículo escolar, além das duas línguas padrão.

Em Ingersheim, por exemplo, um lugarejo de 4500 habitantes entre Colmar e Kaysersberg, as crianças aprendem francês, alemão e o dialeto alsaciano. "Claro!", diz o prefeito Gérard Kronenberg. "Todas as crianças na escola, os alunos turcos, todo mundo aprende dialeto. Os marroquinos e outros imigrantes, todos aprendem a falar perfeitamente o alsaciano!"

(Fonte: DW)

Floresta Negra

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sábado, 15 de outubro de 2016 Marcadores: 0 comentários

Localizada no sudoeste da Alemanha, a região da Floresta Negra é o lar de uma rica e diversificada tradição cultural – afinal, ela tem cerca de 150 quilômetros de extensão de norte a sul. De leste a oeste, são 50 quilômetros na parte sul e aproximadamente 30 quilômetros na parte norte. Situada ao longo das fronteiras com a Suíça, ao sul, e com a França, a oeste, a Floresta Negra tem sua própria identidade cultural. Esta foi influenciada tanto pelos hábitos e costumes dos países vizinhos quanto pelas condições de vida na própria região.

Algumas das coisas tidas no exterior como tipicamente alemãs são oriundas da Floresta Negra, como o chapéu Bollenhut, os relógios cuco e o famoso bolo Floresta Negra. No entanto, é preciso mencionar que o quitute teria sido servido pela primeira vez em 1915 na antiga cidade de Bad Godesberg, atualmente um subúrbio da ex-capital federal Bonn.

A famosa cidade de Baden-Baden, no noroeste da Floresta Negra, é conhecida por suas casas no estilo francês do século 19, com varandas esculpidas em tons pastel.
Na região dos lagos, ao sul de Freiburg, há um limite de altura para a construção de novos edifícios. Estes também devem ser construídos com hastes de madeira encaixadas entre si. As casas no estilo enxaimel com gerânios vermelhos na varanda são associadas em todo o mundo à Alemanha. Fora das cidades, a arquitetura é bem mais modesta. Assim como a vida, pois devido ao terreno e à densa vegetação, responsável pelo nome Floresta Negra, muitos vilarejos eram de difícil acesso ou, às vezes, até completamente isolados do mundo, sendo os habitantes autossuficientes.

No museu ao ar livre Vogtsbauernhof, em Gutach, na Floresta Negra, tenta-se retratar não apenas a vida e o cotidiano do século 20, mas também as diferenças entre vilarejos. Depois de se dedicar inicialmente mais às questões agrícolas, em particular ao estilo de vida rural nas aldeias remotas, o museu reconstruiu a partir de 1963 edifícios históricos de diferentes regiões da Floresta Negra.
  
No tour por essas construções, os visitantes podem vivenciar a vida modesta do século 17. Naquela época, a comida era preparada em fogões e fornos a lenha na cozinha, que também serviam para aquecer a casa no frio congelante do inverno. Mais tarde vieram os fornos de azulejos, mais eficientes. Cada casa tem suas peculiaridades. As funções delas nas aldeias de onde foram tiradas são explicadas em frases curtas, assim como o modo de vida nos vilarejos da Floresta Negra entre os séculos 16 e 19. Os visitantes aprendem sobre métodos antigos de cozimento, técnicas de tecelagem e sobre a vida dura e o trabalho nas isoladas áreas de floresta.

Entre as duas maiores construções da fazenda estão galpões e casas nos quais são apresentadas atividades especiais e técnicas artesanais da era pré-industrial. Há uma serraria, que transforma troncos maciços de árvores em vigas e tábuas, e um moinho d'água, no qual grãos de trigo são moídos. Quem estiver por lá na hora certa pode admirar essa técnica antiga em ação. Os visitantes que seguem o caminho bem demarcado do museu ao ar livre passam por jardins com plantas nativas da região. Eles também podem ouvir os guias vestidos em trajes tradicionais explicando as especificidades da pecuária local. São contadas ainda anedotas sobre rivalidades centenárias entre vilarejos, e o significado de cada vestimenta é explicado.

Enquanto o programa muda diariamente, há também eventos sazonais regulares da Páscoa até outubro – assim como num fim de semana no período do Advento e na noite de Natal. No museu, também são encenadas batalhas históricas entre diferentes vilarejos. Após as impressões da visita ao museu ao ar livre Vogtsbauernhof, é provável que muitos anseiem pelos bons velhos tempos na Floresta Negra.

Cápsula do Tempo

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 9 de outubro de 2016 Marcadores: 0 comentários

Cápsula do tempo nazista é encontrada na Polônia. Cilindro de cobre enterrado na década de 1930 guardava moedas, jornais e exemplares do livro "Minha Luta", de Adolf Hitler. Arqueólogos surpreenderam-se com o conteúdo.

Uma série de jornais, moedas, fotografias e livros do período nazista foi encontrada em ótimo estado de conservação por um grupo de arqueólogos que desenterrou uma cápsula do tempo na Polônia, divulgaram autoridades locais. A cápsula foi encontrada no dia 20 de setembro.

O cilindro de cobre havia sido enterrado em 1934 na cidade polonesa de Zlocieniec, no noroeste do país, junto às fundações do prédio de um antigo centro de treinamento nacional-socialista.

Os pesquisadores iniciaram as buscas pela cápsula quando ouviram falar que o cilindro poderia conter um filme que teria registrado os festejos dos 600 anos da cidade, que foram celebrados em 1933. Hoje na Polônia, naquela época Zlocieniec fazia parte da Alemanha com o nome de Falkenburg.

Autoridades da cidade afirmaram, no entanto, que a cápsula não continha qualquer filme, mas sim memórias nazistas, incluindo dois exemplares do livro Minha Luta, obra escrita por Adolf Hitler. Sebastian Kuropatnicki, porta-voz das autoridades locais, disse que, embora os objetos retratem "um período do mal", eles têm valor para os historiadores da cidade. A prefeitura pretende organizar um pequeno museu para exibir os itens, acompanhados de informações críticas sobre o período.

(Fonte: DW)

Transporte em Berlim

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quinta-feira, 29 de setembro de 2016 Marcadores: , , 0 comentários

Checkpoint Berlim: Um caso de amor - Sistema de transporte público de Berlim é um dos mais eficientes do mundo. Mesmo assim, empresa quer atrair mais usuários com propagandas que não economizam em brincadeiras.

"Porque nós te amamos!", poderia muito bem ter saído de alguma propaganda de produtos de beleza ou algum tipo de alimento saudável, mas este é o slogan da empresa de transporte público de Berlim. E como ignorar a simpatia da BVG, que deseja conquistar seus usuários com comerciais criativos que pregam o amor. Ao oferecer um serviço eficiente, ela nem precisa disso para ser estimada.

O sistema de transporte público da capital alemã é o melhor que já tive a oportunidade de conhecer, e nem se compara ao oferecido nas cidades brasileiras, mesmo naquelas consideradas exemplo. A rede berlinense possui dez linhas de metrô, doze de bonde e mais de 150 de ônibus. Os pontos são sinalizados com as informações sobre linhas que passam por ali e horários previstos.

Com toda essa estrutura, aqui não cola a desculpa de que não havia como ir para faltar a algum convite chato. É possível chegar a qualquer canto de Berlim, não importa a hora do dia ou noite. É claro que durante a semana o percurso nas madrugadas leva mais tempo, pois o metrô fecha durante algumas horas, e a frota de ônibus é reduzida.

Há alguns problemas: como atrasos, ônibus "sauna" – nos quais as janelas não podem ser abertas, e no verão o ar condicionado modesto não dá conta do calor –, e o preço da passagem, relativamente salgado e que sobe ano após ano.

A BVG reconhece que tem problemas. Agora, toda irreverente, resolveu rir dos próprios deslizes. Num vídeo lançado nas redes sociais, ao comprar a passagem, um jovem afirma que o preço é caro, o funcionário da empresa explica, então, que nele está incluindo tudo o que os clientes esperam: atrasos controlados por um esquilo, a competição de boliche em ônibus, cujo objetivo é derrubar o maior número de pessoas, e ainda um simulador onde motoristas aprendem o momento exato para fechar a porta na cara de passageiros atrasados que correm para pegar o ônibus.

Com o comercial, a empresa quer alcançar o mesmo sucesso da campanha "Para mim tanto faz", na qual um rapper vestido com o uniforme da BVG cantava sobre situações inusitadas de passageiros em veículos da empresa e afirmava que tudo é permitido, contanto que a passagem esteja paga. Alguns desses episódios realmente acontecem, já peguei um ônibus de madrugada com um jovem que levava consigo um barco inflável.

A fofura da BVG é tanta que ela chegou até a lançar uma coleção de roupas com a estampa dos bancos dos metrôs para aqueles usuários que desejam corresponder todo esse amor e mostrar esse afeto ao mundo. As peças, para quem têm interesse, são vendidas no site da empresa. Apesar de tanta irreverência, o diferencial da empresa continua mesmo sendo o serviço oferecido.

(Fonte: Clarissa Neher / DW)

Eventos de Grupos Folclóricos

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quarta-feira, 21 de setembro de 2016 Marcadores: , , 0 comentários



- 01 de outubro Colinas / RS C. C. Morgenstern Encontro Infanto-Juvenil
- 07 a 09 de outubro Itapiranga / SC Grupos de Itapiranga 38ª Oktoberfest
- 08 e 09 de outubro Rolândia / PR Weisser Schwan 1. Deutsches Treffen
- 05 de novembro Marques de Souza / RS Schön ist die Jugend Encontro de Grupos
- 12 de novembro Aratiba / RS Wahre Freundschaft Encontro de Grupos
- 19 de novembro Bom Princípio / RS Meine Freunde 16º Encontro de Grupos
- 26 de novembro Lajeado / RS Tanzen macht Freunde Volkstanzfest
- 26 de novembro Santa Maria do Herval / RS Teewald 26. Volkstanztreffen in Teewald
- 03 de dezembro Presidente Lucena / RS Verbunden durch den Tanz Encontro de Grupos

Refugiados nas Escolas Alemãs

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 13 de setembro de 2016 Marcadores: 0 comentários

São 11h45, e no colégio Allee, em Hamburgo, no norte da Alemanha, o recreio está prestes a acabar. Em meio aos alunos que fervem pelos corredores, 13 pré-adolescentes voltam para a classe da senhora Vogel. Somam entre si sete nacionalidades, e mais que o dobro disso em número de idiomas. A tarefa hoje consiste em reescrever uma redação procurando fórmulas mais compatíveis com a rigorosa estrutura do alemão. Nargues, uma menina de 13 anos, há apenas dois meses nesta escola, vinda do Afeganistão, se oferece para ler o seu exercício. “Muito bem. Você foi ótima”, parabeniza a professora. A tímida menina parece se esconder sob seu lenço islâmico.

Há um ano, esta classe não existia. Este colégio num bairro de classe média havia décadas já estava habitado à diversidade de fluxos migratórios, mas nada que se parecesse com a situação atual. Diante da emergência provocada pela chegada maciça de refugiados, os responsáveis pela escola se ofereceram no ano passado para criar uma classe de acolhida. “Todos estávamos muito comovidos. Os alunos também queriam participar. Mas a euforia inicial desapareceu”, explica o diretor, Ulf Nebe. Talvez a comoção dos primeiros dias tenha dado lugar a uma atitude mais pragmática: com vontade de ir em frente, mas ao mesmo tempo consciente das imensas dificuldades.

Uma menina de 14 anos não consegue parar de chorar o dia todo porque sente saudade da família. Chegou sozinha do Afeganistão, fazendo grande parte da viagem a pé. Outra foi atropelada por militantes do Taliban. Jovens traumatizados por experiências que muitas vezes não revelam. “Vemos casos que antes não podíamos nem imaginar”, diz Susana Pérez Caballero, uma professora espanhola que não consegue conter a emoção ao contar os avanços que observa. Como o da menina que acaba de lhe dar um desenho onde se lê: “Eu gosto de brincar, cantar, pintar e escrever. Aqui estou bem”.

O choque afetou todo o país. Não existem dados concretos, mas se estima que o sistema educacional alemão tenha incorporado no último ano cerca de 250.000 alunos. Cada Estado da federação pode se organizar da maneira que preferir, mas o primeiro objetivo é o mesmo para todos: que as crianças e adolescentes aprendam o idioma alemão o quanto antes. Hamburgo optou por estabelecer um período de integração com duração de um ano, no qual são oferecidas aulas exclusivas para os recém-chegados, de forma a atender suas necessidades específicas. Outros Länder preferem misturar assim que possível os refugiados com os alunos locais.

“Acredito que o nosso sistema funcione bem. É positivo que, a princípio, estejam mais protegidos. Desenvolvem um sentimento de solidariedade entre eles, já que todos estão passando pela mesma situação e sabem como se sentem”, diz Pérez Caballero. Durante as aulas, não aprendem apenas alemão, mas também coisas como pedir um cartão da biblioteca e o passe de transporte. São coisas básicas que muitos nunca fizeram. No entanto, Andreas Schleicher, especialista educacional da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento na Europa (OCDE), não está muito convencido das boas intenções desse curso. “Se os alunos aprendem desde cedo matérias como matemática e história, também podem assimilar o alemão muito mais rápido”, afirmou durante uma conferência há alguns meses.

O desafio é grande. As autoridades da área da educação calcularam, há alguns meses, que precisariam de 20.000 novos professores. Os sindicatos elevaram o número a 24.000. Apenas em Hamburgo, 600 profissionais já foram contratados. “O problema não era tanto o dinheiro, e sim a estrutura. De repente, nos vimos obrigados a buscar espaços de improviso para dar aulas. No ápice da crise, nos ligavam de abrigos de refugiados para dizer que tinham usado as salas de aula para colocar mais camas. Então tínhamos que encontrar uma solução urgente”, diz Peter Albrecht, assessor do ministro de Educação do Estado de Hamburgo.

Diante da magnitude da situação, alguns dos professores que já estavam aposentados abandonaram seu tranquilo período de descanso. Klaus-Peter Göke-Hillmann é um deles. Prestes a completar 70 anos de idade, vai à escola de bicicleta e exibe uma vitalidade invejável. Nunca havia passado por sua cabeça voltar à vida docente. Ganha uma boa pensão e tem muitos planos paralelos ao colégio. Mas, em 2015, ao ver nos telejornais as enormes levas de refugiados que chegavam à Alemanha, achou que deveria ajudar.

“Foi mais difícil do que eu pensava”, reconheceu o professor logo no começo da conversa. Estava feliz. O curso já está terminando, e os alunos editaram um catálogo no qual se apresentavam. “Na Síria existem escolas que usam livros muito bons. Mas, apesar de ser proibido, os professores aplicam castigos físicos aos alunos. Batem na mão com palmatória, por exemplo”, escreveu Ahmad, um dos estudantes, no trabalho que apresentou.

Göke-Hillmann gostou bastante do desafio de começar do zero. Ele é professor de matemática de um centro de acolhida a refugiados recém-chegados e teve que improvisar o material escolar, tanto para os que já eram bons alunos em seus países quanto para os que não sabiam nem escrever os números. As diferenças culturais também geraram mais atritos. Como no caso da família de uma menina síria que não permitia que ela fizesse aulas de natação, ou do menino que se negava a dar a mão para uma professora por ser mulher. “Eu o acompanhei até uma janela e disse: ‘Olhe, isto é a Alemanha. Aqui não importa se você é homem e ela e é mulher. O importante é que você é o aluno e ela é a sua professora’”, contou Göke-Hillmann.

O dia de aulas já terminou no instituto Allee. Os alunos carregam suas mochilas de volta para casa. Nargues, a afegã que tinha lido sua redação em classe, caminha com seus colegas. De um lado vão os alunos convencionais, de outro, os novatos. Agora não se misturam. Talvez possam estar juntos no próximo ano, quando o curso de integração terminar. Então, Nargues poderá estar rodeada de amigos alemães.

(Fonte: DW)

Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sábado, 3 de setembro de 2016 Marcadores: , , , 0 comentários

O Seminário Brasil-Alemanha de Inovação apresenta anualmente as principais tendências em inovação e tecnologia. Contando com a parceria institucional de diversas entidades públicas e privadas do Brasil e da Alemanha e com o patrocínio das empresas BASF, Bayer, SAP e Siemens, além do apoio do Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH) e do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), o tema escolhido para sua quarta edição é Indústria 4.0 (Manufatura Avançada).

Sua abordagem será feita a partir de diferentes perspectivas, considerando, além das visões de empresas de grande porte e das tendências para o futuro, o ponto de vista das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e o atual cenário da indústria automatizada.

Entre os palestrantes estarão presentes renomados executivos e convidados do governo e de instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICTIs), brasileiros e alemães, incluindo o Instituto Fraunhofer de Engenharia de Software Experimental, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre outros representantes do setor privado.

Simultaneamente ao Seminário, ocorre, no mesmo dia e local, a Feira de Carreiras para ex-bolsistas do DAAD e do Ciência sem Fronteiras (CsF), composta por um evento matchmaking e painéis temáticos (“Startups”, “Oportunidades da indústria 4.0” e “Competências para o futuro”).  Essa ação tem como objetivo fornecer ao estudante em fase final da sua graduação e aos recém-graduados ou pós-graduados instrumentos para se inserirem no mercado de trabalho com mais facilidade.

O final do dia é reservado para a cerimônia do IV Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação, que integra a iniciativa Startups Connected. Na premiação estarão presentes presidentes, CEOs e diretores de grandes empresas, como também representantes do governo e de ICTIs. A ocasião oferece aos participantes acesso a conteúdo de alto nível, além da oportunidade de networking em um ambiente propício para a geração de negócios e novas parcerias.

O Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação acontece desde 2013, tradicionalmente após o Seminário Brasil-Alemanha de Inovação. O prazo de inscrições para a edição deste ano já terminou e registrou um total de 222 startups inscritas nas seis categorias. Será premiada a startup brasileira com maior pontuação em cada categoria – Cidades do Futuro, Ciências da Vida, Cultura, Digitalização e Mobilidade –, e apenas uma alemã na categoria “Alemanha”. As três startups brasileiras finalistas em cada categoria concorrerão automaticamente a uma vaga no programa AHK Startups Accelerator.

O anúncio das vencedoras acontecerá no dia 12 de setembro.

Data: 29 de setembro de 2016, quinta-feira

Local: Espaço de Eventos Villa Blue Tree Rua Castro Verde, 266, Chácara Santo Antônio – São Paulo

Horário: 09:15h às 17:30

Inscrição: http://bit.ly/2bmVBEd

Oktoberfest de Vilhena

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 28 de agosto de 2016 Marcadores: , , , 0 comentários

Começou sábado, dia 27, a venda de ingressos para a primeira edição da Oktoberfest de Vilhena, que irá acontecer no dia 29 de outubro no Parque de Exposições. Os ingressos serão vendidos no quiosque oficial da Oktoberfest, localizado no Parque Shopping Vilhena e, segundo os organizadores da festa, no primeiro lote serão disponibilizados 500 bilhete pelo valor de R$ 30,00.

O quiosque ficará no Park Shopping até o dia do evento e, inicialmente, apenas os ingressos serão vendidos, mas a equipe do “Sem Meias Palavras”, responsável pela organização e execução da festa, informa que foram encomendados artigos da cultura alemã (canecas, chapéus, tiaras, suspensórios etc), que também serão vendidos durante o evento.

Em Vilhena, a festa terá uma duração de 12 horas, tendo seu início às 17h do dia 29 de outubro e encerramento às 5h da manhã do dia 30. Ainda de acordo com os responsáveis, o objetivo de trazer para a cidade a Oktoberfest, que é considerada a maior festa de tradição germânica realizada no Brasil, é resgatar e fortalecer a cultura alemã no Cone Sul.

Para isso, todos os detalhes estão sendo pensados. A decoração será inspirada na arquitetura alemã e a música ficará por conta da Banda do Barril, que é conhecida nacionalmente e virá diretamente da maior Oktoberfest das Américas, realizada em Blumenau, Santa Catarina. Não faltarão chopes em várias opções, e cervejas artesanais, além de um cardápio com comidas típicas da Alemanha.

Para os que pretendem levar crianças, haverá um espaço dedicado aos pequenos e quem tem até 10 anos não paga entrada. O Sem Meias Palavras está pensado em tudo para fazer a Oktoberfest agitar as ruas do Parque de Exposições de Vilhena.

Feira de Cucas em Santa Cruz

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado segunda-feira, 22 de agosto de 2016 Marcadores: , , , 0 comentários

Feira das Cucas é novidade na 32ª Oktoberfest em Santa Cruz do Sul, RS. Com o tema Saberes e Sabores da Tradição Alemã, a programação da 32ª Oktoberfest e Feirasul 2016, que ocorrem de 5 a 16 de outubro, em Santa Cruz do Sul, reserva aos visitantes diversas novidades.

Uma das mais saborosas, certamente, está relacionada à gastronomia: a Feira das Cucas. Trata-se de um novo espaço, especialmente montado próximo à Vila Típica, que vai abrigar até 20 empresas para comercialização das tradicionais cucas santa-cruzenses junto aos visitantes da maior festa alemã do Rio Grande do Sul.

De acordo com o presidente da 32ª Oktoberfest, Adilson Schuenke, a Feira das Cucas busca valorizar este importante produto local, bem como destacar o tema do evento deste ano. “Nossas cucas saborosas, que são referência da nossa cidade, vão estar ainda mais evidenciadas, valorizando esta importante iguaria da nossa gastronomia típica”, completa Schuenke. A localização do espaço, próximo à Vila Típica e à Bierhaus, que nesta edição deverá abrigar o Café Colonial, também busca valorizar o produto, que será produzido diariamente.

As empresas interessadas em participar da Feira das Cucas podem entrar em contato com a Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp), na rua Guilherme Hackbart, 109, ou pelo e-mail alice@assempscs.com.br, de 29 de agosto a 2 de setembro, em horário comercial. Para se habilitar a um dos pontos, os interessados devem possuir empresa legalmente constituída para a função, bem como estar de acordo com os critérios estabelecidos pela organização do evento. Mais informações podem ser obtidas pelo fone (51) 3715-6844.

Raízes Alemãs no Espírito Santo

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 14 de agosto de 2016 Marcadores: 0 comentários

O livro "Raízes da Imigração Alemã: história e cultura alemã no Estado do Espírito Santo", de Helmar Rölke, será lançado pelo Arquivo Público do Estado (APEES), nesta terça-feira (30), no Palácio Anchieta, às 19h, fechando a programação “Agosto da Cultura”, da Secult. A publicação faz parte da linha editorial Coleção Canaã do APEES, volume 23. A obra traz o resgate da memória da imigração alemã em terras capixabas e referências para o entendimento da cultura dos germânicos que colonizaram o Estado, especialmente os pomeranos, que formam o maior grupo entre os imigrantes das diversas províncias do antigo Império Alemão que entraram no Espírito Santo.

Helmar Rölke explica que o seu objetivo foi permitir aos descendentes o acesso às informações sobre suas famílias e fornecer dados para subsidiar novas pesquisas e estudos. Para isso, aborda questões centrais das histórias alemã, brasileira e do Espírito Santo - situando o leitor sobre as realidades da "pátria expulsora" e o país receptor dos imigrantes - e o papel da Igreja Luterana nos percursos da imigração, buscando aspectos antropológicos, históricos e teológicos que moldaram os capixabas de origem alemã. 

O diretor geral do Apees, Cilmar Franceschetto, prefaciador da obra, destaca que o convívio diário do autor, enquanto pastor luterano, com filhos, netos e bisnetos dos imigrantes alemães, e a experiência herdada dos seus antepassados, principalmente do seu pai, o imigrante Hermann Rölke, garantem a Helmar um vasto grau de conhecimento sobre o tema. "Seu domínio da língua, tanto da pomerana quanto da alemã, o coloca como intelectual privilegiado para a realização desse estudo, tendo em conta as possibilidades da compreensão dos relatos da tradição oral, bem como da oportunidade de consultar uma vasta bibliografia em língua alemã, ainda inédita em nosso vernáculo", afirma.

Cilmar ressalta ainda que a preocupação do autor vai além dos adventos históricos, promovendo uma aproximação com o cotidiano da época e perpassando a esfera afetiva. "Os relatos legados pelos imigrantes em cartas enviadas aos parentes na Alemanha ou depoimentos da época, a exemplo dos escritos dos colonos Joachim Holz, Friedrich August Höhne e de Martha Zumach, que chegaram ao Espírito Santo em 1858, 1867 e 1872, respectivamente, são preciosidades documentais transcritas neste livro, testemunhos de acontecimentos pormenorizados, de riqueza histórica e de elevado grau sentimental, que dão voz aos verdadeiros protagonistas da imigração. Estes são alguns exemplos de um grande número de relatos, escritos pelos camponeses imigrantes ou aqueles gravados nas entrevistas com os descendentes, que nos são revelados nesta obra como memória para a reconstituição da história da imigração alemã no Espírito Santo".

Para o Secretário de Estado da Cultura, João Gualberto Moreira Vasconcelos, pode-se considerar que o livro empreende uma “travessia” pela compreensão que oferece sobre os fenômenos da vida social, as rupturas e a capacidade de transformar o entendimento referente ao assunto. “Foi o que aconteceu comigo depois da leitura da extraordinária obra. Helmar traça uma magnífica trajetória da imigração alemã em nosso estado. Um trabalho de grande fôlego e de enorme estatura em seu campo. Segundo nos disse o autor, foram gastos 40 anos de pesquisas. O leitor não duvida deste dispêndio de tempo, tão pormenorizadas são as informações e tão criteriosas são as análises”. 

Helmar Rolke

Helmar Reinhard Ro¨lke nasceu em 05 de novembro de 1946, em Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo. Graduou-se em Teologia, com Po´s-Graduac¸a~o em Ética, Cidadania e Subjetividade no Instituto Ecumênico de Po´s-Graduac¸a~o em Teologia (IEPG) pelas Faculdades EST. Entre 1994 e 1996 integrou o Conselho Curador da EST. Em 1998, assumiu o cargo de Pastor Sinodal do Sínodo Espírito Santo a Belém, período em que exerceu a presidência regional do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) e do Conselho de Ensino Religioso no Espírito Santo (CONERES).

Neuschwanstein: O Mistério Continua

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sábado, 6 de agosto de 2016 Marcadores: , 0 comentários

Sumiço de chineses no Castelo de Neuschwanstein completa um mês. Sem sinais do casal desaparecido, polícia alemã amplia buscas para toda a área de Schengen. Em 2 de julho, os dois se afastaram de um grupo de turistas que visitava o castelo e nunca mais apareceram.

Um mês depois, o mistério dos chineses desaparecidos no Castelo de Neuschwanstein, no sul da Alemanha, continua longe do fim. Sem obter resultados nas suas investigações, a polícia alemã resolveu ampliar as buscas para todo o Espaço Schengen nesta segunda-feira (01/08). Um porta-voz disse que a possibilidade de que o casal tenha fugido é cada vez maior, pois não há sinais de acidente ou sequestro.

No dia 2 de julho, um sábado, Chen Sihong, de 37 anos, e sua esposa Chen Xiaocia, de 39, desapareceram misteriosamente nas proximidades do castelo, uma das mais populares atrações turísticas da Alemanha, principalmente entre asiáticos.

Os dois participavam de uma excursão pela Europa. Às 16h, o grupo chegou a um estacionamento nas proximidades do castelo. Lá, os participantes teriam duas horas para conhecer a famosa construção que, segundo a lenda, inspirou Walt Disney na criação do castelo de Cinderela.

Sihong e Xiaocia se afastaram dos demais membros do grupo. Eles nunca chegariam ao castelo, no alto de um rochedo, nem participariam da visita guiada pelo local. Eles simplesmente sumiram. Às 18h, todo o grupo de mais de 20 pessoas estava de volta, menos Sihong e Xiaocia. O guia da excursão esperou por mais duas horas. Como eles não apareceram, ele avisou a polícia local e entregou a ela os passaportes do casal. Antes de deixarem o ônibus, todos os integrantes tiveram seus passaportes retidos, o que parece ser um procedimento comum em excursões de chineses.

A polícia iniciou uma busca sem precedentes nas imediações do castelo, com helicópteros, cães farejadores e mergulhadores, que vasculharam os lagos das proximidades. Depois de vários dias de busca infrutífera, a polícia desistiu e, agora, emitiu um alerta internacional.

(Fonte: DW)

Lembrando Munique

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 31 de julho de 2016 Marcadores: , , 0 comentários

Viúvas de dois dos 11 atletas e técnicos israelenses mortos por atiradores palestinos nos Jogos Olímpicos de Munique de 1972 finalmente receberam o reconhecimento pelo qual lutavam há muito tempo. O Comitê Olímpico Internacional (COI) homenageou, no Rio de Janeiro, os mortos no ataque com um minuto de silêncio, e uma cerimônia de inauguração de um monumento em homenagem às vítimas, batizado de "Local de Luto".

"Hoje, a inauguração do 'Local de Luto' nos dá a oportunidade de lembrar aqueles que morreram durante os Jogos Olímpicos", disse o presidente do COI, Thomas Bach, junto a uma pequena plateia formada por funcionários do comitê, membros da delegação israelense, atletas e as viúvas de dois dos esportistas israelenses mortos no atentado terrorista na Vila Olímpica em 1972.

Familiares das vítimas pediam há anos que o Comitê Olímpico Internacional desse um reconhecimento especial aos israelenses mortos. Embora o COI não tenha concedido o pedido de um minuto de silêncio nas Cerimônias de Abertura dos Jogos Olímpicos, decidiu inaugurar o chamado "Local de Luto" que será característica presente nas Vilas Olímpicas em todos os Jogos Olímpicos.

A tragédia começou no fim da madrugada de 5 de setembro de 1972 e durou 18 horas. Oito terroristas palestinos da organização Setembro Negro invadiram os alojamentos da delegação israelense na Vila Olímpica da capital bávara e fizeram nove atletas como reféns. Outros dois morreram na invasão.
O grupo exigia a libertação de 200 árabes presos em Israel. O impasse culminou num tiroteio, que resultou na morte de 11 israelenses, um policial alemão e cinco dos terroristas palestinos. Três extremistas foram presos.

"Isso [a homenagem] representa um encerramento para nós. Isso é incrivelmente importante. Esperamos 44 anos para termos essa lembrança e reconhecimento para os nosso entes queridos que foram brutalmente mortos em Munique", disse Ankie Spitzer. Seu marido, Andre Spitzer, era treinador da equipe de esgrima de Israel e foi morto junto com o halterofilista Joseph Romano, cuja esposa, Illan Romano, também esteve presente na cerimônia desta quinta-feira. "Nunca acreditei que [o reconhecimento] fosse chegar. Depois de 44 anos, estou muito feliz por esse momento histórico", disse Romano. "Não consigo explicar o quanto isso significa para nós", acrescentou Spitzer. "Nós passamos por muita coisa. Sempre recebemos um 'não' [do COI] e, desta vez, não recebemos um simples 'sim', mas um 'sim' bem grande. "Com lágrimas nos olhos, Bach abraçou Spitzer e Romano. "Escolhemos a Vila Olímpica como o local [...] porque ela simboliza a união da família olímpica", disse o presidente do COI.

Bach leu, então os nomes dos 11 israelenses e do policial alemão mortos em 1972. Ele também leu o nome do georgiano Nodar Kumartiashvili, que morreu na véspera dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, em 2010, num acidente enquanto treinava para a prova de luge – uma das diversas modalidades de descida em trenó.

(Fonte: PV/ap/rtr)

Preços Salgados

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 24 de julho de 2016 Marcadores: , 0 comentários

Cem reais por uma canga na praia, 18 por um salgado no Parque Olímpico, 400 dólares por um hotel três estrelas: já conhecida pelos altos custos, cidade vê valores dispararem com os Jogos.

Há muito tempo o Rio de Janeiro figura com destaque na lista das cidades mais caras do mundo. Mas às vésperas do início dos Jogos Olímpicos, o maior evento esportivo do planeta, os preços dispararam ainda mais, sobretudo nas áreas turísticas e nos locais frequentados pelos atletas. O preço de uma simples canga de praia pode chegar a 100 reais na orla de Copacabana, e uma coxinha de frango no Parque Olímpico custa nada menos que 18 reais. Não está fácil para ninguém.

Os preços salgados começam na própria loja oficial da Rio 2016, instalada na praia de Copacabana. Lá, o item mais barato é uma moeda de 1 real, comemorativa dos Jogos, que custa 13 reais. Um chaveiro sai a 35, e um moletom com a logomarca dos jogos vale mais de 200. Na areia, alugar uma cadeira e uma barraca e tomar uma lata de cerveja não sai por menos de 25, sobretudo se você tiver pinta de gringo. “É o preço olímpico, né?”, justifica um ambulante. “A gente que carrega o peso também precisa ganhar.”

O economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), concorda com a lógica do vendedor da praia. “Nos locais de maior concentração turística, os preços vão subir mesmo, porque os turistas não estão familiarizados com os valores, e a maioria vem de países com moeda mais forte do que a nossa e dinheiro para gastar”, explica. “Além disso, quando você consome na areia, não é só uma latinha de cerveja que você está consumindo, mas também o serviço, a comodidade. Alguém carregou peso, gelo, para levar o produto até você; é natural que seja mais caro.” “Posso vender a canga até por 100 reais, dependendo do freguês e do movimento”, explica um outro vendedor ambulante, carregando inúmeras saídas de praia coloridas.

Não é uma lógica muito diferente da praticada pelos hotéis da cidade. Os 3 estrelas foram os mais procurados e, não por acaso, os que mais subiram o valor da diária, que, entre 5 e 21 de agosto, ficou em nada menos que 407 dólares – 167% a mais do que nas épocas mais concorridas na cidade, como réveillon e carnaval. A tarifa média de um 4 estrelas ficou 135% mais cara, de acordo com os números do portal Kayak, que compara preços de hospedagem. A diária em um 5 estrelas foi a que menos subiu; 17%. As maiores reclamações, no entanto, estão vindo do Parque Olímpico, na Barra. Sem opções no entorno, os estabelecimentos abertos no local cobram valores mais altos. Um salgado sai a 18 reais, um hambúrguer custa 25, uma garrafa de água mineral vale 8. E o restaurante cobra 98 reais por quilo da comida de bufê.

Na Vila Olímpica, também na Barra, onde as delegações estão hospedadas, um mercadinho cobra preços até três vezes acima do praticado no comércio por necessidades de última hora, como adaptadores de tomada, repelentes e cartões de memória. Um pacote com dez adaptadores – essenciais no país que tem um padrão único de tomada, de três pinos – custa 200 reais. “É a lei da oferta e da procura”, resume o economista André Braz. “Nesses locais em que não há outras opções nem concorrência, e os custos são altos, os comerciantes acabam oferecendo produtos mais caros mesmo. Uma resposta a esses preços é não consumir lá, forçando, eventualmente, uma baixa nos valores."

Braz deixa claro, no entanto, que tal movimento é sazonal – diretamente ligado aos Jogos e ao afluxo de turistas – e não deve afetar os índices de inflação.

(Fonte: DW)

Fraude no Processo Brexit

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sábado, 9 de julho de 2016 Marcadores: , , 0 comentários

A comissão de petições da Câmara dos Comuns afirmou neste domingo (26/06) que eliminou 77 mil assinaturas fraudulentas da petição online que pede ao Parlamento para que o Reino Unido faça um novo referendo sobre a permanência do país na União Europeia (UE).

A presidente da comissão, Helen Jones, afirmou que o tema está sendo tratado com muita seriedade e continuará investigando a procedência das assinaturas, que já passam de 3,3 milhões. "As pessoas que acrescentam assinaturas falsas deveriam saber que estão sabotando a causa que pretendem defender", afirmou Jones em sua conta no Twitter.

O site de petições da Câmara dos Comuns pede que o votante confirme ser britânico, mas nenhuma verificação é feita nem é exigida alguma prova. Segundo a imprensa britânica, milhares de assinaturas tinham como origem países estrangeiros.

De acordo com o jornal The Telegraph, 39.411 habitantes da Cidade do Vaticano teriam assinado a petição apenas na manhã deste domingo, apesar de a cidade-Estado não contar com mais de 800 habitantes.

Na isolada Coreia do Norte, um dos países do mundo com menos ligações à internet, 23.778 pessoas teriam dado o seu aval à petição.

Locais sem habitantes permanentes, como os territórios britânicos ultramarinos da Geórgia do Sul e das Ilhas Sandwich, situados ao sul das Ilhas Malvinas, geraram mais de 3 mil assinaturas, cerca de 300 mais do que as provenientes do Território Antártico Britânico, onde vivem cerca de 400 cientistas.

A petição, criada no site do Parlamento por um cidadão que se identificou como William Oliver Healey, já é a que reuniu mais assinaturas na história parlamentar britânica. O curioso é que Healey veio a público para declarar que é a favor do Brexit.

Em sua conta no Facebook, ele explicou que iniciou a petição antes da consulta por temer que a vitória seria do campo favorável à permanência na UE. O objetivo dele era torná-la mais difícil. "Com o resultado, a petição foi sequestrada pela campanha favorável à permanência", lamentou Healey, que reiterou seu apoio ao Brexit.

Vários políticos e analistas descartaram a realização de outro referendo e disseram que a petição não tem efeito prático, pois pede a aplicação retroativa de uma lei. O especialista John Curtice advertiu que a petição "não significa nada", pois 3 milhões ainda é muito menos que os 17,4 milhões que votaram pelo Brexit e também que os 16,1 milhões favoráveis à permanência.

(Fonte:  DW)

Startups: Prêmio Inovação

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 3 de julho de 2016 Marcadores: , 0 comentários

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo é uma instituição que possui como objetivo atrair investimentos para a região, ampliando o comércio bilateral e fortalecendo os negócios entre empresas alemãs e brasileiras.

Com o crescimento da utilização do modelo de inovação aberta, empresas de grande porte e startups se aproximam cada vez mais em virtude do alto potencial desta relação. Neste sentido, a Câmara Brasil-Alemanha lança, em comemoração ao seu centenário no Brasil, a iniciativa Startups Connected, que centraliza todas ações direcionadas às startups, sendo composta pelo Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação, o programa AHK Startups Accelerator e a categoria AHK Startups Hub.

O Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação já acontece desde 2013 e chega em sua quarta edição com mais de 300 projetos inscritos e dezenas de negócios fomentados. Com o intuito de aumentar a visibilidade das empresas, essa iniciativa possibilita a identificação de produtos e processos tecnologicamente inovadores realizados por startups sediadas no Brasil e na Alemanha.

O Prêmio, uma vez que identifica e qualifica diversas startups, é a porta de entrada para o programa AHK Startups Accelerator, e para o AHK Startups Hub. Em 2016, com seu novo modelo, possui cinco diferentes categorias, sendo elas:

•    Mobilidade – Volkswagen
•    Ciências da Vida – Bayer
•    Cultura – Club Transatlântico
•    Digitalização – Siemens
•    Cidades do Futuro – BASF

Para participar, basta verificar em qual categoria sua startup se encaixa melhor, preencher o formulário e acompanhar seu cadastro.

O AHK Startups Accelerator é um programa de apoio às startups tecnologicamente inovadoras, que tem como objetivo promover o crescimento e gerar oportunidades de negócio entre elas e as empresas patrocinadoras da iniciativa Startups Connected.

A partir da participação no programa de aceleração, customizado individualmente, as startups terão acesso a diversos benefícios alinhados com os objetivos do projeto, como a possibilidade de ser vinculada a desafios das empresas patrocinadoras da iniciativa, a revisão do modelo de negócio e a criação de um plano de ação de acordo com o diagnóstico realizado e desafios apresentados (em acompanhamento quinzenal), além do contato direto com as empresas patrocinadoras do programa e com outros potenciais parceiros.

Para participar, a startup precisa estar qualificada entre as três finalistas em uma das categorias do Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação, e também integrar o processo de diagnóstico, visto que será usado como base para escolha das startups que participarão do programa de aceleração.

O AHK Startups Hub é uma categoria de associação à Câmara Brasil-Alemanha exclusiva para startups tecnologicamente inovadoras. Ela foi criada com o objetivo de manter ativa uma rede de startups a partir de benefícios personalizados e condições especiais para acesso.

Para fazer parte é necessário participar ou ter participado do Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação, preencher o formulário e efetuar o pagamento da taxa de associação.

Datas e Prazos:

Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação:
•    Prazo de inscrição: 1 de junho a 15 de julho;
•    Processo de avaliação: 18 de julho a 2 de setembro;
•    Premiação: 29 de setembro em São Paulo/SP.

Programa AHK Startups Accelerator:
•    Diagnóstico: 30 de setembro;
•    Aceleração: 17 de outubro de 2016 a 17 de janeiro de 2017;
•    Apresentação dos resultados: 1 de fevereiro.

(Fonte: Brasil Alemanha)

Justiça

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 26 de junho de 2016 Marcadores: 0 comentários

Pode parecer que não faz muito sentido um ancião de 94 anos ser condenado por crimes ocorridos há mais de sete décadas. Mas faz. Na sexta-feira, Reinhold Hanning, ex-SS (acima, na imagem) em Auschwitz, foi sentenciado na Alemanha a cinco anos de prisão por colaborar na morte de 170.000 pessoas enquanto serviu no campo de extermínio nazista. A condenação foi possível graças a uma recente mudança na legislação alemã que permite processar qualquer pessoa que tenha trabalhado em um campo de extermínio, sem a necessidade de apresentar provas de um crime concreto. Em outras palavras, a justiça considera algo que parece consenso: ter trabalhado como vigia em Auschwitz, onde foram assassinadas 1,1 milhão de pessoas, é um crime em si.

A história de Hanning é muito representativa do que ocorreu depois da Segunda Guerra Mundial na Alemanha Ocidental, onde só foram julgados 29 dos aproximadamente 6.500 membros das SS que passaram por Auschwitz (outros 20 foram processados na Alemanha Oriental), um esquecimento recentemente relatado em dois excelentes filmes alemães, Im Labyrinth des Schweigens (Labirinto de Mentiras) e Der Staat gegen Fritz Bauer (O caso Fritz Bauer), que relatam as enormes resistências enfrentadas pelos promotores que tentavam processar os crimes contra a humanidade cometidos pelos nazistas. Hanning foi detido pelos aliados no final do conflito, preso até 1948, quando retornou à Alemanha, onde não relatou a ninguém seu passado e viveu tranquilo até agora.

Apesar dos processos de Nurembergue contra alguns figurões do Terceiro Reich ou da captura e posterior julgamento de Adolf Eichmann em Israel, ou das investigações realizadas em alguns países ocupados, é preciso encarar uma verdade incômoda: a imensa maioria dos crimes cometidos durante o horror nazista ficou impune, embora tenha sido necessário inventar uma nova palavra para descrevê-los: genocídio.

Ao final de sua biografia de Hitler, o historiador Ian Kershaw, que acaba de publicar To Hell and Back. Europe 1914-1949, escreveu: “Muitos dos que tinham maior responsabilidade conseguiram escapar sem punição e, em alguns casos, conseguiram prosperar e triunfar no pós-guerra”. Em 2014, quando começaram a ser reabertos os processos contra guardas de Auschwitz, a revista Der Spiegel publicou uma longa reportagem em que os autores afirmavam: “A punição dos crimes cometidos em Auschwitz fracassou não porque um punhado de juizes e políticos tenha tentado frear esses esforços, mas porque muito pouca gente estava interessada em processar e condenar os perpetradores. Muitos alemães eram indiferentes aos crimes cometidos em Auschwitz em 1945 e assim continuaram”.

As últimas testemunhas estão desaparecendo. Os depoimentos das vítimas são essenciais, mas também os dos algozes, porque ainda não se chegou a compreender o que transformou seres humanos normais em monstros. Talvez esse tipo de sentença retarde esse processo. Entretanto, por mais importante que seja a memória, a justiça o é ainda mais.

(Fonte:DW)

Crianças e Idiomas

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 19 de junho de 2016 Marcadores: , 0 comentários

Conhecer alguém como Katharina é de dar inveja. Ela tem 11 anos e fala três idiomas fluentemente: espanhol, alemão e inglês. E nunca precisou decorar vocabulário ou regras gramaticais, pois aprendeu os idiomas desde pequena.

Para Katharina, que vive em Colônia, na Alemanha, ter três línguas maternas não é nada de mais. "É a coisa mais normal do mundo", diz encabulada. Ela acha até estranho que outras crianças conversem apenas em alemão com os pais. "Eu sempre penso que falta alguma coisa." O pai de Katharina, Wolfgang, é alemão, e a mãe, Marisa, nasceu na Colômbia e também cresceu num ambiente bilíngue, falando espanhol e inglês. Quando a filha nasceu, para Marisa, que estudou linguística, estava bem claro que a menina também deveria crescer com dois idiomas. "Pensei que isso seria como um presente para ela", conta. Marisa falava espanhol com Katharina; Wolfgang, alemão – ou seja, a típica abordagem "um idioma para cada pai". Acontece que, naquela época, o alemão de Marisa não era tão bom quanto hoje, e ela conversava em inglês com o marido. Nas refeições em família, por exemplo, o casal traduzia tudo o que considerava importante para o alemão ou o espanhol.

Marisa conta que certo dia, quando Katharina tinha 3 anos, a família estava no supermercado e, de repente, a menina começou a falar inglês. "Ela apontou para as coisas e disse: banana, apple, pear", conta Marisa. Ela e o marido ficaram perplexos. Desde então, a língua da família é o inglês.

Crianças que crescem num ambiente multilíngue não têm apenas a vantagem de poder se comunicar com mais pessoas. Segundo pesquisadores, elas têm cérebros mais flexíveis que os de crianças da mesma idade que só falam um idioma.

Crianças multilíngues desenvolvem empatia e conseguem compreender mais cedo que as outras pessoas têm vontades, opiniões e pontos de vista diferentes dos próprios. É o que cientistas chamam de teoria da mente.

Num estudo da Universidade de Chicago, por exemplo, um adulto pediu a crianças que lhe alcançassem o "carro pequeno". As crianças viam três carros – um pequeno, um médio e um grande –, mas percebiam que, de onde estava, o adulto não conseguia ver o menor deles. Crianças bilíngues compreenderam com muito mais frequência que as crianças monolíngues que o adulto estava se referindo ao carro médio, o qual lhe entregaram.

Além disso, crianças que falam mais de um idioma conseguem alternar entre diferentes atividades com mais facilidade, afirma a linguista Claudia Maria Riehl, da Universidade Ludwig Maximilian, de Munique.

Num estudo realizado em Toronto, crianças deveriam classificar quadrados azuis e círculos vermelhos, primeiro quanto à cor, e depois quanto à forma. "As crianças multilíngues conseguiam se desligar da primeira atividade e se concentrar completamente na próxima com muito mais facilidade", afirma Riehl. "A explicação é que, sempre que falam uma língua, elas precisam oprimir os demais idiomas."

Crianças multilíngues também adquirem competências multiculturais. Katharina, por exemplo, tem habilidade para solucionar conflitos entre os amigos, conta a mãe. "Ela também é muito aberta a pessoas de outras culturas. Quando não entende um idioma, ela não vê isso como obstáculo para se comunicar com os outros", diz.

Aprender várias línguas altera, portanto, o cérebro de maneira positiva. As crianças desenvolvem mais substância cinzenta nas regiões do cérebro que controlam a atenção – o núcleo caudado e o giro do cíngulo.

E isso não vale apenas para crianças que crescem com mais de uma língua materna. "Bilinguismo compreende todos os tipos de pessoas que falam dois idiomas – não importa em que nível e em que situações eles falem esses idiomas", afirma Krista Byers-Heinlein, psicóloga da Universidade Concordia, em Montreal. Qualquer pessoa que fale várias línguas tem uma vantagem cognitiva, afirma Riehl. "O cérebro precisa decidir constantemente com que pessoa vai falar qual língua, precisa alternar entre os idiomas e oprimir os demais. Isso estimula o cérebro constantemente."

Ao falar inglês, às vezes falta uma palavra para Katharina. Ela só consegue pensar no termo em espanhol ou em alemão, o qual acaba inserindo no meio da frase em inglês. Misturar idiomas é algo normal para quem cresce num ambiente multilíngue, diz Byers-Hinlein. "É uma estratégia muito inteligente para se comunicar, e de maneira alguma um sinal de confusão."

No entanto, os pais devem saber que o multilinguismo não funciona para todas as crianças. Um estudo realizado na Bélgica aponta que um quarto de todas as crianças que cresce com duas ou mais línguas acaba falando somente uma delas – a que usa na escola para se comunicar com os amigos. A abordagem "um idioma para cada pai" nem sempre é tão bem-sucedida, segundo o estudo. O melhor é quando os dois pais falam o mesmo idioma e um deles fala também a língua utilizada pelo filho na escola.

Para Katharina, aprender idiomas é algo fácil. Além dos três que já domina, logo ela começará a aprender francês na escola – sua primeira língua realmente estrangeira. Pela primeira vez, ela saberá como é ter que decorar vocabulário e regras gramaticais.

Apfelstrudel

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 12 de junho de 2016 Marcadores: , 0 comentários

"Um dia sem strudel é como um céu sem estrelas", teria dito o imperador austríaco Franz Joseph 1º já no século 19. Hoje, alemães e austríacos se orgulham do Apfelstrudel, feito de maçãs e passas quentinhas e com canela, envoltas por uma crosta de massa folhada polvilhada com açúcar de confeiteiro. Servido com sorvete ou calda de baunilha, o quitute ganhou fama mundo afora.

A origem do doce remete inicialmente ao Oriente Médio, onde a massa de strudel surgiu. Passando pelo norte da África, a receita teria sido levada pelos mouros até a Espanha e a França, de onde se espalhou em direção ao norte e ao leste.

Por muito tempo, os húngaros foram especialistas na preparação do strudel. Até mesmo o confeiteiro do famoso Hotel Ritz, em Paris, teria ido a Budapeste pra aprender os segredos da massa. Na primeira metade do século 19, o strudel húngaro se tornou uma especialidade do estabelecimento parisiense.

Depois de passar pelos países dos Bálcãs e pela Hungria, a massa chegou à Viena. A imperatriz Maria Teresa teria contribuído para a aceitação do strudel na sociedade, e o quitute conquistou todo o Império Austro-Húngaro e a culinária internacional.

O Apfelstrudel é provavelmente a variação mais conhecida da receita, mas as possibilidades de recheios são muitas. Podem ser doces – como o Mohnstrudel (recheio de sementes de papoula) – ou salgados – como o Krautstrudel (recheio de repolho).

O segredo do Apfelstrudel é a massa bem fininha e elástica, o que permite que ela seja moldada com facilidade. É claro que você também pode comprar massa folhada pronta. As maçãs devem ser abundantes e suculentas.

Gosto muito do Apfelstrudel justamente por ele não ser muito doce, permitindo sentir bem o gosto da fruta. E nada melhor que algo quentinho servido com sorvete, não? Já comi alguns excelentes na Alemanha, mas nunca vou me esquecer do que provei num café de Salzburgo, nos jardins do castelo de Mirabell.

Eis a receita básica:

1 ovo batido para pincelar
Para a massa
250 g de farinha de trigo
1 pitada de sal
1 ovo
1 colher (chá) de manteiga
Para o recheio
14 maçãs
50 g de passas
100 g de nozes ou amêndoas picadas
6 colheres (sopa) de farinha de rosca
2 colheres (sopa) de manteiga
1-2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro
1 dose de rum (opcional)
1 colher (chá) de canela em pó
Suco de um limão
 
Modo de preparo
 
Peneire a farinha sobre uma superfície de trabalho e adicione, no meio, o ovo, a manteiga, uma pitada de sal e um pouco de água. Misture com as mãos até obter uma massa homogênea. Deixe descansar em temperatura ambiente por cerca de uma hora.

Pré-aqueça o forno a 180°C. Descasque as maçãs, retirando o miolo e as sementes. Pique as frutas em cubos grandes. Esprema um pouco de suco de limão por cima e misturar com as passas e nozes. Se quiser, adicione o rum.
 
Derreta a manteiga numa frigideira e aqueça rapidamente a farinha de rosca com um pouco do açúcar de confeiteiro e a canela.
 
Enfarinhe a superfície de trabalho e abrir a massa bem fininha. Passe a mistura de farinha de rosca sobre o terço inferior da massa. Distribua, então, as maçãs por cima desse terço. Enrole a massa, formando uma espécie de rocambole.
 
Pincele o ovo batido sobre o strudel e asse-o, em forma untada, por 40 a 50 minutos, até que fique dourado. Polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva ainda quente com sorvete de creme.
 
(*receita adaptada do site ichkoche.at - Fonte: DW)

Genocídio Armênio

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quinta-feira, 2 de junho de 2016 Marcadores: 0 comentários

Quase por unanimidade, Parlamento alemão quebra tabu e aprova resolução que passa a chamar massacre de cristãos por otomanos na Primeira Guerra de genocídio. Ancara diz que decisão é erro histórico.

O Bundestag (Parlamento alemão) aprovou nesta quinta-feira (02/06), quase por unanimidade, uma resolução que classifica de genocídio o massacre perpetrado há um século pelo Império Otomano contra a minoria armênia. Rapidamente rechaçada pelo governo turco como "um erro histórico", a decisão ameaça arranhar ainda mais as relações entre Ancara e Berlim, desgastadas no último ano devido à crise migratória e ao debate sobre que papel cada país deve ter no acolhimento de refugiados.

De maioria muçulmana, o atual Estado turco admite que cristãos armênios morreram em combates com soldados otomanos a partir de abril de 1915, durante a Primeira Guerra Mundial. Mas rejeita declarações de governos estrangeiros que classificam as mortes – estimadas por historiadores entre 800 mil e 1,5 milhão – de genocídio.

"A resolução adotada pelo Parlamento alemão vai abalar seriamente as relações entre Alemanha e Turquia", afirmou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Em tom ainda mais firme se manifestou o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu: "O caminho para virar páginas escuras em sua própria história não é manchar a história de outros países com decisões parlamentares irresponsáveis e infundadas."

A resposta turca à resolução – aprovada com apoio de todos os partidos do Parlamento e apenas um voto contra – foi chamar de volta a Ancara seu embaixador em Berlim para consultas.
A chanceler alemã, Angela Merkel, minimizou o atrito causado pela decisão."Há muitas coisas que conectam Alemanha e Turquia e, mesmo que haja diferença de opinião em um determinado tema, nossa relação, amizade e laços estratégicos são ótimos", afirmou Merkel, em entrevista coletiva ao lado do secretário-geral da Otan, Jens Soltenberg.

Até que a coalizão de Merkel decidisse impulsionar a resolução, no ano passado, a posição oficial do governo alemão era de lamentar o ocorrido, mas sem mencionar a palavra genocídio – nem de forma oral nem escrita. Num país em que a reconciliação com passado é reiterada todo momento, a postura era constantemente alvo de críticas. Mas a Alemanha tem problemas com a palavra. Há tempos Berlim vinha se movimentando com muito cuidado sobre um terreno político minado. Não se queria estragar a relação com a Turquia, membro da Otan. Assim como o relacionamento com os mais de 3 milhões de cidadãos de origem turca que vivem na Alemanha. Há, ainda, o envolvimento alemão – então aliado do Império Otomano – na catástrofe dos armênios, que pode ser passível de pagamentos de reparações.

Genocídio dos armênios é a interpretação oficial em mais de 20 países, incluindo França, Suíça e Brasil. O termo "genocídio" foi definido pela ONU em 1948 como atos cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.

(Fonte: DW)

Pensando no Futuro

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 22 de maio de 2016 Marcadores: , , , 0 comentários

O gabinete da chanceler federal alemã, Angela Merkel, deu luz verde para o programa de "incentivo ambiental" para a compra de carros elétricos na Alemanha. O subsídio, anunciado em abril pelo governo federal e que passa a valer a partir de agora, tem como objetivo impulsionar o número de veículos desse tipo no país. Compradores de carros puramente elétricos receberão um subsídio direto de até 4 mil euros. Quem optar por um automóvel híbrido, que combina bateria e um motor de combustão, terá direito a 3 mil euros. Além disso, carros elétricos serão isentos de impostos sobre veículos por dez anos.

Os custos do programa, somados em 1,2 bilhão de euros, serão partilhados igualmente entre o governo federal alemão e a indústria automobilística. Os subsídios estarão disponíveis para os compradores até 30 de junho de 2019 – ou até que o total de 1,2 bilhão de euros se esgote. O requerimento do subsídio poderá ser feito tanto por pessoas físicas como jurídicas, através de um portal na internet que será lançado em breve pelo Departamento Federal de Controle Econômico e de Exportações (Bafa, sigla em alemão).

Segundo o vice-chanceler federal e ministro da Economia, Sigmar Gabriel, o programa é vital para o futuro da Alemanha, uma vez que os carros elétricos serão a chave para manter o país em posição de liderança na indústria automobilística europeia. "A crescente demanda desencadeará um investimento importante e necessário para toda a cadeia de abastecimento da área de mobilidade elétrica", declarou Gabriel.

A indústria de automóveis é essencial para a economia alemã, abrangendo um total de 775 mil postos de trabalho e movimentando cerca de 400 bilhões de euros por ano. Segundo dados oficiais, há 25,5 mil carros elétricos e 130 mil veículos híbridos registrados na Alemanha. A soma representa menos de 0,5% do total da frota do país. Com o novo programa, o governo espera que entre 300 mil e 500 mil novos carros elétricos passem a circular.

A meta oficial do Ministério dos Transportes é alcançar a marca de 1 milhão de veículos elétricos na Alemanha até 2020. Em seu portal na internet, a pasta prevê ainda que "será possível evitar o uso de todos os combustíveis fósseis no tráfego urbano dentro de 40 anos".

(Fonte: DW)

Munique

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 15 de maio de 2016 Marcadores: 0 comentários

Munique é a cidade com a qualidade de vida mais alta da Alemanha. Esse foi o resultado de uma pesquisa recente da Mercer, que compara a qualidade de vida em 230 metrópoles do mundo inteiro. Mesmo na comparação mundial, Munique ocupa o quarto lugar, atrás de Viena, Zurique e Auckland.

Munique é uma cidade boa para se viver. Não são apenas os moradores da cidade que sabem disso, mas também o número crescente de turistas que chegam a conhecer o estilo de vida bávaro. A pesquisa da Mercer, publicada no início do ano, também considera Munique a líder em termos de qualidade de vida comparada a outras cidades alemãs. Atrás da capital bávara estão Düsseldorf, Frankfurt, Berlim e Hamburgo. Na comparação mundial, a capital da Baviera obtém resultados excelentes: apenas Viena, Zurique e Auckland estão na frente de Munique (4º). Somente mais duas cidades alemãs conseguiram entrar nas Top 10 – Düsseldorf (6º) e Frankfurt (7º).

Para realizar a pesquisa, expatriados – funcionários enviados para o exterior pela empresa – são interrogados anualmente. Eles julgam a própria morada ou local de trabalho com base em 39 critérios. As cidades alemãs não convencem apenas no aspecto da segurança. “Nas cidades alemãs, existe pouca criminalidade, os processos penais são eficientes e as relações sociais e políticas estão estáveis. Por esse motivo, elas são consideradas seguras e ficam nos primeiros lugares na comparação internacional”, diz Ulrike Hellenkampf especialista da Mercer. Os dados para a atual pesquisa foram recolhidos entre setembro e novembro de 2015.

Para mais informações acesse: http://www.bayern.com.br

(Fonte: Brasil-Alemanha News)

Limpeza Alemã

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 10 de maio de 2016 Marcadores: , 0 comentários

Dizem que na Alemanha tudo é limpo. Mas nisso os suíços são bem melhores e os asiáticos já nos ultrapassaram de longe. Ainda assim, Peter Zudeick dedica esta coluna à obsessão alemã pela higiene.

Agora ficou difícil. Limpeza, a rigor, é coisa de suíço. A Suíça é tão limpa, que daria até para comer diretamente do chão na rua. Eles escovam as árvores regularmente, dão brilho nas montanhas e esfregam as fachadas das casas. O que é que os alemães têm para contrapor? Bem, digamos assim: os suíços em si são uma versão um tanto exagerada dos alemães. A existência deles não rouba o nosso mérito em questões de limpeza.

Johann Wolfgang von Goethe é minha testemunha: "Se todo mundo varrer diante da própria porta, logo o bairro inteiro estará limpo". Assim escreveu o "príncipe dos poetas", e desse modo não só cunhou uma frase popular, mas expressou uma verdade essencial sobre a identidade alemã. Além da interpretação literal, a frase pode ser entendida como: cuide da sua própria porcaria e não se meta na vida alheia. Mas o ato de varrer faz parte da essência do alemão. "Quando o artesão arruma sua oficina, quando a dona de casa deixa o lar limpo e brilhante, e até varre a rua diante da casa, uma profunda e serena sensação de desencargo invade o ser humano". Essas são palavras do filósofo e pedagogo alemão Otto Friedrich Bollnow.

A limpeza é tão enraizada que, em algumas regiões especialmente limpas da Alemanha, como a Suábia, existe a "semana da limpeza". Trata-se de uma verdadeira instituição. Uma tabuleta com a palavra "Kehrwoche" é pendurada na porta do morador, indicando ser ele naquela semana o encarregado de limpar áreas de uso comum do prédio, como o corredor e as escadas. A limpeza do porão e da calçada também são organizadas. Todos sabem quando é a vez de quem, e o eleito pode contar com a amigável supervisão dos vizinhos. Mas não só a casa, o pátio, a rua e a calçada que têm que estar limpos. Acima de tudo, é preciso cuidar das roupas. Diz o dito popular que "roupa limpa e respeito enfeitam sempre o bom sujeito". Em criança, aprendi a seguinte regra para a roupa íntima: "limpa e inteira". A camiseta de baixo podia ter remendos, ou as meias estarem cerzidas, mas tudo tinha de estar impecavelmente limpo. Imagine acontecer um acidente e a pessoa acabar no hospital. Que vergonha, cair na mesa de operação com a roupa de baixo suja. Nem pensar.

O alemão aprecia o estado puro das coisas. O preceito de pureza para a cerveja é uma tradição alemã. Mas também gostamos de limpeza no sentido figurado, e muito: "Coração limpo e coragem pura ficam bem em qualquer traje". Palavras de um homem devoto do século 13 chamado Freidank.

E quando tudo tem que estar muito limpo e puro mesmo, o alemão usa ainda a palavra Reinlichkeit – "asseio". Asseado é aquele que é especialmente obcecado com a limpeza. Desta forma, para treinar as crianças a largarem as fraldas e usarem o troninho adequadamente, inventou-se a "educação higiênica", a Reinlichkeitserziehung.

Nesse campo, porém, somos forçados a admitir que os coreanos e outros asiáticos estão muito mais à frente. Que adoráveis as fotos de bebês em fila na creche, cada um no seu peniquinho, sentadinhos até intestino e bexiga terem cumprido sua obrigação! Isso, nós nunca vamos conseguir imitar. Uma pena, na verdade.

(Fonte: DW)

Caminhos da Imigração em SC

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 3 de maio de 2016 Marcadores: , 0 comentários

Divulgar a riqueza cultural, histórica e os atrativos turísticos de municípios de cultura alemã em Santa Catarina é o objetivo da exposição "Caminhos da Imigração alemã", que chega ao Continente Shopping dia 3 de maio.

A associação, que dá nome à exposição, é composta por integrantes dos municípios de Águas Mornas, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio e São Pedro de Alcântara.

A mostra é inédita e possui painéis que contam a história de cada município, fotos e textos sobre seus atrativos turísticos. Além disso, a exposição traz diversos objetos históricos como as curiosas ‘Caixa de casamento’ e a ‘Benção da casa’, itens raros nos dias atuais.

A ‘Caixa de casamento’, segundo o organizador da exposição, Daniel Silveira, naquela época era um presente do padrinho aos noivos. Ali eram guardados em uma caixa um segredo de cada cônjuge que só poderia ser revelado após sua morte. “Tratava-se de uma tradição entre descendentes alemães que cumpriam um ritual envolvendo a caixa. Hoje, lamentavelmente, o ritual não é mais praticado e são raríssimas as caixas que ainda existem em nossa região”, comenta. A caixa da mostra pertenceu a Nicolau Schwambach e Catharina Werlich, colonos moradores da comunidade Rural da Invernada, em São Pedro de Alcântara.

Já a outra curiosidade, a ‘Benção da casa’ era um quadro que trazia o versículo bíblico ‘Deus abençoe nossa casa e os que nela entram e saem’. De acordo com Daniel, a maioria dos quadros foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial na Campanha de Nacionalização no Governo de Getúlio Vargas, quando os alemães e teuto-brasileiros foram discriminados e perseguidos. Outros elementos como cartas antigas, objetos de carpintaria e um toca discos antigo também estarão expostos. A mostra é gratuita e fica até o dia 30 de maio na praça central do empreendimento.

Serviço

O quê: exposição ‘Caminhos da Imigração Alemã’

Quando: de 03 a 30 de maio

Onde: na praça central do Continente Shopping

Quanto: visitação gratuita