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Água com Milho...

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 Marcadores: , 0 comentários

O Brasil, que hoje é o terceiro maior produtor da bebida no mundo, tem na cerveja a bebida preferida dos mais de 200 milhões de habitantes. Mas, curiosamente, a bebida que é servida por aqui, na grande maioria dos casos, não é cerveja.

A “Reinheitsgebot”, Lei da Pureza da Cerveja, foi promulgada em 23 de abril de 1516 pelo Duque Guilherme IV da Baviera e tinha como objetivo regular a fabricação da bebida em território alemão. O texto era simples, dizia que a cerveja só poderia ser feita com três ingredientes: água, malte de cevada e lúpulo. Até hoje: mais de quinhentos anos depois, a maioria dos cervejeiros alemães ainda segue a receita à risca.

O mesmo não acontece por cá. Grandes marcas nacionais como a Kaiser, Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Itaipava se aproveitam de uma “brecha” na legislação brasileira para não usarem cevada em suas bebidas. Aqui é permitido que até 45% do malte de cevada seja substituído por outras fontes de carboidratos mais barata. O que entra na garrafa então é milho transgênico, produto que existe em abundância no país e que reduz drasticamente o custo das cervejarias. Nosso país está entre os maiores produtores de transgênicos do mundo; aproximadamente 90% do milho brasileiro é não orgânico.

Para saber do que é feita sua cerveja preferida, basta ler o rótulo da embalagem. Normalmente, a descrição diria: água, malte de cevada e lúpulo, ou água, cevada e lúpulo. No entanto, nas marcas nacionais citadas acima, a composição descrita retira o malte de cevada e inclui a expressão ‘cereais não maltados’. A ‘nova fórmula’ da bebida no Brasil começou a ser posta em prática a partir de 2007, quando o Ministério da Ciência e Tecnologia liberou a comercialização de milho transgênico em território nacional. Esta mudança impede que o consumidor saiba do que realmente é feita a bebida, pois em todos os casos não é especificado que tipo de cereal é utilizado na fabricação da cerveja.

Em 2013, uma pesquisa de cientistas brasileiros da Unicamp, USP e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi publicada no “Journal of Food Composition and Analysis” (jornal científico internacional com estudos sobre a composição dos alimentos) demonstrando o alto grau de adulteração da cerveja brasileira. O consumidor deve, portanto, pensar bem antes de comprar a cervejinha para o churrasco. O risco de levar gato por lebre é grande.

(Fonte: BlastingNews)

Merkel

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 20 de dezembro de 2015 Marcadores: 0 comentários

"Minhas filhas adoram a Merkel, ela pode fazer o que bem entender", escreveu a jornalista Kathrin Spoerr no jornal alemão Die Welt em 2013. "A Merkel não precisa de roupas bonitas", acrescentou a jornalista, lembrando que a chanceler federal "pode até perder seus horários no cabeleireiro". As crianças, entre elas as filhas de Spoerr, já aspiram se tornar chefes de governo. No entanto, apesar de ser uma líder mundial, nunca houve muito debate para saber se Angela Dorothea Merkel – nascida em 1954, casada, sem filhos – seria ou não uma heroína para as adolescentes e mulheres jovens.

A psicóloga alemã Thekla Morgenroth, de 29 anos, concluiu recentemente seu doutorado na Universidade de Exeter sobre modelos de comportamento e estereótipos de gênero. Para que as pessoas sejam consideradas exemplos a serem seguidos, elas precisam surtir um efeito psicológico positivo nas outras, diz Morgenroth.

Segundo a pesquisadora, elas precisam preencher dois critérios cruciais: "A pessoa em questão tem que representar algo que eu queira alcançar e eu tenho que ser capaz de acreditar que posso ser como aquela pessoa. O sucesso dela precisa ser atingível para mim, ou seja, a similaridade é um fator importante. Isso pode se referir à cor da pele, ao gênero ou à condição social", explica.

 Sucesso atingível? Similaridade? Quando se fala na primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de governo da Alemanha – uma mulher que vem guiando (ou pelo menos codirigindo) o destino da Europa por vários anos – isso está além de qualquer expectativa. Apesar disso, ou talvez exatamente por isso, estudantes alemães (homens e mulheres) nomearam Angela Merkel como o maior exemplo a ser seguido, depois de seus pais, amigos e cônjuges. Isso em uma pesquisa realizada em 2014 pela empresa de auditoria e contabilidade Ernst & Young.

Morgenroth diz que especialmente as mulheres jovens podem aprender algumas coisas com Merkel: "Ela aperfeiçoou a arte de aparições assertivas e competentes em público, sem ser, ao mesmo tempo, autoritária ou agressiva. Para muitas mulheres em posição de liderança, esse é um caminho na corda bamba".

A pesquisadora está convencida de que a presença neutra em termos de gênero de Merkel é a razão de seu sucesso. "Para uma mulher que está constantemente exposta ao olhar público, Merkel raramente foi escrutinada em função de sua aparência nos últimos anos", aponta a pesquisadora. "Acredito que isso dê a ela um apelo maior como exemplo a ser seguido do que a muitas outras mulheres que ocupam altos cargos". O fato de Merkel ter conseguido permanecer no cargo por dez anos, completa Morgenroth, "prova também que as mulheres podem alcançar qualquer coisa e que obstáculos como preconceitos e discriminação podem ser vencidos".

A escritora e ativista online Anne Wizorek, 34 anos, gostaria de admirar Merkel: "Ela é uma mulher em posição de poder e vem do Leste alemão, onde cresceu. Mas eu, pessoalmente, não a considero um exemplo a ser seguido". Wizorek defende uma abordagem mais moderna do feminismo. Em 2013, ela recebeu o conceituado Prêmio Grimme Online, por ter lançado a campanha #Aufschrei (Grito), endereçada ao assédio e à violência sexuais, movimento que rapidamente se disseminou internacionalmente.

 Quando se trata de política de gênero, Merkel mantém-se longe de controvérsias – seja o assunto a implementação de uma cota feminina nos altos escalões das empresas alemãs, a abolição de receita obrigatória para a pílula do dia seguinte ou a legalização do casamento homoafetivo. Além disso, seu papel como mulher raramente vem à tona. "Ninguém pergunta à premiê a respeito de seu equilíbrio entre suas vidas profissional e pessoal", diz Wizorek. "As pessoas simplesmente esperam que essas pessoas trabalhem 24 horas por dia, sete dias na semana. Não vamos esquecer que Merkel só está em condições de exercer essa atividade porque não tem preocupações em conciliar o ônus do trabalho com os cuidados de algum membro dependente na família", conclui a escritora.

Embora Wizorek reconheça a importância, para as futuras gerações, do fato de uma mulher exercer o cargo de chefe de governo do país, ela afirma que a própria Merkel não sedimentou nenhum terreno para isso: "Ela acabou nesta posição porque cumpriu com a maioria das exigências neste sistema de poder. Você pode dar a ela o crédito por isso, mas, de um ponto de vista feminista, esse sistema é precisamente o que precisa ser mudado".

Para algumas mulheres, especialmente aquelas que não simpatizam com a conservadora União Democrata Cristã, o partido da premiê, Merkel só demonstrou recentemente qualidades dignas de emulação. "Em minha opinião, a crise dos refugiados foi o primeiro assunto no qual Merkel deu mostras de perseverança", diz Nora-Vanessa Wohlert, de 31 anos, cofundadora da Edition F, uma comunidade profissional online voltada para jovens mulheres. "Esta foi a primeira vez que a considerei um exemplo a ser seguido", fala Wohlert.

Embora nunca tenha votado nos democrata-cristãos ou achado a agenda política de Merkel especialmente clara, Wohlert costumava admirar as habilidades democráticas de Merkel. E aprecia também a mensagem que a longevidade de Merkel no cargo traz para os alemães mais jovens: "Gosto de ver como as crianças pequenas nem conseguem imaginar que um homem poderia ser chefe de governo do país", conclui.

(Fonte: DW)

Menos Desempregados

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 13 de dezembro de 2015 Marcadores: 0 comentários

Autoridades registram o menor número de pessoas sem emprego num mês de novembro desde 1991. Chefe de agência do trabalho diz que mercado está preparado para integrar refugiados. O mercado de trabalho da Alemanha registrou em novembro o melhor desempenho para o 11º mês do ano desde a Reunificação, segundo os números divulgados nesta terça-feira (1º/12), em Nurembergue, pela Agência Federal do Trabalho.

Em novembro havia no país 2,633 milhões de desempregados, 16 mil a menos do que em outubro e 84 mil a menos do que há um ano. Novembro tradicionalmente registra um recuo no número de desempregados, mas o deste ano foi superior à média dos últimos três anos.

O número de desempregados em novembro deste ano é inferior em 15 mil ao menor número registrado anteriormente para o 11º mês, em 1991. A taxa de desemprego permanece em 6%, igual à de outubro.

Diante dos números apresentados, o presidente da Agência Federal do Trabalho, Frank-Jürgen Weise, disse que o mercado de trabalho alemão está preparado para o iminente desafio de integrar os refugiados. Segundo ele, os reflexos da integração dos refugiados no mercado de trabalho devem aparecer apenas no final de 2016.

(Fonte: DW)

Tragédia Vista Pelos Alemães

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado segunda-feira, 7 de dezembro de 2015 Marcadores: 0 comentários

A imprensa alemã acompanhou com destaque as consequências do rompimento da barragem de Fundão, em Minas Gerais, que completa um mês neste sábado (05/12). A dimensão da tragédia, os danos à fauna e flora da região e o drama dos moradores foram noticiados com perplexidade, especialmente na última semana.

 Die Welt: O caldo marrom da morte

"Estava-se já acostumado a imagens chocantes. E quanto mais distantes, menos consternação elas geram. Mas um cavalo enfiado até o pescoço na lama marrom, ao lado dele um homem que o acaricia na cabeça? Um bote de madeira com pescadores aos prantos, cheio de peixes mortos? Mulheres desesperadas carregando crianças aos berros, e por todos os lados esse caldo marrom e lamacento? Essas imagens chocaram toda uma nação."

Süddeutsche Zeitung: Rio doce, rio morto

O jornal relata como o fotógrafo Sebastião Salgado deixou a China, onde estava, e partiu imediatamente rumo a Minas Gerais. Ele queria rever o rio onde passou a infância – ainda vivo. Salgado chegou tarde demais a todos os lugares, menos a um, perto de Colatina. Mas, seis dias depois, a avalanche de lama marrom já havia chegado também até lá. "Uma catástrofe ambiental como o Brasil raramente viu, talvez até nunca", afirma o diário de Munique.

Berliner Zeitung: Lama venenosa e toneladas de peixe morto

"Ele tem um nome tão idílico: Rio Doce. Mas pode-se supor que ele há muito não seja mais doce quando se sabe que a Vale, maior mineradora brasileira, até há alguns anos ostentava o nome rio Doce. Há anos que se pratica a mineração na bacia do rio, e por isso ele há anos já não merece mais o adjetivo doce. Ele já estava sujo e contaminado antes da catástrofe."

Neues Deutschland: A maldição da avalanche de lama

O jornal descreve a dimensão da tragédia, incluindo o distrito de Bento Rodrigues, "onde as casas sumiram embaixo da lama, e carros foram arrastados como se fosse de brinquedo".

Die Tageszeitung: Enterrado sob 15 metros de lama grossa

Essa foi a catástrofe ambiental mais devastadora que o Brasil já enfrentou, afirma o jornal de Berlim. Segundo o diário, mais "de 60 milhões de metros cúbicos de lama desceram vale abaixo. O distrito de Bento Rodrigues foi quase totalmente destruído, de 180 casas sobraram apenas 20 mais ou menos intactas. A paisagem à volta é um deserto de lama." (18/11)

Welt am Sonntag: Fukushima na floresta tropical

A onda pegajosa e fedorenta simplesmente não tem fim. Com cada nova onda que parte de Minas Gerais rumo ao Atlântico cresce a fúria entre os pescadores, os ribeirinhos e todos aqueles que, até hoje, viviam do Rio Doce. Mercúrio, arsênico e uma meia dúzia de outras substâncias venenosas fluem há dias para o oceano.

(Fonte: DW)

Encontro em Porto Alegre

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 1 de dezembro de 2015 Marcadores: , 0 comentários

Encontro Econômico Brasil-Alemanha de 2017 será em Porto Alegre. Fiergs e Câmara Brasil-Alemanha no RS anunciaram na terça (01) em reunião-almoço conjunta, na sede da Fiergs, a vitória de Porto Alegre na disputa com outras cidades para sediar a edição de 2017 do Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA).

Promovido em conjunto pela Bundesverband der Deutchen Industrie (BDI) e pela CNI - Confederação Nacional da Indústria, o evento se realiza anualmente desde 1982 de forma alternada entre Brasil e Alemanha, e costuma reunir mais de dois mil empresários dos dois países, interessados em estreitar relações, selar parcerias, intercambiar tecnologias e efetivar negócios.

O anúncio oficial foi feito pelo presidente da Fiergs, Heitor Müller, já que a entidade será a anfitriã principal e foi aliada da Câmara nas negociações que resultaram na definição da capital gaúcha como sede do encontro. Igualmente o governo do estado do RS teve participação nas tratativas para trazer à Capital o evento, que é considerado o mais importante da agenda bilateral dos dois países, e inicialmente estava programado para ocorrer na Bahia.

Para o presidente da Câmara Brasil-Alemanha no RS, Everson Oppermann, "o fato de termos conquistado este relevante evento para Porto Alegre é extremamente significativo e gera agenda positiva; teremos os olhos de um expressivo número de empresários alemães voltados ao estado e este é um dos objetivos do trabalho da Câmara, apresentar as potencialidades econômicas do RS à Alemanha, com quem temos tantas afinidades étnicas, culturais e históricas".

(Fonte: BrasilAlemanha)