Header image

Cursos de Dança 2016

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sábado, 31 de outubro de 2015 Marcadores: , , 0 comentários

Inscreva-se para os cursos clicando aqui.

Idioma Alemão Cresce

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 25 de outubro de 2015 Marcadores: , , 0 comentários

Apesar de o alemão ser considerado um idioma difícil por alunos e alunas de todo o mundo, pela primeira vez em 15 anos, o número de pessoas que estudam a língua aumentou. É o que mostra um levantamento divulgado nesta terça-feira (21/04), realizado pela Agência Central para as Escolas de Alemão no Exterior, pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) e pelo Instituto Goethe.

Depois de ter caído de 20,1 milhões no ano 2000 para 16,7 milhões em 2005 e 14,7 milhões em 2010, o número de alunos de alemão no mundo aumentou para 15,4 milhões em 2015.

O incremento do interesse pelo idioma foi especialmente significativo na Ásia e na América Latina. Na Índia, o número de alunos de alemão cresceu mais de 400% nos últimos cinco anos, e na China, mais de 100%. No Brasil, o número de estudantes do idioma aumentou 30%, checando a 135 mil. No entanto, essas altas taxas de crescimento também se explicam por números iniciais relativamente baixos.

Desde o último levantamento, realizado há cinco anos, o número de entusiastas do idioma também aumentou na África e no Oriente Médio. No entanto, nessas duas regiões, a quantidade de estudantes de alemão ainda é muito pequena em relação ao resto do mundo, correspondendo a somente 7,5% do total global de alunos.

Na maioria das vezes, a razão para o aumento do interesse pela língua germânica tem a ver com o aspecto econômico. A Alemanha é considerada um parceiro comercial confiável e um local atraente para estudar. Ao aprender alemão, muitos esperam posicionar-se melhor no mercado de trabalho.

 O continente europeu continua concentrando a maioria dos entusiastas do alemão. Com 9,3 milhões de estudantes do idioma, a região corresponde a 61% do total de alunos em todo o mundo, excluindo-se a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) – os países da antiga União Soviética.

Em seguida, vêm os Estados da CEI, com 3,1 milhões de alunos de alemão ou 20% do total mundial. Entretanto, na Rússia, o idioma vem perdendo popularidade, tendo o número de russos que aprendem alemão diminuído 30% desde 2010, para 1,5 milhão.

A maioria das pessoas estuda o idioma na escola – por volta de 88% de todos os que aprendem a língua mundo afora. Em segundo lugar, estão as universidades, que abrigam 8,6% dos alunos de alemão. O terceiro é ocupado pelo campo da educação de adultos, com 2,8% do total mundial.

Os Institutos Goethe espalhados pelo planeta abrigam 230 mil alunos, ou seja, 1,4% do total. Não foram incluídas no levantamento as pessoas que aprendem o idioma pela internet ou através de métodos de "e-learning", aprendizado eletrônico.

Como o inglês ocupa mundo afora o posto incontestável de primeira língua estrangeira, o aprendizado do alemão depende, principalmente, de que outra língua seja ensinada além do inglês. Por esse motivo, o Ministério alemão do Exterior pretende continuar incentivando o ensino de línguas nas escolas, como, por exemplo, com a iniciativa de parceria escolar Pasch. Fundada em 2008, a Pasch engloba uma rede de 1.800 escolas, que promovem o ensino do idioma alemão pelo mundo.

A ACG, tradicionalmente, oferece cursos de Alemão. Entre em contato e informe-se.

Curso de Música Instrumental

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sábado, 17 de outubro de 2015 Marcadores: , 0 comentários

Inscreva-se para os cursos de 2016 clicando aqui.

"Ostalgie "

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 11 de outubro de 2015 Marcadores: 0 comentários

O Ostel, no bairro berlinense de Friedrichshain, realiza o sonho de pernoitar num hotel como nos tempos da antiga Alemanha Oriental. Seus fundadores precisaram de muito tempo para reconstituir fielmente, em seus 60 quartos, os móveis e papéis de parede no estilo da ex-República Democrática Alemã (RDA). Mas os esforços para concretizar essa ideia de negócio valeram a pena. As reservas para os quartos são numerosas. "Os hóspedes querem simplesmente experimentar como se vivia antigamente", afirma o hoteleiro Daniel Helbig, assegurando que muitos visitantes procuram simplesmente um período de "vida desacelerada", sem TV, telefone ou outros luxos contemporâneos.

Ostalgie é um neologismo alemão, combinando as palavras Ost(leste) e Nostalgie– podendo, portanto. ser traduzido como "lestalgia". Contudo somente entre 10% e 15% dos 16 milhões de pessoas que vivenciaram a tentativa de um Estado socialista, entre 1949 e 1990, gostariam de voltar aos tempos da RDA – como constataram as pesquisas de diversos institutos de opinião alemães. A maioria está contente por gozar mais bem-estar e liberdade hoje, numa Alemanha reunificada, do que sob o regime comunista. Ainda assim, Silke Rüdiger, por exemplo, vivencia uma corrida constante ao site de internet onde vende produtos da ex-Alemanha Oriental ainda produzidos por alguns poucos fabricantes. O sortimento vai de roupas, músicas e filmes, até cédulas ou condecorações originais. Uma nota de 100 marcos da Alemanha Oriental custa 25 euros, e uma medalha de "Herói do Trabalho" verdadeira, no estojo original, custa 350 euros. Raramente concedida pelo governo de Erich Honecker aos cidadãos, por mérito trabalhista excepcional, hoje basta clique de mouse para tê-la entregue em casa pelo correio. "O maior sucesso de vendas são os gêneros alimentícios segundo receitas dos tempos da Alemanha Oriental", diz a operadora da loja online. Entre esses campeões estão o vinho espumante Rotkäppchen de Freyburg, a mostarda de Bautzen, pepinos da região de Spreewald, o substituto de café à base de cereais da marca imNU, a ClubCola (imitação da marca original americana) e os chocolates Hallorenkugel, em forma de bolinha. "As pessoas gostam de recordar seu antigo cotidiano. Para elas, não era algo negativo. Mas muito desapareceu com a queda do Muro.". Assim Rüdiger justifica seu sucesso, assegurando que nem ela nem seus clientes querem enviar qualquer sinal político com a compra e venda de suvenires da antiga ex-República Democrática Alemã. "Quem chupa uma bolinha de chocolate Hallorenkugel sente o gosto de uma parte da própria infância", define.

Dirk Grüner também constatou que, para os supostos "lestálgicos", o que está em, jogo não é um sistema político perdido, mas sim emoções. Em seu Ostalgie Kabinett,na cidade de Langenweddingen, próximo a Magdeburg, ele e seus pais colecionam, em carinhoso trabalho detalhista, cerca de 20 mil objetos dos tempos da RDA. "Tem gente que fica com lágrimas nos olhos, ao olhar os objetos que marcaram seu dia a dia", conta. "As pessoas perguntam especialmente pelos aparelhos de cozinha, se podem comprá-los, pois ainda consideram admirável a qualidade deles." Nesses casos, Grüner tem sempre que pedir compreensão: se vendesse os objetos, museu logo estaria vazio e não haveria mais nada para exibir.

"Muitos da antiga Alemanha Oriental ainda se sentem sem pátria, estrangeiros na Alemanha unificada. A vida na RDA era, simplesmente, mais fácil", diz Klaus Schroeder, expondo as razões para a Ostalgie. O sociólogo e cientista político da Universidade Livre de Berlim se ocupou intensamente da RDA e dos eventos em torno da reunificação. A conclusão principal é que, com a implementação radical da economia de mercado, muitos cidadãos entre a Saxônia e a Turíngia viram suas conquistas na vida – e assim, sua biografia – desvalorizada e desacreditada. Em 1990, muitas firmas e seus produtos simplesmente desapareceram, de um dia para o outro. Por esse motivo, tanto lembranças são atreladas a objetos, como que dizendo: "Nós não éramos tão ruins como propaga o Ocidente." "Entre os filhos de ex-cidadãos da RDA, 40% não falam da Alemanha Oriental como uma ditadura, e 50% argumentam que mesmo na Alemanha Ocidental não regia a pura democracia." Em tais declarações, Schroeder vê também um esforço pelo reconhecimento em pé de igualdade com o Ocidente. Em sua opinião, a sociedade alemã deveria prestar atenção para que essa fixação nos tempos antigos não se transforme numa idealização falseada da história: o perigo não estaria numa "lestalgia"da memória, e sim na indiferença política que atualmente se anuncia.

Stefan Wolle, historiador e diretor científico do Museu da Alemanha Oriental, teve experiências semelhantes. Por isso, ele tenta sempre contrapor, a esse olhar idealizador, um pouco da dura realidade. Em seu museu em Berlim, a Ostalgie termina, o mais tardar, na réplica de uma sala de interrogatório da Stasi – a polícia secreta da RDA que controlava e punia a população por qualquer tentativa de resistência ao governo. Alto-falantes reproduzem interrogatórios e atas originais. "Aqui, as turmas de alunos mais rebeldes logo se calam", diz Wolle. E registra, com satisfação, que o ápice da nostalgia ideológica já passou. "Para a nova geração, a RDA é apenas história."

Atualmente, o passado da Alemanha Oriental se manifesta, principalmente, sobre quatro rodas, depois que a maioria dos automóveis da antiga Alemanha Ocidental foi parar no ferro-velho. Até mesmo em ralis na África vê-se a versão de corrida do pequeno Trabant, apelidado carinhosamente de "Trabbi" ou "Pappe" (papelão, devido ao material de sua carroceria). Já o Wartburg, de três cilindros, era considerado quase inatingível: pelas vias exclusivamente lícitas, o candidato a proprietário tinha que ficar mais de dez anos na lista de espera. Hoje, Ingo Speckmann aluga os obsoletos veículos para casamentos ou para o puro lazer: "As pessoas se alegram, e se reportam à coesão do povo da ex-RDA." O locador de Trabants está convencido de que a ajuda mútua na fabricação própria de peças de reposição uniu os cidadãos do antigo Estado comunista. Isso tudo não existe mais hoje, lamenta. E, ao que tudo indica, não está só em seu lamento.

(Fonte: DW)

O Retorno

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado segunda-feira, 5 de outubro de 2015 Marcadores: , 0 comentários

Depois de protagonizar peça teatral e Filme inspirados na vida do pintor americano Basquiat, e participar do elenco de “Der 8. Kontinent“, produção alemã dirigida por Serdar Dogan, o ator brasileiro radicado na Alemanha, Alex Mello, será o principal protagonista do longa “Retorno”, produção alemã dirigida pelos cineastas Jörg Kobel e René Harder. As filmagens estão sendo finalizadas e o lançamento deverá acontecer ainda este ano.

O filme baseado em fatos reais, é inspirado no livro "Nur die Edelsteine Kommen aus Brasilien" ("Somente as Pedras preciosas vêm do Brasil”, na tradução livre do alemão para o português) da jornalista Adriana Nunes. No livro, a autora traça o perfil de 31 brasileiros, que optaram por viver na Alemanha por motivos diversos. No elenco, atores de diversas nacionalidades, inclusive do Brasil, destacando-se as participações especiais de Solange Couto e do ator J.P. Rufino, eleito melhor ator mirim no Prêmio "Melhores do Ano", da Rede Globo. Os personagens se interligam na saga do protagonista vivido por Mello. O longa será falado em alemão com uma inserção inicial em português e  terá como cenários a Alemanha e o Brasil. A cidade escolhida para as filmagens será o Rio de Janeiro. Os diretores querem mostrar a cidade por outra ótica - "menos folclórica e mais bucólica", segundo Mello.

O filme conta a história de  Maurício, professor de teatro para crianças que sonha com uma carreira de ator, mas se depara com inúmeras dificuldades. Com a perda do pai, um alcóolatra interpretado pelo veterano ator José de Araújo, que celebra 40 anos de carreira, um segredo sobre sua origem é revelado. Ele herda a  missão de entregar pessoalmente a um tio até então desconhecido na Alemanha, uma carta com a inscrição “Retorno” envelope, sinal de que já havia sido enviada, mas que, por algum motivo, retornara ao remetente. Com a intenção de cumprir o último desejo do pai, Maurício  segue para Alemanha. Na aventura se depara com a realidade de ser estrangeiro em um país desconhecido. Questionamentos raciais, sociais, culturais e de  integração  marcam sua trajetória no novo país.

Como brasileiro “exótico” algumas armadilhas cruzam seu caminho, e uma batalha pela sobrevivência é travada. Em um recorte em que outros estrangeiros participam, o jovem brasileiro se depara com uma russa, com quem  se envolve afetivamente e vive uma relação um tanto quanto delicada. Um jogo de gato e rato à procura pelo tio é travada e neste  contexto surge o fotógrafo  alemão Lars, com quem Maurício já havia feito contato no Brasil e o reencontro surge como uma porta para descobertas em sua vida. Questões sentimentais e  pessoais  ganham contornos neste labirinto. Finalmente Maurício encontra o tio e descobre a verdade a respeito de sua mãe, uma alemã que ele nunca conheceu, e lhe é revelado que seu verdadeiro  pai não é o homem que o criou com  tanto afeto e carinho por tantos anos no Rio de Janeiro.

(Fonte: Afropress)