Header image

Reencontro Após 71 Anos

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quarta-feira, 26 de agosto de 2015 Marcadores: , 0 comentários

Uma senhora italiana de 92 anos reencontrou sua filha após 71 anos de separação. Natural da cidade de Novellara, no norte da Itália, ela tinha ido trabalhar na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e foi forçada a abandonar sua filha pela família do pai do bebê, um soldado alemão. Fruto de um relacionamento com soldado alemão casado, Margot Bachmann revê a mãe após mais de 70 anos de separação. A mulher do norte da Itália havia sido forçada pela família do pai do bebê a abandonar sua filha.

Segundo o jornal italiano La Repubblica, o pai de Margot Bachmann lhe contou que sua mãe era italiana, mas que ela tinha morrido na guerra e proibiu a filha de procurá-la ou perguntar sobre ela. Foi somente após a morte do pai, no ano passado, que Bachmann acionou o Serviço Internacional de Rastreamento (ITS), na cidade alemã de Bad Arolsen. E foi no centro de documentação e pesquisa sobre a perseguição nazista que a agora senhora de 71 anos de idade descobriu que sua mãe ainda vive.

Em trabalho conjunto com a iniciativa "Restabelecimento de Laços Familiares", da Cruz Vermelha da Itália, o ITS foi capaz de descobrir a localização da mãe. Ambas tiveram o primeiro encontro no último fim de semana. "Comecei a pesquisar, na esperança de aprender mais", disse Bachmann ao La Repubblica. "Mas eu nunca imaginei que um dia seria possível abraçar minha mãe. Estou tão feliz de tê-la encontrado viva e em boa forma, apesar de sua idade." "Hoje vivenciamos um pequeno milagre", disse a porta-voz da Cruz Vermelha, Laura Bastianetto. "Não é comum que mãe e filha se reencontrem após 70 anos separadas. Graças a um esforço conjunto ao longo dos últimos dois anos, podemos presenciar este reencontro comovente."

(Fonte: DW)

Siemens: Projeto Experimento

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 18 de agosto de 2015 Marcadores: , 0 comentários

Fundação Siemens lança no Brasil projeto para despertar nas crianças o interesse duradouro por ciências. Projeto Experimento é uma metodologia desenvolvida na Alemanha pela Fundação Siemens, em parceria com a Casa do Pequeno Cientista, que promove o aprendizado por meio de perguntas investigativas e experimentos em sala de aula. O parceiro pioneiro do projeto no Brasil é a Fundação Visconde de Porto Seguro. O lançamento, no dia 12 de agosto, trouxe ao Brasil a diretora executiva da Fundação Siemens, Nathalie von Siemens, e contou com uma mesa-redonda entre educadores.

As chances de um interesse duradouro pela natureza e pela ciência aumentam quando crianças e adolescentes aprendem pela observação e podem desempenhar eles mesmos um papel ativo na pesquisa. Diante dessa premissa, a Fundação Siemens traz da Alemanha o educativo internacional Experimento, construído sobre as bases desse reconhecimento. Ele é voltado para educadores da fase da educação infantil e professores do Ensino Fundamental e Médio. A iniciativa baseia-se no princípio do aprendizado por investigação. Com ajuda de experiências desenvolvidas e specificamente para as faixas etárias que vão de 4 a 18 anos, as crianças e os adolescentes debruçam-se com autonomia sobre os fenômenos naturais e aprendem a compreender contextos científico-naturais por meio de pesquisas e descobertas próprias.

O Projeto Experimento será lançado no Brasil no dia 12 de agosto, no Colégio Visconde de Porto Seguro, um dos parceiros na organização da iniciativa no Brasil. Com um modelo de parceria inédito na história do projeto, os professores do Porto Seguro irão agir como multiplicadores da metodologia, capacitando, em uma etapa posterior, educadores de escolas públicas para disseminar a prática com seus alunos. A parceria se deu tanto pela tradição do Porto Seguro ao estímulo à investigação científica, quanto por já serem um parceiro da Fundação Haus der kleinen Forscher (Casa do Pequeno Cientista) desde 2014. “Estamos muito felizes por trazer para o Brasil algo que possa contribuir com o ensino da ciência no país”, comenta Henrique Petersen Paiva, Gerente de Sustentabilidade da Siemens Brasil. “Mais do que nunca, o futuro do nosso desenvolvimento global depende de jovens capazes de distinguir desde cedo tais desafios, ocupando-se deles construtivamente e assumindo responsabilidades”. O projeto, que também está presente em países como África do Sul, Colômbia, Argentina, Chile, Peru, México e Quênia, foi desenvolvido na Alemanha pela Fundação Siemens, junto com a Casa do Pequeno Cientista. Os kits estão divididos em três faixas etárias: de 4 a 7 anos (Experimento|4+), de 8 a 12 anos (Experimento|8+) e de 10 a 18 anos (Experimento|10+), oferecendo 130 experimentos no total, com os quais educadores e professores podem apresentar desafios globais a crianças e adolescentes de cada uma das faixas etárias, como a questão do efeito estufa, as energias renováveis ou a obtenção de água potável. No Brasil, apenas a primeira faixa está disponível no momento, mas as demais devem ser trazidas na segunda etapa do projeto. “O Colégio Visconde de Porto Seguro se identificou, desde o primeiro momento, com o Projeto Experimento, por apresentar uma metodologia que consegue colocar, na prática, a teoria”, conta Silmara Rascalha Casadei, diretora geral pedagógica do Colégio Visconde de Porto Seguro. Para ela, a nascente das ciências está na observação e na pergunta – e espera-se que essas competências sejam desenvolvidas pelas crianças desde pequenas. “Desejamos que, por meio dessa iniciativa, sejam oferecidas respostas inovadoras diante de um mundo repleto de desafios para um futuro mais próspero e sustentável”, completa a diretora. As caixas, contendo diversos materiais, são verdadeiros laboratórios móveis que proporcionam experiências, trabalhos em equipes, investigações, alegria e entusiasmo por novas descobertas. “Com a possibilidade de multiplicar o conhecimento para os professores de escolas públicas, o projeto torna-se também de alta relevância social”, conclui Silmara.

O objetivo da Fundação Siemens é expandir o alcance do projeto a colégios de mais cidades brasileiras, principalmente da rede pública de ensino, na qual a Fundação Siemens e parceiros são responsáveis pela doação dos kits e treinamento dos professores. “Em três anos, queremos ter mil professores envolvidos com o projeto. Para tanto, vamos ampliá-lo para o público 8+ em 2016 e para o 10+, em 2017”, diz Paiva. “Com isso, pretendemos consolidar essa nossa ação voluntária, que só traz benefícios à sociedade”, finaliza. 

Na cerimônia de lançamento do projeto, será realizada uma mesa-redonda com educadores de diferentes instituições de ensino, como escolas, universidades e fundações, além de membros da Secretaria da Educação. “Qual o rumo do ensino de Ciências no Brasil e o que podemos aprender com experiências de fora?” será o tema da reunião. No evento, estarão presentes Nathalie von Siemens, diretora executiva da Fundação Siemens; Paulo Stark, presidente e CEO da Siemens Brasil; Emília Cipriano, secretária adjunta de educação de São Paulo; e Roseli Lopes, coordenadora geral da Febrace. A cerimônia contará ainda com a participação de Carla Ahlemeyer Dauch, coordenadora pedagógica do Currículo Bilíngue, e Carlos Alberto do Nascimento Jr., diretor institucional pedagógico, ambos do Colégio Visconde de Porto Seguro. Na ocasião, Nathalie von Siemens visitará uma sala de aula para acompanhar, na prática, o Projeto Experimento com os alunos do colégio.

(Fonte: Siemens Brasil)

Visita ao Brasil

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quarta-feira, 12 de agosto de 2015 Marcadores: , , , , 0 comentários

Brasil entra no seleto grupo de nações com quem a Alemanha mantém consultas políticas de alto escalão. Na estreia, Merkel chega a Brasília acompanhada de metade do ministério. 

Na próxima semana, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, visita o Brasil, acompanhada de metade de seu gabinete de ministros, para a primeira edição das Consultas Intergovernamentais de Alto Nível Brasil-Alemanha. Principais pontos da viagem são os temas mercadorias e responsabilidades globais. De acordo com informações de círculos governamentais alemães, Berlim e Brasília também devem emitir uma declaração conjunta sobre política climática após as consultas, de dois dias, agendadas para 19 e 20 de agosto. Com isso, os dois países pretendem se posicionar para a cúpula climática da ONU em dezembro, em Paris. "O Brasil é um elo maravilhoso para o diálogo sul-sul", explica Felix Dane, diretor do escritório brasileiro da Fundação Konrad Adenauer, ligada à União Democrata Cristã (CDU), partido de Merkel. "Na cúpula do clima, o Brasil desempenha um papel importante porque tem influência para convencer os países do sul", avalia.

Depois de Índia e China, o Brasil é o terceiro país emergente com quem a Alemanha realiza consultas intergovernamentais de alto nível. A chanceler chega ao Brasil acompanhada do ministro do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, do ministro do Interior, Lothar de Mazière, do ministro do Desenvolvimento, Gerd Müller, do ministro da Agricultura, Christian Schmidt, da ministra do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, do ministro da Saúde, Herman Grohe, do ministro dos Transportes, Alexander Dobrindt, e da ministra da Cultura, Monika Grütters. Também compõem a delegação os vice-ministros da Economia, da Defesa, do Trabalho e de Assuntos Sociais, das Finanças e da Educação e Pesquisa. Também é previsto um reforço da cooperação na área da proteção de dados. De acordo com informações de Brasília, deverá ser acertado um intercâmbio regular entre autoridades ligadas à cibersegurança do Ministério das Relações Exteriores do Brasil com o Ministério do Exterior da Alemanha, visando melhorar a proteção contra as tentativas de espionagem dos Estados Unidos. Segundo denúncias veiculadas na imprensa, tanto Merkel como a presidente brasileira foram vítimas de monitoramento telefônico do serviço secreto americano. Por causa disso, Dilma cancelou sua visita aos EUA, agendada para setembro de 2013. Em junho deste ano, ela deu fim às tensões com os Estados Unidos, com uma visita a Obama. No âmbito das consultas intergovernamentais são planejados também acordos nas áreas de educação e pesquisa. O número de projetos conjuntos de pesquisa deve ser aumentado, e devem ser oferecidas mais oportunidades de intercâmbio universitário para brasileiros e alemães. Além disso, as aulas de alemão devem ser incentivadas em escolas e universidades brasileiras.

No entanto, o foco principal das consultas ministeriais entre Brasil e Alemanha é a cooperação na área de proteção ambiental e climática. Tanto o ministro alemão do Desenvolvimento, Gerd Müller, como a ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, viajam ao Brasil já no início da semana, onde, entre outras coisas, participam de uma conferência sobre proteção florestal na terça-feira (18/08). A Alemanha já coopera neste campo com o Brasil desde 1990, quando foi lançado o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil, durante a cúpula do G7, em Houston. A Alemanha está entre os maiores financiadores do programa. Nos bastidores, as consultas intergovernamentais também lidam com questões econômicas. As empresas alemãs fazem pressão por uma maior abertura do mercado brasileiro e pela simplificação do sistema tributário. "É extremamente importante que o lado alemão mostre presença no Brasil", explica Reinhold Festge, presidente da Associação dos Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais (VDMA, na sigla em alemão), que também produz no Brasil. "Alemanha tem um interesse de longo prazo no Brasil, que vai além dos atuais problemas internos e da crise econômica", acrescenta.

Para os empresários alemães, as consultas intergovernamentais com o Brasil têm uma grande importância política sobretudo devido à crescente presença da China no Brasil. "Futuramente, a China vai tentar, de forma ainda mais forte, colocar seus produtos no mercado brasileiro", prevê Festge. "A indústria alemã deve fazer um esforço e pensar em algo." Em maio deste ano, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitou Brasil e anunciou investimentos de mais de 50 bilhões de dólares. O maior projeto é a chamada Ferrovia Transoceânica, que ligará o Porto do Açu, no estado do Rio de Janeiro, ao Porto de Ilo, na costa do Peru, e cuja construção deverá custar cerca de 10 bilhões de dólares. Apesar da influência crescente da China, a União Europeia (UE) continua sendo o parceiro econômico mais importante para o Brasil. "O Brasil tem grande medo em relação ao acordo de livre comércio entre os EUA e a UE", observa Felix Dane, da Fundação Konrad Adenauer. "O país se pergunta: 'onde ficamos nisso tudo?'". Dane espera que as consultas entre Brasília e Berlim se beneficiem do bom relacionamento entre Merkel e Rousseff. "As duas se respeitam e têm simpatia mútua, apesar de suas diferenças políticas", opina. "Com o escândalo das escutas telefônicas da NSA, elas se aproximaram ainda mais."

(Fonte: Terra)

Schwarz Rot Gold

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quarta-feira, 5 de agosto de 2015 Marcadores: , 0 comentários

Ser alemão vai além da cor da pele. Projeto multimídia 'Schwarz Rot Gold' reúne perfis de alemães negros com o objetivo de combater o racismo no país. "O problema não é apenas o radicalismo de direita, mas também a sociedade que o tolera", diz cineasta.

Marie Nejar é uma elegante e dinâmica senhora de 85 anos. Ela fala alemão com sotaque de Hamburgo e veste um vestido preto com gola de renda branca. É uma típica avó alemã – e é negra. "Sou uma alemã típica, fui criada de maneira prussiana pela minha querida avó", diz. Nejar é um dos dez afro-alemães que o jornalista Jermain Raffington e sua esposa, a psicóloga Laurel Raffington, entrevistaram para o projeto Schwarz Rot Gold (Preto, Vermelho e Dourado, em alusão às cores da bandeira alemã). A avó de Nejar vinha de uma família burguesa e se apaixonou por um martinicano, e o pai de Nejar era de Gana. Ela cresceu no bairro de St. Pauli, em Hamburgo, e sobreviveu ao nazismo, também graças ao esforço de muitos alemães que aceitaram e protegeram Nejar. Em filmes de propaganda nazista, ela desempenhou o papel de comparsas exóticos. Depois da guerra, trabalhou como enfermeira. Já Theodor Wonja Michael, nascido em 1925, filho de uma alemã e de um africano de Camarões, antiga colônia germânica, sabe bem como é ter a origem sempre questionada devido à cor da pele. "Sou negro. Mas o que está por baixo desta pele?", pergunta. Quando criança, ele já era vítima de racismo. Depois que a mãe morreu, durante a República de Weimar, teve que participar dos chamados Völkerschauen (zoológicos humanos). Mais tarde, trabalhou como ator, jornalista e para o Departamento Federal de Informações da Alemanha (BND).

De maneira inteligente e sensível, os perfis de Schwarz Rot Gold retratam o racismo do passado. Mas ainda hoje muitos no país têm dificuldade em aceitar que a identidade alemã não é definida apenas pela cor da pele. "Você não é diferente, você só é visto de maneira diferente", diz Michael em seu vídeo de 15 minutos.

A cultura afro-alemã faz parte da história do país há gerações. Porém, a sociedade de maioria branca mal sabe disso – uma das razões pelas quais Jermain começou o projeto. Outra motivação do diretor é bastante pessoal: filho de uma alemã e de um jamaicano, ele cresceu em Hamburgo e se tornou jogador profissional de basquete. Constantemente ele é questionando "de onde vem, realmente" e se pergunta sobre a própria identidade. "Eu buscava exemplos positivos além de clichês." Inicialmente o projeto previu dez perfis, e os primeiros cinco já estão prontos. Eles mostram afro-alemães que, com sua trajetória de vida, podem ser justamente esses exemplos positivos que Raffington buscava. O jogador de futebol Jérome Boateng já aceitou participar, assim como Kevin John Edusei, principal maestro da Orquestra Sinfônica de Munique, além de uma professora universitária e um capitão da Bundeswehr (Forças Armadas Alemãs).

"Somos todos alemães, porque vivemos aqui, não importa se somos azuis, amarelos, verdes ou pretos", diz Patrick Mushatsi-Kareba, diretor de uma grande plataforma online de música e outro dos retratados no projeto. Formado em Ciências Políticas, ele cresceu em Frankfurt, e o pai, natural do Burundi, abandonou a família cedo. A mãe, italiana, logo se casou de novo. Apesar de viver num ambiente multicultural, ele também sofreu rejeição e hostilidade. Ele vê a educação como a única maneira de mudar isso. "Hoje em dia nenhuma sociedade pode se permitir dizer, 'somos tolerantes, mas...'" O projeto Schwarz Rot Gold é apoiado pelo Ministério do Exterior alemão e pela iniciativa DeutschPlus, entre outros. Os perfis registrados por Jermain e Laurel Raffington mostram uma parte da sociedade alemã que ainda é praticamente ignorada pela maioria. "O problema não é apenas o radicalismo de direita, mas também a sociedade que o tolera", afirma Raffington.

(Fonte: DW)