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Ciclo de Palestras de História

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 Marcadores: ,

A Casa da Juventude - Associação Cultural Gramado - recebeu, na tarde de sábado (13), mais duas palestras do ciclo sobre história militar promovido pelo Núcleo de Estudos de História Militar Vae Victis. Foram apresentados os painéis "Drones, UAVs, Robôs e o futuro da guerra" e "O Brasil na Ia Guerra Mundial". O evento teve a parceria da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB) e da Delegacia FAHIMTB Gen. Francisco de Paula Cidade.

Ficção científica vira realidade

O primeiro palestrante foi Fabricio Gustavo Dillenburg, delegado regional da FAHIMTB e diretor do Núcleo Vae Victis. Em sua explanação, Fabricio discorreu acerca de drones, que são dispositivos (aviões, unidades terrestres etc) guiados remotamente, e robôs, esses totalmente autônomos em relação a comandos humanos. Essas tecnologias são, para Dillenburg, tão revolucionárias quanto a bomba atômica.

Fabricio explicou que a tecnologia militar está sempre 10 ou 20 anos à frente da utilizada para fins civis. Ele garante que filmes tais como "O exterminador do futuro" deixaram de ser ficção. As principais potências militares já possuem diversos projetos e equipamentos fantásticos, desde os conhecidos drones de combate aéreo americanos até androides (robôs em forma humana) que conseguem adquirir energia por sua própria conta na natureza. E tudo isso já funcionando ou para ser colocado em ação até o fim desta década. Já existem, segundo Fabricio, protótipos de robôs que desenvolvem a própria linguagem, a qual, posteriormente, precisa ser decifrada pelo pesquisador. "Isso altera o conceito de guerra. No momento que tu tens um ser mecânico autônomo operando no campo de batalha, o ser humano fica em segundo plano. Isso muda uma evolução de mais de 10 mil anos da sociedade humana na guerra", argumentou Fabricio.

A finalidade desses dispositivos é poupar vidas em batalha, mas seu desenvolvimento tem muitas implicações éticas. "A máquina não é impelida por questões morais e éticas. Para um robô, não há diferença entre um idosa descansando em uma cadeira e um blindado; ambos são apenas números para ele", ponderou Dillenburg.

Fatos históricos pouco difundidos

Muitas pessoas não sabem, mas o Brasil teve uma considerável participação na Primeira Grande Guerra (1914-1918), conflito que colocou frente a frente as principais potências da época, deixando quase 20 milhões de mortos. Este foi o tema abordado pelo Coronel Luiz Ernani Caminha Giorgis, Presidente da FAHIMTB/ RS.

O Brasil entrou na guerra ao lado de Estados Unidos, França e Reino Unido após ter navios afundados por submarinos alemães. O país contribuiu com alguns aviadores, uma junta médica que serviu na França, uma missão naval e um grupo de oficiais que comandaram divisões do exército francês. Um destes, o Tenente José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque chegou a comandar, com sucesso, unidades compostas por carros de combate, uma novidade militar da época. No entanto, ao contrário da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), não houve desembarque de tropas de infantaria brasileira em solo europeu.

Houve diversas repercussões internas no período da guerra. Destaque para a questão dos imigrantes alemães, que sofreram forte perseguição. Além disso, descendentes de europeus chegaram a servir pelas nações de origem de suas famílias. "Apesar de ter sido proibido se alistar jio exterior, muitos descendentes de europeus, principalmente italianos, ainda tinham a cidadania do pais europeu e foram lutar por ele", explicou o Coronel Caminha.

(Fonte: Jornal Integração, Canela)

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