Header image

Morre Udo Jürgens

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sexta-feira, 26 de dezembro de 2014 Marcadores: , 0 comentários

Cantor e compositor Udo Jürgens morre aos 80 anos. Udo Jürgens foi um dos responsáveis pela divulgação da música pop em língua alemã a partir da década de 1960. Em mais de 50 anos de carreira, escreveu mais de mil canções e vendeu mais de 100 milhões de cópias.

Ele foi um dos cantores de maior sucesso da língua alemã, sendo conhecido não somente na Europa, mas também no Japão e África do Sul. Neste domingo (21/12), o cantor e compositor austro-suíço Udo Jürgens morreu de ataque cardíaco em Gottlieben, no cantão suíço de Thurgau.

Em mais de 50 anos de carreira, Jürgens escreveu mais de mil canções e vendeu mais de 100 milhões de cópias. O cantor nasceu na Áustria, tendo adquirido adicionalmente a cidadania suíça em 2007.
Udo Jürgens foi um dos responsáveis pela divulgação da música pop em língua alemã a partir da década de 1960. Internacionalmente, ele passou a ser conhecido após vencer o Festival Eurovisão da Canção de 1966, com uma das baladas mais marcantes de seu repertório: Merci, Chérie.

(Fonte: DW)

Ciclo de Palestras de História

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 Marcadores: , 0 comentários

A Casa da Juventude - Associação Cultural Gramado - recebeu, na tarde de sábado (13), mais duas palestras do ciclo sobre história militar promovido pelo Núcleo de Estudos de História Militar Vae Victis. Foram apresentados os painéis "Drones, UAVs, Robôs e o futuro da guerra" e "O Brasil na Ia Guerra Mundial". O evento teve a parceria da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (FAHIMTB) e da Delegacia FAHIMTB Gen. Francisco de Paula Cidade.

Ficção científica vira realidade

O primeiro palestrante foi Fabricio Gustavo Dillenburg, delegado regional da FAHIMTB e diretor do Núcleo Vae Victis. Em sua explanação, Fabricio discorreu acerca de drones, que são dispositivos (aviões, unidades terrestres etc) guiados remotamente, e robôs, esses totalmente autônomos em relação a comandos humanos. Essas tecnologias são, para Dillenburg, tão revolucionárias quanto a bomba atômica.

Fabricio explicou que a tecnologia militar está sempre 10 ou 20 anos à frente da utilizada para fins civis. Ele garante que filmes tais como "O exterminador do futuro" deixaram de ser ficção. As principais potências militares já possuem diversos projetos e equipamentos fantásticos, desde os conhecidos drones de combate aéreo americanos até androides (robôs em forma humana) que conseguem adquirir energia por sua própria conta na natureza. E tudo isso já funcionando ou para ser colocado em ação até o fim desta década. Já existem, segundo Fabricio, protótipos de robôs que desenvolvem a própria linguagem, a qual, posteriormente, precisa ser decifrada pelo pesquisador. "Isso altera o conceito de guerra. No momento que tu tens um ser mecânico autônomo operando no campo de batalha, o ser humano fica em segundo plano. Isso muda uma evolução de mais de 10 mil anos da sociedade humana na guerra", argumentou Fabricio.

A finalidade desses dispositivos é poupar vidas em batalha, mas seu desenvolvimento tem muitas implicações éticas. "A máquina não é impelida por questões morais e éticas. Para um robô, não há diferença entre um idosa descansando em uma cadeira e um blindado; ambos são apenas números para ele", ponderou Dillenburg.

Fatos históricos pouco difundidos

Muitas pessoas não sabem, mas o Brasil teve uma considerável participação na Primeira Grande Guerra (1914-1918), conflito que colocou frente a frente as principais potências da época, deixando quase 20 milhões de mortos. Este foi o tema abordado pelo Coronel Luiz Ernani Caminha Giorgis, Presidente da FAHIMTB/ RS.

O Brasil entrou na guerra ao lado de Estados Unidos, França e Reino Unido após ter navios afundados por submarinos alemães. O país contribuiu com alguns aviadores, uma junta médica que serviu na França, uma missão naval e um grupo de oficiais que comandaram divisões do exército francês. Um destes, o Tenente José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque chegou a comandar, com sucesso, unidades compostas por carros de combate, uma novidade militar da época. No entanto, ao contrário da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), não houve desembarque de tropas de infantaria brasileira em solo europeu.

Houve diversas repercussões internas no período da guerra. Destaque para a questão dos imigrantes alemães, que sofreram forte perseguição. Além disso, descendentes de europeus chegaram a servir pelas nações de origem de suas famílias. "Apesar de ter sido proibido se alistar jio exterior, muitos descendentes de europeus, principalmente italianos, ainda tinham a cidadania do pais europeu e foram lutar por ele", explicou o Coronel Caminha.

(Fonte: Jornal Integração, Canela)

Guirlandas e Velas

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 7 de dezembro de 2014 Marcadores: 0 comentários

Casas decoradas, o clima natalino paira no ar. Na Alemanha, o Advento é celebrado com as tradicionais coroas com velas e também com o calendário que contar os dias que antecedem o Natal. A palavra Advento é de origem latina e significa chegada, vinda. É o tempo de preparação para o Natal, a chegada de Jesus. E marca também o início do Ano da Igreja. Para muitos, essa é uma época de renovar os sentimentos, deixar para trás as tristezas, colocar as coisas em ordem, arrumar e limpar a casa, um período de expectativa e de alegria pela comemoração do nascimento de Jesus Cristo que se aproxima. Há relatos de que o Advento começou a ser celebrado em várias partes do mundo, entre os séculos 4º e 7º. Mas a primeira referência ao tempo de Advento vem da Espanha, quando no ano de 380 o Sínodo de Saragossa determinou uma preparação de três semanas para a Epifania, data que lembra a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus.

Quem contribui para o encanto desta fase de preparação para o Natal são as coroas de Advento, ou guirlandas. Geralmente feitas com ramos de pinheiro e decoradas com fitas vermelhas, elas possuem quatro velas, que vão sendo acesas, uma a uma, a cada domingo do Advento. A origem dessas coroas vem de uma tradição pagã europeia. Conta-se que, na escuridão do inverno, ao redor de folhas eram acesas velas que simbolizavam o "fogo do deus sol" com a esperança de que sua luz e seu calor voltassem. E para evangelizar as pessoas, os primeiros missionários aproveitaram a tradição, dando novo significado a esse costume. Sua forma circular simboliza união, além do amor de Deus, que é eterno, sem início e nem fim, e representa o nosso amor a Deus e ao próximo, que deve ser assim também. Os ramos verdes representam a esperança da vinda de Cristo. E as quatro velas lembram as quatro semanas do Advento. A medida em que elas são acesas, representam a chegada de Jesus, luz do mundo. Os alemães são conhecidos por planejarem seus compromissos com antecipação. Por isso, é comum encontrar diversos tipos de calendários nas lojas da Alemanha. Mas há um calendário feito especialmente para contar de maneira divertida os dias que antecedem o Natal. É o Adventskalender, que possui janelinhas numeradas de 1 a 24 e em cada uma há uma surpresa. Eles podem ser de madeira, tecido ou papelão, ter diversos formatos e tamanhos, podem ser confeccionados em casa ou comprados, pois são vendidos em muitos lugares. O Adventskalender serve principalmente para que as crianças vivam aos poucos a expectativa do Natal e aprendam que tudo tem seu tempo certo, controlando a ansiedade de querer abrir todas as janelinhas ou caixinhas de uma só vez. E também ajuda a amenizar a vontade de receber o presente antes do Natal. Sua origem não é definida, mas os primeiros exemplos de calendários de Advento surgiram nas famílias luteranas da Alemanha do século 19. O costume era fazer 24 riscos com giz na parede e ir apagando um a cada dia. Também eram feitos quadros com 24 mensagens bíblicas, para ler e refletir a cada dia sobre uma delas. No início do século 20 começaram a ser produzidos os calendários de Advento impressos. Em 1920, o alemão Gerhard Lang produziu o primeiro calendário com portinhas. A inspiração deve ter vindo de sua infância, pois a mãe dele sempre fazia um Adventskalender com 24 biscoitinhos sobre um papelão. Na década de 1950 surgiram os calendários com gavetas e chocolates. E depois, além dos doces, os calendários passaram a ter pequenos presentes.

Esta forma divertida de esperar o Natal também serve para os adultos. Há calendários feitos especialmente para os grandinhos, com chocolates recheados de licor. E até alguns prédios se transformam em gigantes calendários nessa época. Também existem cartões com pequenas janelinhas numeradas. E calendários online, que só mostram a surpresa virtual se o usuário clicar a janela no dia correto. Este também é o período das feirinhas de Natal, Weihnachtsmarkt. E muitas nem esperam chegar o Advento para invadirem as praças alemãs e contagiarem a todos com suas luzes, tendinhas decoradas e guloseimas deliciosas. O mês de dezembro na Alemanha também traz um aroma especial de biscoitos caseiros feitos em família, com ajuda indispensável das crianças. Este doce costume faz parte do Advento. Há diversos tipos de Weihnachtsplätzchen, por exemplo os Springerle, biscoitos de anis que são uma das receitas alemãs mais antigas; os Butterplätzchen, biscoitos de manteiga; os Zimtsterne, em forma de estrela com sabor de canela e um toque de amêndoas. Um dia importante também é 6 de dezembro, dia de São Nicolau, Nikolaustag, considerado o verdadeiro Papai Noel. No dia anterior, as crianças deixam os sapatinhos fora de casa para que ele coloque presentes ou guloseimas. E em homenagem ao bom velhinho, nesse mesmo dia, são assados os biscoitos Spekulatius, que têm esse nome por causa do apelido de São Nicolau, "especulador". Os formatos podem ser de moinho, elefante, cisnes, e outros elementos que fazem parte da história de São Nicolau. 

E como o inverno europeu começa nesse período, para espantar o frio as pessoas tentam deixar seus lares mais aconchegantes, enfeitando-os com luzes, velas e colocando adesivos com motivos natalinos nas janelas que podem ser vistos por quem passa na rua. Os pinheiros enfeitados aparecem no comércio e nos escritórios, mas em casa a decoração do pinheirinho é uma tarefa para a véspera de Natal. Esses são alguns costumes mantidos por diversas gerações. Tudo para comemorar o nascimento de Jesus Cristo, celebrando também a paz, o amor e a união.

(Fonte: DW)

Sismologia no Brasil

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 2 de dezembro de 2014 Marcadores: 0 comentários

O recém inaugurado site da Rede Sismográfica Brasileira corre o risco de ficar desatualizado já no próximo ano, por falta de recursos. O financiamento do projeto que monitora e mapeia terremotos no Brasil termina este ano. Para manter o monitoramento, integrantes da iniciativa buscam novas parcerias. O projeto iniciado em 2008, do qual fazem parte o Observatório Nacional, a Universidade de São Paulo, a Universidade de Brasília e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, custou cerca de 25 milhões de reais, financiados pela Petrobras, e contou com a integração e instalação de estações sismográficas em todo o Brasil. "A sismologia no país era fragmentada. Agora a rede permite fazer um monitoramento mais extensivo do Brasil, temos uma cobertura mais homogênea de estações que possibilitam entender aonde ocorrem os sismos", conta o geofísico da USP Marcelo Bianchi. Os dados recolhidos por cerca de 80 estações espalhadas pelo país são disponibilizados, quase em tempo real, no site da rede, que foi inaugurado no final de novembro.

Mas todo esse esforço para monitorar tremores de terra em território brasileiro pode acabar sucateado, caso o projeto não receba mais recursos. "Os equipamentos estão comprados, mas precisam de manutenção. Além disso, é necessário dinheiro para pagar a transmissão de dados. À medida que não temos mais financiamento, o projeto vai começar a parar. Os sismos não acontecem sempre, mas de tempos em tempos. Por isso, precisamos ter um monitoramento constante para entender melhor esses eventos", conta Bianchi. Segundo o geofísico do Observatório Nacional Sergio Fontes, seriam necessários cerca de 6 milhões de reais por ano para a manutenção da rede. As instituições estão tentando apoio junto ao Ministério de Ciência e Tecnologia e ao Serviço Geológico do Brasil.
"O projeto vai ter uma sobrevida, pois os equipamentos são novos, mas a tendência é ir deteriorando até ficar num estado quase morto. Esse é um grande problema do Brasil, onde é mais fácil conseguir recursos para iniciar um projeto novo do que para manter uma atividade que já foi implantada com investimento público", diz Fontes. Apesar de não ser um país de grandes terremotos, abalos sísmicos ocorrem com frequência em algumas regiões, como no nordeste e sudeste, especialmente no estado de Minas Gerais.

Tremores de magnitude 4, por exemplo, ocorrem aproximadamente uma vez por mês no país. Os de magnitude 5 ocorrem a cada cinco anos e os mais fortes, de magnitude 6, acontecem a cada 50 anos, sendo que o último foi registrado em 1955 no Mato Grosso. "O Brasil não é um local de grandes atividades sísmicas, mas se um evento de magnitude 6 ocorrer em áreas bastante habitadas, pode causar grandes problemas e destruição, especialmente num país que não tem preocupação com a atividade sísmica", reforça Fontes. Para pesquisadores, identificar onde, como e quando esses fenômenos ocorrem contribui para descobrir suas causas. Além da pesquisa, os dados coletados pelas estações sismográficas e disponíveis no site da rede podem ser utilizados para elaborar mapas de risco sísmico, fundamentais para planejar a construção de usinas hidrelétricas ou nucleares. Essas informações também auxiliam na descoberta de recursos naturais, como petróleo e diamantes. Os sinais do percurso do sismo pelo interior da terra oferecem informações sobre a sua estrutura e espessura. Esses dados podem dar pistas sobre elementos presentes no solo da região.

Interessante é que a informação está em um site de base alemã. No Brasil, alguém viu essa notícia?

(Fonte: DW)