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Cursos de Danças 2014

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sexta-feira, 31 de janeiro de 2014 Marcadores: , 0 comentários

A ACG/Casa da Juventude completou o terceiro curso de danças folclóricas alemãs da temporada. O anterior ocorreu tendo como público-alvo facilitadores para a categoria adulta, e contou com 44 participantes. O último curso desta etapa foi voltado para coordenadores de grupos infanto-juvenis, e contou com 27 participantes.

A professora convidada da Alemanha Birgit Kleinekampmann foi a responsável pelas danças folclóricas, num total de 36 danças. Os participantes vieram do RS e SC, e são coordenadores e integrantes de grupos filiados na ACG.

Além das próprias danças, houve oficinas de "Liderança de grupos", com a psicóloga Maria da Graça Kraemmer, "Danças de Salão" com o prof. Ms. Antônio Xavier (pesquisador e divulgador do folclore brasileiro), "Produção e viabilização de projetos culturais", com Juliano Müller de Oliveira, uma palestra sobre "Mitologia Nórdica na Construção Cultural Alemã", com o historiador Fabricio Gustavo Dillenburg (AHIMTB/IHTRGS) e uma palestra sobre "Trajes Típicos", Prof. Helder John.

Parabéns por mais esta conqusita, e  deixamos nossos agradecimentos a todos pela participação.

Túnel da Ciência

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 28 de janeiro de 2014 Marcadores: , 0 comentários

Para celebrar a Temporada da Alemanha no Brasil, a cidade de São Paulo recebe a mostra global “Túnel da Ciência Max Planck”. Inédita no Brasil, a exposição estará aberta ao público a partir desta quinta-feira (30), até o dia 21 de fevereiro de 2014, no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo. O Túnel da Ciência, realizado pela Sociedade Max Planck, aborda os grandes temas da pesquisa básica desde o seu ponto de partida, mostrando as possibilidades e oportunidades científicas e tecnológicas para as inovações mais transformadoras do futuro. Com entrada gratuita e direcionada ao público acima de 12 anos, trata-se da maior e mais interativa exposição do mundo na área de educação para as ciências.

Na solenidade de abertura da exposição, realizada nesta quarta-feira (29), o vice-presidente da Sociedade Max Planck, Stefan Marcinowski, ressaltou o papel estimulador da atração: “Esperamos que nossa exposição sirva de inspiração para  que as novas gerações façam pesquisa básica. A pesquisa que fazemos na Sociedade Max Planck é a base para muitas inovações”, lembrando que saíram da instituição 17 Prêmios Nobel em diversas áreas científicas.

O cônsul da Alemanha em São Paulo, Friedrich Däuble, destacou que a vinda do Túnel ao Brasil reforça a parceria em ciência e inovação entre os dois países, e que, através dela, “os jovens podem conhecer desde cedo o mundo fascinante da ciência”. [...]

Criado em 2000, o Túnel da Ciência já visitou 20 países nos cinco continentes e recebeu mais de nove milhões de pessoas em suas três versões. A versão 3.0, que será apresentada no Brasil, é a mais recente – lançada na Rússia em 2013 – e está distribuída em oito módulos de conteúdo extenso e profundo, todos no limite dos conhecimentos científicos atuais: Universo – dos quarks ao cosmo; Matéria – design do mundo microscópico; Vida – dos elementos aos sistemas; Complexidade – dos dados à compreensão; Cérebro – fábrica de maravilhas na cabeça; Saúde – pesquisa para a medicina do futuro; Energia – vida no Antropoceno; e Sociedade – o mundo em mobilidade.

A exposição apresenta os temas em formato interativo e multimídia. São imagens, gráficos, exposições, vídeos de entrevistas e animações. Ao final da visita, os milhares de visitantes terão a oportunidade de propor suas próprias perguntas ao futuro e enviá-las por meio do Túnel da Ciência em uma viagem pelo mundo, interagindo, posteriormente, com todas as outras sedes do evento.

(Fonte: Brasil-Alemanha News)

Gisela Eichbaum

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 Marcadores: , 0 comentários

Um dos grandes nomes da abstração lírica brasileira, artista nascida na Alemanha ganha em São Paulo primeira grande retrospectiva de sua sensível produção artística. 

Em cartaz em São Paulo, Canções sem Palavras é a maior exposição dedicada ao trabalho de Gisela Eichbaum. Nascida na Alemanha em 1920, a pintora, aquarelista e desenhista fugiu com a família da Alemanha nazista e se instalou no Brasil em 1935. "Trabalho na catalogação da obra de Eichbaum desde 1997. São mais de 2.500 obras registradas. A retrospectiva mostra vários períodos de seu trabalho, que transformaram a obra de Gisela no abstracionismo 'final', marca mais conhecida de toda a sua trajetória", disse o curador da exposição, Antonio Carlos Suster Abdalla, em entrevista à DW Brasil. Em seus mais de 50 anos de carreira, a artista, morta em 1996, buscou sempre coerência e harmonia, já que sua vida profissional foi inteiramente dedicada aos desenhos, pinturas e outros trabalhos artísticos. A exposição marca também o lançamento do livro Gisela Eichbaum – Canções sem Palavras, que além de reproduzir as 55 obras expostas em São Paulo também mostra mais de uma centena de outros trabalhos da artista.

Gisela Eichbaum nasceu na Alemanha, mas desenvolveu toda sua carreira no Brasil. No entanto, seus trabalhos iniciais têm grande influência das vanguardas alemãs, principalmente sua fase expressionista. "Não há como uma pessoa sensível ficar alheia ao de seu tempo. Ela nasceu em um período de vanguarda radical e de consolidação do expressionismo – tendência vibrante na Alemanha nas três primeiras décadas do século passado", explicou o curador. Além das vanguardas, seu trabalho também foi muito influenciado pela música. Eichbaum chegou a seguir carreira como pianista. Na Alemanha, seus pais formavam um popular duo, além de serem reconhecidos professores. Depois da mudança para o Brasil, eles continuaram atuando na área. "Por problemas de saúde – fragilizada pelas condições anteriores à sua saída da Alemanha – a jovem Gisela vê naufragarem seus planos como musicista profissional e vai enveredar – e se apaixonar – pela pintura, iniciando uma carreira fértil e sólida", contou Abdalla.

As linhas e formas de seu trabalho foram descritas pelos críticos e intelectuais como musicais. "Gisela editou, nos anos 1980, um primeiro e pequeno livro que levou esse título [Canções sem palavras]. Era uma declaração de amor à obra homônima de Mendelssohn. O livro atual foi uma espécie de homenagem àquele primeiro volume". Desde 1952, o trabalho de Eichbaum esteve presente em exposições e coleções nacionais e internacionais, um período de grande criatividade na arte paulistana. "A vida cultural de São Paulo 'fervilhava' de artistas das mais diversas nacionalidades e se internacionalizava, com a inauguração da 1ª Bienal, em 1951. Foi um período formador e intenso", disse o curador. Suas obras mais figurativas, com grande influência do expressionismo, tinham como forte característica seu excelente desenho – ela ganhou duas vezes o prêmio de desenhista do ano, conferido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte – e sua sensibilidade em trabalhar com a aquarela.

A partir dos anos 1970, ao lado de nomes como Yolanda Mohalyi, Manabu Mabe, Wega Nery, Henrique Boese e Tomie Ohtake, ela se tornou uma das mais importantes representantes da abstração lírica, que se inspirava no instinto, no inconsciente e na intuição para expressar um jogo de formas orgânicas e cores vibrantes. "A 'dissolução' da figura fez surgir uma excelente artista lírico-abstrata. Mas tudo, evidentemente, ancorado no fato de ser uma desenhista talentosíssima. Do desenho (em preto e branco) foi um passo certeiro para a pintura sobre papel (como uma colorista de grande requinte e sensibilidade)", afirmou Abdalla. Recentemente, a obra de Eichbaum, caracterizada por um exímio colorismo – o máximo de expressão por meio de equilíbrio e graduação de valores cromáticos – esteve presente na exposição Olhando mais para frente do que para trás... – O Exílio de Língua Alemã no Brasil 1933-1945, em Frankfurt, e deve em breve chegar às principais capitais brasileiras. Presente em acervos de museus como a Pinacoteca do Estado e Museu de Arte Moderna de São Paulo, a expressão artística de Gisela Eichbaum tem agora uma rara retrospectiva. Uma ocasião única para apreciar "canções" feitas de formas e cores.

A exposição "Gisela Eichbaum – Canções sem Palavras" está em cartaz na Galeria Berenice Arvani em São Paulo até 20 de dezembro.

(Fonte: DW)

Dia Nacional do Fusca

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 21 de janeiro de 2014 Marcadores: , 0 comentários

O Brasil comemorou, nesta segunda-feira (20), o Dia Nacional do Fusca. Fabricado em território brasileiro a partir de 1959, o Volkswagen Sedan – este era seu nome oficial – logo tornou-se um modelo muito popular no País.

De acordo com a montadora, a combinação de baixo custo de aquisição e manutenção com uma resistência capaz de afrontar os caminhos e condições de uso mais difíceis transformou logo o pequeno Volkswagen em ponta de lança da motorização do Brasil.

"Mais de uma geração de motoristas brasileiros aprendeu a dirigir em um Fusca e optou por ele ao adquirir seu primeiro carro. Com mais de 3 milhões de unidades produzidas no Brasil, o Fusca hoje é um ícone nacional. Ao mesmo tempo em que exemplares bem conservados ou restaurados são disputados por colecionadores, dezenas de milhares continuam sendo usados no dia a dia como meio de transporte ou ferramenta de trabalho, seja nas grandes metrópoles, seja no interior do país", diz a Volkswagen em comunicado.

Embora seja nacionalmente conhecido pelo apelido Fusca, o carro também ganhou outras denominações de âmbito regional, como Fuca, no Rio Grande do Sul, e Fuqui, no Paraná. Ao redor do mundo, a semelhança do carro com um besouro levou à consagrada designação como Beetle.

Os primeiros Volkswagen Sedan, fabricados na Alemanha, chegaram ao Brasil em 1950. O carro começou a ser montado no País, com componentes importados, já em 1953, mas a produção nacional de fato começou em 1959, na primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha, em São Bernardo do Campo, onde seriam feitas mais de 3 milhões de unidades. A história do Fusca no Brasil tem uma particularidade: o retorno da fabricação em 1993, sete anos após sua paralisação, em 1986. A pedido do então presidente da República, Itamar Franco, o carro voltou a ser produzido, em uma versão movida exclusivamente a etanol, e parou de ser fabricado em 1996.

1º Curso de Dança 2014

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 12 de janeiro de 2014 Marcadores: , 0 comentários

Encerra-se hoje o primeiro curso de qualificação de instrutores de Dança Folclórica Alemã, de 2014, na Associação Cultural Gramado / Casa da Juventude.

Atuando neste e nos outros cursos deste início de ano, estão o Sr. Erwin Eickhoff da cidade de Sauensiek e a dançarina Birgit Kleinekampmann da cidade de Hollenstedt, ambos do estado de Niedersachsen, Alemanha. Os professores convidados atuarão nos cursos adultos; o curso infanto-juvenil será ministrado pela professora Birgit, que está preparando em torno de 30 danças que serão trabalhadas neste que será o terceiro curso da temporada.

Com o atividades complementares, diversas palestras e oficinas trouxeram informações sobre a cultura alemã, além de fornecer aspectos práticos para o gerenciamento dos grupos de dança.

A todos os participantes, nosso muito obrigado.

Noite de Mitologia Nórdica

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quinta-feira, 9 de janeiro de 2014 Marcadores: , , , , 0 comentários

Na noite do dia 08 de janeiro, o Núcleo de Estudos de História Militar, através de seu coordenador, o historiador F.G. Dillenburg, realizou uma pequena apresentação sobre Mitologia Nórdica e sua importância na composição cultural alemã, para a turma que está em Gramado participando de um curso de Danças Folclóricas Alemãs.

A apresentação, que forneceu elementos para a introdução ao tema, aconteceu na Associação Cultural Gramado/Casa da Juventude, sob o comando de Dieter Kleine. Foram exibidas diversas imagens para ilustrar a exposição, bem como um divertido vídeo para o fechamento da fala.

Agradecemos a todos os participantes, pelo seu interesse em conhecer mais sobre a história de origens remotas de sua cultura, direta ou indireta.

Grupo Zero: Exposição

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 5 de janeiro de 2014 Marcadores: , , 0 comentários

Aberta em dezembro na Fundação Iberê Camargo de Porto Alegre, a exposição Zero, que reúne 24 artistas europeus e latinos direta ou indiretamente ligados ao movimento homônimo alemão, criado em 1957, chega em março a São Paulo. A mostra será montada na Pinacoteca do Estado com obras históricas assinadas pelos fundadores do Zero, Heinz Mack e Otto Piene, ambos vivos, e de artistas que tiveram seus nomes vinculados às propostas revolucionárias da dupla alemã, entre eles o francês Yves Klein (1928-1962), o italiano Piero Manzoni (1933- 1963), o argentino Lucio Fontana (1899-1968), o venezuelano Jesús Rafael Soto (1923-2005) e os brasileiros Almir Mavignier e Lygia Clark (1920-1988).

Com curadoria da historiadora de arte Heike van den Valentyn, de Colônia, a mostra integra o calendário da Temporada Alemanha + Brasil 2013- 2014, contando com a parceria do Goethe-Institut da Alemanha e apoio do Ministério NRW e Pro Helvetia. É uma rara oportunidade de comprovar a convergência das propostas do Zero e da arte brasileira de tendência concretista. A relação, porém, não é direta, como bem observa o crítico Paulo Venancio Filho no catálogo da mostra, especialmente se for considerado o período em que surge o Zero, quando o Brasil assume o papel de satélite da cultura norte-americana, escapando aos poucos da influência europeia.

É certo que a ressonância das ideias da dupla Mack e Piene, estabelecidos em Düsseldorf, atingiu o Brasil num momento em que o abstracionismo informal dava sinais de exaustão na Europa. O País vivia, então, um momento de afirmação de sua modernidade com a construção de Brasília e a sedimentação do movimento concreto. O desenvolvimento tecnológico, segundo Venancio Filho, desempenhou um papel fundamental na difusão do pensamento de Mack e Piene no Brasil. Novos materiais - resinas, plásticos, tinta acrílica - exigiam dos artistas, no fim dos anos 1950, uma sintonia com a realidade industrial. Duas peças que estão na mostra Zero, da artista carioca Lygia Clark, ligada ao grupo neoconcreto, confirmam que não era aleatória a escolha de materiais como o alumínio (usado no "bicho" Relógio do Sol, de 1960 (imagem acima).

Na mesma época, outro brasileiro, Almir Mavignier, integrou-se ao grupo alemão em 1961, na sétima "exposição noturna" do Zero (algumas realizadas no pequeno ateliê de Mack e Piene). Três anos antes, Yves Klein, que viria a ser um dos principais mentores do grupo, lá apresentou um de seus trabalhos monocromáticos radicais, de um azul intenso, tonalidade vista pelo crítico inglês John Anthony Thwaites (1909-1981) como um "céu noturno sem dimensão, material ou peso". A criação desse espaço por Klein impressionou Otto Piene. O alemão, conhecido por suas experiências com luz, identificou outro artista, além de Klein, capaz de criar uma nova dimensão espacial: Lucio Fontana. Pesquisador incansável, o artista argentino usava fontes de luz atrás das telas perfuradas dos seus "concetti spaziali" para produzir projeções cintilantes no espaço, como lembra a curadora Heike van den Valentyn.

À primeira vista, pode parecer deslocada a presença na mostra de artistas como Barsotti, Lygia Clark e a venezuelana de origem alemã Gego (1912-1994), mas a curadora justifica a inclusão: "É possível estabelecer diversos paralelos entre o alemão Zero e o grupo neoconcreto brasileiro". Os neoconcretos, recusando o "objetivismo mecânico" dos concretos paulistas, estariam próximos de Mack e Piene por rejeitar o racionalismo dos concretos europeus - e nunca é demais lembrar que a dupla participou de uma mostra organizada por Max Bill na Züricher Helmhaus, em 1960.

Por essa época, duas tendências marcaram claramente a divisão entre os artistas vinculados ao Zero, segundo Otto Piene: "A tendência idealista, focada em promover a alteração de objetos e seres humanos, do escuro para o claro, e o novo realismo francês (Yves Klein, Tinguely, Arman e outros)". Mack e Piene eram, claro, os idealistas. Juntou-se a eles Günther Uecker. Os três apresentaram, em 1964, um salão de luz na Documenta de Kassel. O trio realizaria ainda outras mostras conjuntas até optar por carreira solo nos anos 1970 (em 1971, Uecker ganharia o prêmio da crítica na Bienal de São Paulo).

O Zero acabou em 1966 com uma performance: um carro em chamas lançado ao Reno. Foi uma centelha legada às novas gerações, um desafio à arte institucionalizada. A estética da luz e movimento deu frutos e pode ser vista até 2 de março em Porto Alegre. A mostra, que passou antes pelo Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, será aberta dia 3 de abril na Pinacoteca, em São Paulo. 

(Fonte: Estadão)

Crise Migratória Alemã

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quinta-feira, 2 de janeiro de 2014 Marcadores: 0 comentários

A permissão para romenos e búlgaros trabalharem livremente dentro da União Europeia desde a virada do ano abriu a primeira crise no recém-criado governo da chanceler alemã, Angela Merkel. O novo ministro do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, do SPD (Partido Social-Democrata), atacou ontem a posição do CSU (União Social Cristã) contra a chegada de imigrantes europeus. "O livre movimento de trabalhadores é parte vital da integração europeia e a Alemanha tem se beneficiado imensamente e certamente muito mais que outros", afirmou o ministro a um jornal alemão.

O conservador CSU é co-irmão do CDU (União Democrata Cristã), partido de Merkel. Em seu terceiro mandato desde dezembro, ela teve de se aliar ao SPD, então na oposição, para poder governar com maioria no Parlamento. Agora, precisa contornar a primeira crise. O CSU havia defendido no começo da semana, entre outras coisas, medidas contra o que chama de "abuso" de imigrantes europeus em busca de benefícios do governo. A legenda disse que o comportamento da UE tem sido "desastroso".

O pano de fundo da discórdia é a mudança de regras para Romênia e Bulgária. Os dois países entraram em 2007 na UE, mas só a partir deste ano seus cidadãos ganharam livre trânsito para trabalhar em países como Alemanha, Reino Unido e França. Como são as duas nações mais pobres do bloco, há um temor de uma invasão de búlgaros e romenos em busca de emprego. Estima-se, por exemplo, que 370 mil pessoas desses países vivam hoje na Alemanha –há estudos que apontam agora um fluxo de até 180 mil por ano com as novas regras. A reação do ministro Steinmeier tem relevância porque, antes da coalizão montada, ele era um dos principais adversários de Merkel. Também do SPD, o novo ministro para assuntos da Europa, Michael Roth, afirmou que os conservadores cristãos "não compreendem" o continente. Merkel, por enquanto, tem se mantido distante dessa polêmica.

No Reino Unido, o primeiro-ministro David Cameron, do Partido Conservador, tem manifestado publicamente a intenção de barrar a chegada de romenos e búlgaros, usando, para tanto, medidas que restringem o acesso a benefícios públicos. 

(Fonte: Folha SP)