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Riki von Falken em Fortaleza

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 20 de outubro de 2013 Marcadores: , ,

Num ambiente com mais de 200 pratos e projeções de imagens, dois bailarinos de culturas diferentes – ela, alemã, e ele, malaio – buscam formas de combinar a energia das danças tradicionais e das artes marciais com a linguagem corporal abstrata da coreógrafa. Essa é a premissa de Echo. It's a temporary thing, espetáculo desenvolvido por Riki von Falken e Naim Syahrazad, que passou pelo Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia em setembro e retorna ao Brasil para duas apresentações dentro da Bienal Internacional de Dança do Ceará.
O show é a última parte de uma trilogia iniciada na Nova Zelândia, que passou pela Malásia e finalmente chegou a Berlim. "O nome Echo é uma extensão do que a trilogia representa. Algo que está aqui num momento, mas depois não está mais. Para mim isso representa algo que não é fixo, que se renova", diz Falken em entrevista à DW Brasil.

Desde o inicio dos anos 1990, Falken coreografa e dança suas próprias peças. Seus primeiros seis solos foram criados para espaços arquitetônicos específicos, onde ela desenvolveu uma forma clara e específica de equilibrar o mundo interior e exterior. Seu trabalho com o movimento é preciso, uma estrutura delicada que nunca perde o fluxo de energia. Na última década ela intensificou a exploração de espaços internos e da percepção, sempre trabalhando com a vulnerabilidade do corpo, de uma maneira leve e elegante. Seus movimentos de autoquestionamento tornaram a coreógrafa um dos grandes nomes de peças solo. A cooperação com outros artistas, porém, traz uma diferente força ao seu trabalho. "O impulso que vem de outras pessoas é cheio de complexidade. Tenho que me abrir para receber essa informação e estabelecer uma troca. Todo esse complexo universo do outro é um grande influência. Essa conexão gera um impulso muito grande, de uma riqueza inigualável e isso torna meu trabalho mais complexo", explica a coreógrafa.

Apesar de as peças serem independentes, o espetáculo que Falken apresenta no Brasil faz parte de uma trilogia que começou na Nova Zelândia, depois de uma experiência assustadora. "Tomei como base o contato que tive com um terremoto. O espetáculo é uma paisagem acústica coreografada. O movimento estava associado com a limitação do corpo, as rupturas, as marcas que o terremoto deixou no meu corpo", diz. Depois da experiência com o terremoto na Nova Zelândia, ela fez uma conexão em Kuala Lumpur na Malásia, onde nasceu Echo II. Inspirada na dança tradicional malaia e nas artes marciais, a coreógrafa construiu a segunda parte da sua trilogia. "Foi um impulso que adquiri no país depois de presenciar a dança e o esporte e fiz a ligação com a abstração do movimento", afirma. Ela contou com a ajuda de oito bailarinos locais para o espetáculo. [...]

Além de apresentar o espetáculo em Fortaleza, a alemã também vai ministrar um workshop, onde junto ao público destrinchará movimentos abstratos que fazem parte da terceira parte de sua trilogia: "Quero sensibilizar as pessoas com o meu método de trabalho. Fico feliz de ter algumas horas para criar um contato com os brasileiros e mostrar a minha linguagem corporal abstrata".
O espetáculo Echo. It's a temporary thing faz parte da Bienal Internacional de Dança do Ceará e tem duas apresentações em Fortaleza, nos dias 20 e 22 de outubro.

(Fonte: DW / Foto: Franziska Schwarz)

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