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Companhia Pina Bausch: 40 Anos

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado sábado, 28 de setembro de 2013 Marcadores: , 0 comentários

Ícone da dança contemporânea fundou a companhia Tanztheater Wuppertal em 1973. Quatro anos após a morte de Bausch, grupo celebra aniversário revendo o passado e ainda se preparando para um difícil recomeço.  Pina Bausch nunca planejou liderar a divisão de dança da companhia de teatro de Wuppertal, mas foi convencida a assumir o cargo. Assim, ela transformou o balé de um teatro municipal em uma revolucionária companhia de dança. O Tanztheater Wuppertal se tornou um dos mais renomados patrimônios culturais de exportação da Alemanha. Hoje, a companhia é dirigida por Lutz Förster, aos 60 anos. Ele também teve dificuldades em aceitar o cargo. Sua tarefa é mais do que complexa: manter o legado lendário da companhia e, ao mesmo tempo, criar espaço para o novo. [...] 

Como bailarino, Förster foi testemunha de como a esbelta e contida Pina Bausch liderou sua revolução artística. Ela era persistente em apresentar seu trabalho inovador para a plateia conservadora de Wuppertal. Ela provocou escândalos, como na encenação de Blaubart (Barba Azul), uma orgia de pesadelo e destruição, que aparecia no programa do teatro ao lado de dignas óperas e inofensivas operetas. "Era um escândalo. Levou tempo até que um tipo de público diferente viesse ver os espetáculos – um público da área do teatro", lembra Förster.  Segundo Förster, a recepção da companhia era muito diferente no exterior. "Era emocionante! Éramos incrivelmente bem recebidos e presenciamos reações bonitas e emocionantes da plateia". A companhia era convidada para os mais importantes festivais internacionais, onde artistas de vanguarda se encontravam e onde o público era mais aberto a experimentos. 

Mas essa não era a única razão pela qual o mundo além das fronteiras alemãs se tornou tão importante para Pina Bausch. "Ela se interessava em conhecer outras culturas", diz Förster. "Ela se interessava nas pessoas de um modo geral e, por isso, se interessava também por todas as pessoas, em diversos contextos culturais. Ela tinha menos necessidade de visitar museus ou teatros do que de ir a lugares onde pudesse ver as pessoas". Bausch desenvolveu uma série de peças ligadas a locais fora da Alemanha: Palermo, Roma, São Paulo, Santiago, Saitama, Istambul, Hong Kong e Los Angeles. Isso também contribuiu para seu sucesso internacional. "Eu admiro Pina cada vez mais. Ela criou algo universal que cativa o público de todo o mundo", afirma Förster. Também durante a temporada de aniversário, o Tanztheater Wuppertal vai excursionar pelo mundo: diversos países europeus, Japão, Coreia, Hong Kong, Canadá. Quatro anos após a morte de Bausch, vítima de câncer, a companhia da pequena cidade de Wuppertal ainda é tão popular internacionalmente, que não dá conta de atender todas as solicitações ao redor do globo.

(Fonte: DW)

Festa da Cerveja em Munique

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quarta-feira, 25 de setembro de 2013 Marcadores: 0 comentários

Os amantes da cerveja podem comemorar. Até o dia 6 de outubro, a cidade de Munique está de portas abertas para receber a 180ª edição da Oktoberfest, considerada a maior festa popular tipicamente alemã. A expectativa é de que a festa deverá atrair este ano cerca de seis milhões de visitantes de todo o mundo durante os 16 dias. No domingo (22/09) aconteceu o tradicional desfile de rua, um dos maiores do mundo, que já existe há 200 anos. Entre os nove mil participantes em trajes típicos estão não apenas alemães, mas também austríacos, italianos, poloneses, croatas, gregos, tchecos, turcos e suíços. O desfile segue um trajeto de sete quilômetros de extensão. Como manda a tradição, o prefeito da capital bávara, o social-democrata Christian Ude, abriu pontualmente ao meio-dia deste sábado, a golpes de martelo, o primeiro barril da bebida mais adorada do país, com a tradicional frase "O'zapft is" ("o barril está aberto"). Também seguindo a tradição, o primeiro gole de cerveja foi para o chefe do governo da Baviera, o conservador Horst Seehofer. 

Já na manhã do primeiro dia da Oktoberfest, milhares de pessoas se reuniram em frente às tendas do evento, boa parte delas vestindo Lederhose (calças de couro típicas da Baviera) e Dirndl (vestido tradicional). O número de visitantes era tão grande que, mesmo antes da abertura oficial, muitas tendas tiveram que fechar por superlotação. O Oktoberfest é um negócio lucrativo para a capital bávara. No ano passado, os fanáticos pela cerveja deixaram na cidade um total de 1,1 bilhão de euros. Deste total, 400 milhões de euros foram para o setor hoteleiro.  Este ano, a receita pode aumentar ainda mais, especialmente porque os preços da cerveja subiram. A caneca de um litro está custando entre 9,40 e 9,85 euros, ameaçando chegar pela primeira vez na marca dos 10 euros. Nos 345 mil metros quadrados da chamada Theresienwiese, como é conhecida a área em que a comemoração acontece, 141 empresas participam do negócio em grandes tendas com música, comida típica e muita cerveja. A maior delas abriga até 10 mil pessoas. Para servir a multidão, 13 mil pessoas trabalham durante os dias de festa. Na edição do ano passado, os visitantes beberam cerca de 6,9 milhões de litros de cerveja, acompanhados por 509 mil frangos assados, mais de 115 mil salsichas, quase 59 mil joelhos de porco.

(Fonte: DW)

Xenofobia na Alemanha

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado domingo, 22 de setembro de 2013 Marcadores: 0 comentários

Na Alemanha, assim como em outros países europeus atingidos pela crise econômica, o tema imigração tem sido um dos principais itens da campanha para as eleições gerais, marcadas para 22 de setembro. Partidos de extrema-direita aproveitam o momento de crise e tentam sensibilizar os eleitores com uma agenda recheada de elementos xenófobos. Com menos oportunidades de emprego e com a população submetida aos rigores dos planos de ajuste econômico do governo, o imigrante é mostrado como vilão aos eleitores. Ironicamente, o radicalismo da campanha da direita tem servido também para aumentar a visibilidade dos partidos antinazistas que aproveitam para atacar a presença dos extremistas nas ruas. O embate tem se manifestado abertamente, como no comício do NPD, Partido Nacional Democrata, de extrema-direita, realizado recentemente em Hellersdorf, um subúrbio de Berlim, acompanhado pela reportagem da BBC Brasil. Em entrevista à BBC Brasil, Ronny Zasowk, representante do NPD, disse que o partido tenta concentrar a campanha em áreas onde a discussão sobre asilados políticos é mais acalorada. Em Hellersdorf, o NDP inflama o discurso xenófobo, usando como exemplo de 'desperdício' a existência de um dos inúmeros albergues para asilados políticos mantidos pelo governo existentes no país. Nele, vivem mais de 200 estrangeiros recebidos pela Alemanha como asilados. A maioria vem de países em conflito, como Síria e Afeganistão. Durante o comício, um militante gritava palavras de ordem contra imigrantes, enquanto que do outro lado da rua manifestantes autointitulados antinazistas aumentavam ao máximo o volume de um equipamento de som montado em um caminhão, para abafar o discurso adversário. 

Ao microfone, Zasowk gritava que o NPD não descansará até que o último albergue destinado a asilados políticos seja fechado. Ao lado, uma faixa com dizeres que tentam passar a ideia de um futuro no qual o cenário político alemão será 'dominado' por imigrantes: 'Hoje somos tolerantes, amanhã (seremos) estrangeiros no próprio país'. Além dos ataques aos estrangeiros, o NPD também defende que a fronteira da Alemanha volte a ser o que era em 1937, antes da Segunda Guerra Mundial. Na manifestação em Hellersdorf, o grupo extremista estava em minoria. Eles somavam cerca de 150 militantes, enquanto do outro lado de uma forte barreira policial 700 pessoas protestavam contra a presença do NPD. Entre eles representantes dos partidos de esquerda, como os sociais-democratas, os verdes e membros do Die Linke (na tradução livre, A Esquerda). [...] 

Relatórios do serviço de segurança alemão afirmam que o NPD promove o racismo, a xenofobia e o antissemitismo, o que é inconstitucional no país germânico. 'Existem muitos bons motivos para banir o NPD, como seu radicalismo e suas posições anticonstitucionais e antidemocráticas, mas de um ponto de vista político-estratégico, não é o melhor caminho', defende Hartleb. No entanto, ele reconhece que a proibição do NPD teria um impacto positivo na reputação da Alemanha frente à opinião pública internacional. Na história alemã, a proibição de partidos só ocorreu duas vezes: quando os nazistas baniram o Partido Comunista na década de 30 e quando o Partido Nacional-Socialista, de Adolf Hitler, foi extinto após a Segunda Guerra Mundial.

(Fonte: G1)

Parceria Núcleo Militar/ACG: Conquistas

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado terça-feira, 17 de setembro de 2013 Marcadores: , 0 comentários

Em cerimônia realizada no Colégio Militar de Porto Alegre, na noite de 16 de setembro, o historiador Fabricio Gustavo Dillenburg recebeu homenagem da FAHIMBT – Federação das Academias de História Militar Terrestre do Brasil –, através de seu Presidente, Coronel Cláudio Moreira Bento, e do Presidente da AHMITB/RS – Academia de História Terrestre do Rio Grande do Sul – e Vice do IHTRGS – Instituto de História de Tradições do Rio Grande do Sul, Coronel Luiz Ernani Caminha Georgis. A homenagem foi oferecida “em reconhecimento aos trabalhos em desenvolvimento prestados à História Militar Terrestre do Brasil e do Rio Grande do Sul”. O historiador foi, na ocasião, empossado como membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (cuja sede fica na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende, RJ). No mesmo evento, o homenageado também tomou posse no IHTRGS. As instituições reunidas à Federação são responsáveis pela guarda e manutenção da memória do Exército Brasileiro, bem como por estudos militares, de caráter histórico, tático e estratégico.

Dillenburg é fundador e coordenador do Núcleo de Estudos de História Militar Vae Victis, professor e divulgador da História Militar, ramo no qual atua há quase três décadas. É autor do livro “Kamikaze: as Invasões Mongóis e as Origens do Vento Divino”, além de publicar regularmente artigos sobre História e manter, juntamente com a ACG/Casa da Juventude, o Ciclo de Palestras Sobre História Militar, série de exposições sobre história, geopolítica e assuntos relacionados. Para maiores informações sobre o tema e sobre as palestras, pode ser acessado o site do Núcleo Militar Vae Victis (www.nucleomilitar.com), o seu blog (www.nucleomilitarblog.com) ou ser utilizado seu e-mail (nucleomilitar@gmail.com).

Na imagem, da esquerda para a direita, Coronel Luiz Caminha Giorgis, o historiador F. G. Dillenburg e o Coronel Cláudio Moreira Bento.

Cinema Alemão em SP

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quarta-feira, 11 de setembro de 2013 Marcadores: , 0 comentários

O Centro Cultural Banco do Brasil (centro de São Paulo) recebe, de quarta (dia 11) a 28 de setembro, 19 longas-metragens na mostra Escola de Berlim. O termo "Escola de Berlim" se refere a um estilo estético, em que a realidade e o cotidiano são o foco do filme. Um dos representantes dessa turma é Christian Petzold, que recebeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Berlim em 2012 pelo filme "Barbara". Os ingressos custam R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada). Vale a pena conferir, pois a programação é bastante rica.

Alemanha Amplia Registro

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado quinta-feira, 5 de setembro de 2013 Marcadores: 0 comentários

A partir de 1º de novembro, a Alemanha oferecerá aos pais três opções para registrar seus filhos: "masculino", "feminino" e "indefinido". A nova lei foi aprovada em maio, mas seu teor só foi divulgado agora. Com isso, a Alemanha passa a ser o primeiro país europeu a oficializar o terceiro gênero. Essa mudança é uma opção para pais de bebês hermafroditas, que nascem fisicamente com ambos os sexos. A nova legislação abre a possibilidade de a criança, ao se tornar adulta, escolher posteriormente se prefere ser definida como homem ou mulher. Ou mesmo seguir com o sexo indefinido pelo resto da vida. Na Alemanha, alguns jornais disseram que a mudança é uma "revolução legal". No entanto, a lei não prevê como a escolha do sexo indefinido é refletida em documentos como o passaporte, onde existe apenas escolha entre "M" e "F". A revista alemã de direito familiar FamRZ sugere que a opção de sexo indefinido seja marcada com a letra "X". 

A nova lei é amparada em uma decisão do tribunal constitucional alemão que estabeleceu que pessoas que se sentem profundamente identificadas com um determinado gênero têm o direito de escolher seu sexo legalmente. Outro assunto ainda a ser definido é matrimônio. A lei alemã só permite atualmente casamentos entre homens e mulheres, o que não contempla pessoas de gêneros indefinidos. Poucos países no mundo possuem legislações sobre terceiro sexo. A Austrália aprovou uma lei há seis semanas, mas desde 2011 os australianos já têm o direito de identificar-se com o sexo "X" no passaporte. Na Nova Zelândia, isso é possível desde 2012. O correspondente da BBC na Alemanha, Demian McGuiness, afirma que ainda há outros pontos em aberto. No caso de uma pessoa de sexo indefinido ser presa, em qual presídio ela seria detida? O grupo de direitos de pessoas transgêneros Trangender Europe vê avanços na legislação alemã, mas reivindica mais mudanças. "É [uma mudança] lógica, mas não é uma lei tão progressista como gostaríamos que fosse", disse Richad Köhler, do Transgender Europe. Ele diz que a lei só contempla bebês que tiveram diagnóstico médico de hermafroditismo. A entidade quer que as pessoas possam ter o direito de deixar a opção de gênero em branco, sem precisar se quer se declarar "indefinido". 

(Fonte: BBC Brasil)

Bienal Homenageia Alemanha

Postado por ACG - Associação Cultural Gramado segunda-feira, 2 de setembro de 2013 Marcadores: , , 0 comentários

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro abreiu com uma homenagem à Alemanha. O maior evento literário da cidade recebe 11 escritores e ilustradores alemães, como os veteranos Wladimir Kaminer e Ilija Trojanow e jovens autores como Kathrin Passig. No ano que antecede a Copa do Mundo de 2014, editores e livreiros apostaram firme no tema futebol. Nunca se lançaram tantos livros em torno da temática, e a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que começa nesta quinta-feira (29/08), dedicará 15 mesas de discussão ao esporte, num espaço batizado de "Goleada Literária". A Alemanha, país homenageado da Bienal no âmbito do Ano Alemanha + Brasil, inaugura o maior evento literário da cidade, com a participação do ex-jogador de futebol alemão Michael Ballack. "Ballack vai dar muita visibilidade à presença alemã na Bienal", justifica Claudio Struck, coordenador das centenas de eventos que compõem o Ano Alemanha + Brasil, ao rebater as críticas de intelectuais sobre a presença do ex-capitão da seleção da Alemanha nas lides literárias e informar que o jogador não cobrou cachê para vir ao Brasil. Perto de 700 mil pessoas deverão circular pelos três enormes pavilhões (55 mil m²) do Riocentro até o dia 8 de setembro, calculam os organizadores. [...] 

O visitante do estande alemão estará imediatamente ambientado na exposição multimídia "Alemão para iniciantes", com as 26 letras do alfabeto ilustradas por palavras tao típicas do dia-a-dia alemão quanto A de "Arbeit" (trabalho) e Z de "Zukunft" (futuro). Crianças e adolescentes poderão se familiarizar com a língua alemã com ferramentas interativas. Além dos lançamentos de livros e debates próprios dessas feiras literárias, haverá atrações como um prêmio de design de postais e o KulturTour, caminhão cultural itinerante do Instituto Goethe que, depois de percorrer diversas cidades brasileiras, ficará estacionado até o dia 1º de setembro em frente ao Pavilhão 3 com várias atividades.

(Fonte: DW)